Por trás do crachá: Juliana B. de Freitas

0 18 setembro 2014 | 17:44

Sabe aquele livro que você adora? Ou aquele eBook sensacional, aplicativo superútil ou o Blackboard Learn que você usa em sala de aula? Para que eles existam, profissionais de várias áreas trabalham todos os dias até eles chegarem à sua mão – ou ao seu computador, tablet, celular e afins. Quer saber um pouco mais sobre quem faz uma empresa de Educação? Convidamos você a conhecer o Grupo A mais de perto, por trás do crachá!

Uma empresa não sobrevive sem ao menos tentar se aprimorar de vez em quando. Aqui no Grupo A procuramos integrar a inovação em nosso dia-a-dia, mas, para não sairmos às cegas, contamos com a Controladoria. É esse o setor que recebe informações de toda a empresa, analisa, e aponta direções para seguirmos. Para apresentar um pouco melhor a área, conversamos esta semana com a Juliana, Analista de Controladoria por aqui.


O que você faz no Grupo A?

Eu desempenho um trabalho mais focado na área fiscal, que inclui em minha rotina demandas internas e externas. Resumidamente minhas atividades são ligadas a apuração de impostos e obrigações acessórias.

Qual a sua formação profissional e como ela se relaciona com suas atividades?

Conclui o técnico em contabilidade antes de entrar no Grupo A, o que me ajudou a decidir pela graduação em Ciências Contábeis. Já estou cursando o 7 º semestre, com formação prevista para final de 2015. O curso tem toda a relação com as tarefas da controladoria. Claro, tem situações que eu não exerço diretamente, mas consigo acompanhar o que meus colegas fazem.

Há quanto tempo está no Grupo A?

6 anos e 5 meses.

Qual seu livro preferido?

Eu acompanho mais publicações da Bookman, que integra minha área de estudo. Um livro que me ajudou muito na faculdade foi o IRFS 2012, que utilizei para pesquisa no 6º semestre.

Um momento marcante no Grupo A? 

Foram dois momentos marcantes para mim. O primeiro quando entrei na Artmed para trabalhar no Setor Financeiro, mesmo não sendo minha maior área de interesse. O segundo momento marcante ocorreu em meu 2º ano de empresa, após eu já ter migrado para a Controladoria, foi quando saímos em férias coletivas e tivemos o privilégio de ainda receber uma gratificação financeira, fiquei realizada por trabalhar em uma empresa que reconhece o valor do colaborador. Isso não tem preço.

Um talento ou hobby que você esconde dos colegas?

Simples: Gosto muito de dançar.

O conhecimento transforma porque... o ser humano se satisfaz pessoalmente e profissionalmente.

Como nascem os livros

0 17 setembro 2014 | 16:31

Até o leitor menos atento já sabe que livros são a nossa paixão. Nós os amamos em todos os formatos, sejam impressos ou digitais. Livros nos trazem conhecimento, e eles mesmos são produtos de uma longa evolução de técnicas de impressão, reprodução e tipografia. Hoje, vamos mostrar um pouco de como se costumava fazer e como se fazem atualmente esses objetos maravilhosos :)

Birth of a Book from GLEN MILNER on Vimeo
Neste vídeo, você acompanha o nascimento de um livro impresso, tão complexo quanto um parto

Nos primórdios da fabricação de livros, o processo era todo manual. Cada cópia era escrita à mão por um escriba, profissional especializado em caligrafia e que, supomos, deveria sofrer imensuráveis dores nas costas após cada jornada de trabalho curvado sobre papéis. O escriba ainda nem sabia o que é tendinite, mas certamente sofria desse mal. Devido ao enorme esforço dispendido em cada exemplar, os livros eram raros e caríssimos. Em 1424, a Universidade de Cambridge tinha pouco mais de uma centena de livros, e cada um deles valia o mesmo que uma fazenda.


Até hoje, grandes livros precisam ser costurados em pequenos cadernos
[FONTE: Zoe Scharf

Naturalmente, essas dificuldades incomodavam muita gente, como, por exemplo, Johannes Gutenberg, um ourives alemão que passou anos pesquisando técnicas de impressão. É verdade que os chineses já haviam criado um processo mecânico para a tarefa, mas os moldes móveis de cada letra usados na China, feitos de madeira, duravam pouquíssimo tempo. O escriba não se desgastava tanto escrevendo, mas passava horas na preparação dos moldes. Gutenberg foi o homem que, em 1455, conseguiu criar uma prensa com tipos móveis de longa duração, feitos de metal e, portanto, mais fortes ao marcarem o papel e mais resistentes à ação do tempo. Nascia a impressão em massa.


Quando fazer livros ainda parecia coisa de magia

Em pouco tempo, as prensas se espalharam pela Europa e permitiram toda a efervescência cultural do Renascimento, facilitando a disseminação do conhecimento por meio da escrita. Os processos atuais de fabricação não são tão diferentes daqueles dos anos 1960. O vídeo abaixo, que mostra a impressão de um dos livros da trilogia Crepúsculos nos Estados Unidos, é surpreendentemente semelhante ao vídeo quase cômico que vimos acima. Ou seja, Gutenberg fez tão bem o seu trabalho que os princípios da impressão continuam os mesmos. Uma salva de palmas ao inovador ourives alemão!


Tem quem preferisse que esse livro em particular nunca tivesse sido impresso...

Se ficou curioso para conhecer ainda mais do universo de produção de livros, o site Brain Pickings traz mais vídeos de prensas em ação! E não esqueça que toda nossa seção Sobre Livros é dedicada a essa grande paixão pelas letras impressas (ou grafadas digitalmente, por que não?). Enquanto houver escritores e leitores, haverá maneiras de disseminar o conhecimento da forma mais ampla possível!

A felicidade está mesmo no ordinário

0 16 setembro 2014 | 14:32

A sabedoria popular prega que a felicidade está nas pequenas coisas. Pelo jeito, nesse quesito, a ciência está correndo atrás do ditado e somente agora começa a provar que, realmente, as lembranças de momentos corriqueiros são as que mais nos trazem alegria. Uma série de estudos, recentemente publicados no jornal Psychological Science e divulgados pelo PsyBlog, mostra como, via de regra, as memórias com maior potencial de nos trazerem alegria são as que menos valorizamos enquanto as criamos. 


A felicidade se manifesta da cabeça aos pés
[FONTE: Engaged Marriage

Todos se ocupam com fazer fotos de aniversário, de formatura e casamento, mas muitas vezes nem pensamos em registrar o dia a dia, momentos da rotina que passam quase despercebidos na correria da vida diária. No entanto, as pesquisas mostram que fotografias de acontecimentos banais, que não impressionariam seus amigos no Facebook, podem ser as que mais vão nos alegrar no futuro.

Para chegar a essa conclusão, cientistas realizaram um estudo no qual pediram a 135 estudantes que criassem uma cápsula do tempo na qual deveriam salvar para o futuro uma conversa recente, algum registro do último evento social de que tivessem participado, um trecho de um artigo próprio e as três músicas favoritas do momento. Os voluntários também tiveram que imaginar o quanto eles gostariam de reencontrar esses itens anos depois. O resultado: os alunos erraram - e muito - na previsão do efeito que a reabertura da cápsula do tempo teria sobre eles.


Quem já soprou um dente-de-leão sabe que essa é uma das pequenas alegrias da vida
[FONTE: ooh pretty shiny over there

Todos acreditavam que seria interessante reencontrar esses itens do passado alguns meses depois, calculando o quanto seria curioso revê-los. Mas ninguém imaginou a cápsula como fonte de sentimentos de alegria ou felicidade, e foi isso o que aconteceu. Um dos autores do estudo, Ting Zhang, da Faculdade de Negócios de Harvard, ressaltou a surpresa em aprender que não percebemos como eventos ordinários de hoje podem se transformar em lembranças extraordinárias no futuro.

“As pessoas se alegram imensamente em reencontrar uma lista de músicas de meses atrás ou relembrar uma piada que disseram ao vizinho, mesmo que essas coisas não parecessem significativas no momento”, comenta Zhang. O conselho é tirar um tempinho para tirar fotografias mesmo de situações que pareçam sem graça. Mas, claro, sem exagerar! Zhang alerta que também não é interessante gastar tanto tempo preparando a foto e esquecer-se de viver o momento.

A felicidade é mesmo um mistério, e embora ela desempenhe um papel mais que importante em todas as esferas da vida humana, da aprendizagem aos relacionamentos sociais, nós continuamos na busca pela compreensão desse sentimento. Talvez nunca cheguemos a uma só resposta, ou a uma conclusão definitiva, mas, como disse o poeta, a felicidade “tem a vida breve”, então o único caminho possível é aproveitar ao máximo quando a tivermos do nosso lado!


Momentos banais podem ser importantes recordações
[FONTE: Ned Hardy

Dançando os males para longe

0 15 setembro 2014 | 12:40

A dança é uma das formas de expressão mais antigas da humanidade. Já dançamos para a natureza, pedindo comida e bons ventos, já dançamos pela chuva e até em rituais sagrados, nos quais dançávamos para os deuses. Na Idade Média, a dança, como quase toda a prática que utilizasse o corpo como instrumento, foi banida. Após, no Renascimento, voltamos a bailar, cada vez com mais classe e técnica. Atualmente, a dança pode ser diversão, sedução ou até mesmo libertação. Nossa inspiração hoje traz esses movimentos ritmados que trazem tanto da natureza humana e que são capazes de expressar tantos sentimentos. Dance! E dance como se ninguém estivesse olhando. ;)

#1 Bailando na cidade

A série Dance (Dança),  do fotógrafo norte-americano Cole Barash traz algumas de suas características mais marcantes: o equilíbrio entre paixão e precisão e a intensidade das imagens. O instante congelado é estático, mas ao observar as imagens, não temos dúvida: a modelo está dançando. E com gosto!


O contraste entre a leveza e o movimento da dançarina. 
[FONTE: Cole Barash]


Na dança, o corpo é etéreo.
[FONTE: Cole Barash]


A janela dos contrastes. 
[FONTE: Cole Barash]

#2 O corpo e o pó

Dust and Dance (Poeira e Dança) é uma interessante série de imagens propostas por Thomas David. Nela, o fotógrafo dá um banho de talco em dançarinos antes de fotografá-los em sua performance. Dessa forma, o pó torna-se uma extensão do bailarino, dando prosseguimento aos movimentos executados por seu corpo. No making of, o trabalho parece muito simples, mas transformar um pequeno instante em uma bela fotografia exige muita técnica e a busca da exposição perfeita


Um pequeno gesto, uma grande foto. 
[FONTE: Thomas David]


Pó, cabelos e corpo na composição da imagem fazem com que ela quase se mova diante de nossos olhos.
[FONTE: Thomas David]


Efeitos especiais? Dispensamos. 
[FONTE: Thomas David]

#3 O corpo líquido

Famoso por suas esculturas com água, o fotógrafo japonês Shinichi Maruyama resolveu liquefazer o corpo humano em sua série sobre dança. Nude (Nu) traz a composição de imagens de dançarinos fotografados durante sua performance, criando belos desenhos feito por seus corpos. Para chegar a esse resultado Maruyama utilizou cerca de 10.000 cliques, em sequencias de 2 mil por segundo, na composição de cada fotografia. Da união entre tecnologia e técnica fotográfica temos um conjunto de imagens de tirar o fôlego. 


O mais interessante é que quase conseguimos visualizar a coreografia que originou a imagem.
[FONTE: Shinichi Maruyama]


Alguém mais enxerga dois bailarinos nessa foto?
[FONTE: Shinichi Maruyama]


Com tantos rodopios, confessamos que ficamos cansados só de olhar. 
[FONTE: Shinichi Maruyama]

E aí? O leitor se animou a dar uma dançadinha para dar um up nessa segunda-feira? 

Lucy e o cérebro pós-humano

0 12 setembro 2014 | 15:03

Com Scarlett Johansson encarnando uma anti-heroína, Lucy conta a história de uma jovem que se envolve acidentalmente com tráfico de substâncias ilegais e acaba se metendo em tremendas confusões. Parece meio bobo, e talvez seja, porém Lucy não é necessariamente um filme a ser levado totalmente a sério. O próprio longa parece não se importar muito com isso.

Fazendo uma boa bilheteria, inclusive no Brasil, a película polarizou a crítica entre os que não viram sentido nenhum na miscelânea científica do roteiro misturada à ação e os que a definiram como uma boa diversão com questionamentos relevantes acerca da capacidade humana. Sem tomar lados em um primeiro momento, podemos dizer que toda a crítica é legítima, mas se tratando de um filme de Luc Besson, com Johansson destruindo tudo e Morgan Freeman “explicando coisas” (impossível não acreditar no que esse homem diz!), por mais que flerte com o trash, o longa já nasce um pouco cult


Sai da frente que lá vem a Lucy, e ela não está muito feliz, não. 
[FONTE: Divulgação]

Apesar de a teoria de que usamos apenas 10% do cérebro ser um mito, é interessante a explanação do neurocientista Norman (Freeman) no início do filme sobre a evolução do cérebro e a imortalidade da célula, que se perpetua por meio de seus iguais. Embora bem didática, essa é a única explicação que temos no longa, pois, desde seu primeiro ato, no qual vemos Lucy sendo arrastada para essa cilada neurocientífica (em uma sequência genial que mescla os acontecimentos iniciais do filme com cenas da natureza selvagem), o ritmo frenético é mantido. Parece meio contraditório, pois as cenas de ação perdem em número para as de contemplação, mas essas correspondem ao roteiro estilo correria por meio de seus muitos efeitos especiais.  

No filme, a capacidade exponencial do cérebro de Lucy é causada pela ingestão acidental de uma quantidade absurda da droga CPH4 que ela transporta em seu estômago, como mula. Na história, se trata da versão sintética de um hormônio produzido durante a gestação, responsável por gerar energia para o feto. Em doses cavalares, porém, os efeitos são inimagináveis. Em uma atuação que tem sido elogiada, Scarlett nos apresenta uma Lucy que vai se tornando cada vez mais robótica à medida que seu cérebro vai atingindo seu potencial máximo. 

Capaz de controlar suas próprias células e as de outrem, além de basicamente toda a matéria que há no universo, a jovem logo percebe que não tem muito tempo e sai em busca do que sobrou da droga sintética, dos traficantes que a colocaram nessa enrascada e da ajuda do professor Norman. Com um contador de percentagem aparecendo em tela de tempos em tempos, o filme se atém ao suspense sobre o que acontecerá à moça quando seu cérebro chegar à capacidade máxima


Se até o Morgan Freeman parece preocupado, o que sobra para nós?
[FONTE: Divulgação]

O melhor conselho para os que vão assistir ao longa é: não questione a teoria dos 10% ou a capacidade do CPH4, assim como nunca questionamos o fato de uma picada de aranha radioativa transformar um estudante em super-herói. Faz parte da ficção ser aceita em seu desapego à realidade. Mas, se os que gostam de seus filmes com bastante precisão científica devem ser alertados para uma possível decepção, o mesmo não pode ser dito dos que apreciam bons questionamentos acerca da existência

A transformação de Lucy enquanto seu cérebro vai chegando mais perto dos 100% nos faz pensar: o que nos torna humanos, afinal? Está aí uma pergunta que vem se mostrando cada vez mais relevante ao passo em que evoluímos (ou seria o contrário?). Se, ao final, depois de tantos orientais derrotados e humilhados, tiros de bazuca, carros capotando em via pública e efeitos especiais insanos, você ainda não encontrar o sentido dessa bagunça toda, não se preocupe. Lucy diz a que veio na última frase do filme, deixando no ar a reflexão. E é aí que o espectador decide: valeu a experiência? Nós achamos que vale, sim, a pipoca. 

BlogA Entrevista: Dr. Elvino Barros

0 11 setembro 2014 | 15:19

Que os medicamentos transformam a nossa vida, não há dúvidas: quem aqui gostaria de arrancar um dente sem analgésicos ou enfrentar uma vida sem remédios para a pressão? Mas, como tudo no mundo, eles podem ser usados para o bem e para o mal, e é preciso ter cuidado na administração de drogas a pacientes. No livro Medicamentos de A a Z, o Dr. Elvino Barros traça um amplo panorama dos principais fármacos à disposição da medicina moderna e facilita a vida dos médicos ao agilizar o acesso às informações mais relevantes. Além da versão impressa, a obra está disponível em e-book e em um aplicativo próprio para celular, cujo download pode ser feito na iTunes Store e no Google Play. Barros é médico e professor associado do Departamento de Medicina Interna da UFRGS, atua no Serviço de Nefrologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre e é Doutor em Nefrologia pela Universidade Federal de São Paulo/Escola Paulista de Medicina. Nesta entrevista, ele fala sobre Google, automedicação, genéricos e crenças populares. Imperdível para médicos e pacientes.

1) Em tempos de Internet, o Google muitas vezes é a primeira consulta dos pacientes. Isso ajuda ou atrapalha o trabalho do médico?

O Google tem se tornado uma importante ferramenta para todos nós, pacientes ou médicos. Ele ajuda, mas pode atrapalhar. Ajuda porque faz com que o médico esteja mais atento às dúvidas do paciente que fez uma pesquisa na internet e tem muitas informações a respeito de sua doença. O médico precisa estar bem atualizado para não deixar de responder corretamente às questões que o paciente leva ao consultório e com uma profundidade maior do que era no passado. Pode atrapalhar porque o paciente não tem os conhecimentos necessários para distinguir o que é importante na fisiopatologia e no tratamento para sua doença. É necessário haver um bom relacionamento entre médico e paciente: esse deve informar aquele sobre a pesquisa na internet e colocar as dúvidas de forma clara. O médico pode aprofundar as explicações sobre a doença conforme o entendimento de seu paciente.

2) Quais os principais perigos da automedicação?

A automedicação deve ser desestimulada, pois pode trazer inúmeros problemas para o paciente. Dependendo da medicação usada, pode mascarar os sintomas de uma doença que deve ser avaliada desde o início pelo médico. Um exemplo mais significativo é o uso de analgésicos e anti-inflamatórios que podem causar problemas renais, inclusive com perda da função renal, se usados por longos períodos. Muitas medicações usadas, como antigripais, são inúteis. Além disso, existe um gasto substancial de dinheiro usado para comprar medicamentos sem efeitos benéficos, como os hepatoprotetores.

 3) Ainda existe desconfiança com relação aos medicamentos genéricos?

Sim, ainda existe muita desconfiança no uso de medicamentos genéricos. Eles são muito usados nos Estados Unidos: mais de 50% dos medicamentos vendidos na América do Norte são genéricos. No Brasil, houve um aumento substancial nos últimos anos, e o Rio Grande do Sul é o estado brasileiro em que mais são consumidos os medicamentos genéricos, em torno de 30%. Algo interessante e que aumentou a credibilidade nos medicamentos genéricos foi a compra de muitos laboratórios que fabricam os medicamentos genéricos por aqueles detentores da marca original do medicamento.


Tomar remédios: apenas quando vierem das mãos de um médico
[FONTE: Medimoon

4) O uso abusivo de medicamentos comuns, como para dor de cabeça, pode causar vício no paciente?

Não, em geral o uso de medicamentos comuns para dor, tratamento da hipertensão, do diabetes, etc. não causam nenhum tipo de vício.

5) Existe a crença popular de que os remédios usados com frequência perdem efeito ao longo do tempo. O corpo realmente cria resistência?

Muitos medicamentos são de uso comum e por toda a vida. Como disse anteriormente, os medicamentos usados para dislipidemia, aumento do colesterol, hipertensão ou diabetes não causam resistência para o indivíduo, que deve usá-los muitas vezes por toda a vida. Mas existem medicamentos que podem diminuir o seu efeito se usados por muito tempo, são os hipnóticos e sedativos. De preferência, esses medicamentos devem ser usados com cautela e, se possível, por períodos curtos. 

Como de costume, vale a instrução máxima de sempre procurar um médico quando aparecerem problemas de saúde (mesmo que o Google seja consultado antes). Para os profissionais interessados na obra, o aplicativo disponível na iTunes Store e no Google Play foi totalmente atualizado para o biênio 2014-2015.

Aprender com videogame? Pode, sim.

0 9 setembro 2014 | 14:16

Muitos pais e mães de hoje convivem com um inimigo em potencial dentro de casa: os videogames. Geralmente apontados como os grandes responsáveis pelas notas baixas na escola ou pelo pouco engajamento doméstico dos adolescentes, os games seguem sendo o horror dos progenitores, mas os queridinhos da molecada. Tirem as crianças da sala (mentira, não tirem, não), que hoje daremos mais pano pra manga nesse embate familiar: o videogame pode ser extremamente educativo. Não estamos falando apenas dos jogos projetados para esse fim, mas também dos games mais populares. Na educação digital, o uso desses jogos para o aprendizado tem um nome, gameficação, e, pelo jeito, eles vieram para ficar. Confira! 


Sabemos que é difícil acreditar, mas pode, sim, estar ocorrendo aprendizado nessa cena. 
[FONTE: Schoolastic]

Se tem uma coisa que apoiamos é unir o útil ao agradável. Os gamers devem estar pulando de alegria ao saber que muitas das características de seu hobbie favorito podem ser aproveitadas na área da educação. O engajamento do jogador, o feedback imediato (quando aprendemos o jogo, ganhamos) e a interatividade são propriedades típicas dos games que podem inspirar novas formas de ensinar e aprender. Mas não é só isso: videogames são capazes de trabalhar habilidades cognitivas e até mesmo tratar a visão! Os jogos em console, em computador ou mesmo em smartphones podem aprimorar a acuidade visual em jovens e a visão em profundidade em crianças. E, nesse caso, quanto mais agitado o game, melhor, pois vai exigir mais dos olhinhos atentos dos jogadores.


Encanador. E professor nas horas vagas. 
[FONTE: Lucid Learning]

Em uma reviravolta ainda menos esperada, um estudo realizado na Holanda sugere que os games violentos são os mais benéficos do ponto de vista cognitivo, especialmente os famosos jogos “de tirinho”, no qual se matam vários tipos de inimigos. Afinal, esses jogos exigem atenção redobrada. Na Alemanha, cientistas descobriram que meia horinha de Super Mario por dia, durante dois meses, foi capaz de melhorar a memória, a localização espacial, o senso de estratégia e a capacidade motora dos sujeitos estudados. Já na Universidade da Califórnia, um estudo realizado com idosos e videogames também constatou uma melhora na cognição e na capacidade de realizar tarefas simultâneas, além de dar aquela aprimorada na atenção e na memória


O uso moderado do videogame pode fazer o cérebro passar de fase também. 
[FONTE: Lifehacker]

“Nossa, mas é a oitava maravilha da humanidade!”, vocês devem estar pensando. Pois bem, como tudo na vida, o uso dos videogames tem seu lado bom e seu lado ruim. O livro Imaginação e Jogos na Era Eletrônica fala justamente sobre os perigos e benefícios das influências da mídia eletrônica na vida de crianças e adultos nesses tempos conectados e, por isso, é leitura obrigatória para quem quer saber mais sobre os efeitos dos games sobre o comportamento e a cognição. De nossa parte, devemos dizer: use com parcimônia. De que adianta deixar o cérebro tinindo e usá-lo apenas para coletar moedinhas feitas de bits ou matar zumbis de mentirinha? Todos os benefícios listados aqui se referem a quantidades moderadas de jogos. O uso exagerado traz mais problemas do que soluções. Por isso, aconselhamos: o negócio é jogar, aprender e depois ir lá fora colocar em prática todas as habilidades adquiridas com os games. ;)

A beleza de antigamente serve hoje?

0 8 setembro 2014 | 10:58

O tempo é capaz de mudar tudo: de crenças científicas a conceitos culturais, passando por costumes sociais e hábitos cotidianos. As noções de estética sobre o que é belo e atraente não poderiam ficar de fora desse eterno ciclo de transformações. Hoje, selecionamos no site So Bad So Good fotos de mulheres que, em seu tempo, eram consideradas grandes beldades. Detalhe: todas elas estão no que eram consideradas poses sensuais, ainda que discretas, o nosso atual “sexy sem ser vulgar”.


Uma fantasia de cupido para conquistar os corações


Pernas de fora, mas um decote bem coberto

Lá por 1890, um decote mais profundo ou uma saia mais curta poderiam ser motivo de escândalo. Estas fotos estavam no limite do aceitável para a época: as roupas escondiam um tanto do corpo, mas buscavam valorizar o lado feminino e sedutor das moças. Para os nossos padrões atuais, muitas delas beiram o ridículo, mas quem não garante que os calendários que hoje vemos em postos de gasolina não vão causar a mesma sensação de vergonha no futuro?


Aprecie o toque especial da cartola


Quem explica? A gente nem vai tentar

Acreditamos que a beleza está mesmo nos olhos de quem vê, mas é preciso compreender que a noção de bonito de um tempo está atrelada aos valores culturais de cada época e de cada povo. Na obra Estética, o autor Daniel Herwitz traz um novo insight sobre gosto, experiência e juízo estéticos e, até mesmo, definição de arte. Se não ajuda a explicar a fantasia de cavalo acima, pelo menos esclarece os fatores subjetivos da avaliação da aparência.


Uma moça comportada toda trabalhada na transparência


Mais um cupido para deixar claro o objetivo do book fotográfico

Ficou impressionado com a diversidade de um conceito tão amplamente discutido como a beleza? Compartilhe conosco suas impressões. Exemplos de mudanças de padrões não faltam. Afinal, mesmo um ícone do sex appeal como Marilyn Monroe causa até hoje discussões sobre possível excesso de peso. Vai entender… Ao fim, a melhor política é sempre o bom e velho “seja você mesmo” ;)

Promessas não cumpridas

0 5 setembro 2014 | 11:41

Quem disse que o melhor parceiro para um filme é a pipoca? Aqui no BlogA, a gente acredita que cinema combina mesmo é com livro. Na seção Leia & Assista, publicamos dicas de cinema e de leitura para você aproveitar o final de semana.

Lançado no começo dos anos 2000, mas cada vez mais atual, Promessas de um novo mundo (Promises, 2001) é um retrato ao mesmo tempo sensível e brutal sobre a vida de crianças israelenses e palestinas em Jerusalém. Na época de seu lançamento, o longa foi indicado ao Oscar de melhor documentário e venceu os prêmios da escolha popular em outros festivais internacionais, como Roterdã (Holanda), Vancouver (Canadá) e São Paulo. Com razão. O pequeno recorte de história contado pelo trio de diretores B.Z. Goldberg, Justine Shapiro e Carlos Bolado poderia ser comovente por si só, ao mostrar a visão dos pequenos sobre a guerra. No entanto, os efeitos da própria realização do filme sobre seus protagonistas o torna muito maior do que uma simples exposição de fatos.


Yarko vem de uma família israelense não religiosa e Faraj vive em um campo de refugiados palestinos.
[FONTE: G1]

O filme nos fala das vidas dessas sete crianças que, separadas pela guerra, vivem tão perto e, ao mesmo tempo, tão longe. Quinze minutos de viagem separam os gêmeos Yarko e Daniel, judeus seculares de Israel, de Faraj e Sanabel, que vivem com suas famílias em Deheishe, um triste campo de refugiados palestinos. Além deles, a equipe documentarista acompanha Shlomo, um pequeno judeu ultra ortodoxo; Mahmoud, um jovem militante do Hamas; e Moishe, um judeu radical que sonha em fazer parte do exército, todos com idades entre 11 e 13 anos. A descrição dos personagens não faz jus à sua personalidade. O que mais impressiona nas crianças retratadas é a clareza de seus pensamentos. Sejam eles radicais ou moderados, religiosos ou não, todos os depoimentos das crianças são carregados não apenas de um profundo sentimento de inevitabilidade, mas de uma surpreendente argumentação analítica. Todos eles, diante do trágico, do medo e das perdas, conseguem colocar em palavras seus sentimentos, como poucos adultos fazem, e, ainda assim, explicar com muita propriedade a natureza de suas opiniões. Para o espectador, fica a impressão de que, no fundo, todos eles estão certos, e todos os adultos parecem estar errados. 


Na época das filmagens, o pai de Sanabel, jornalista, estava preso havia dois anos, porém sem acusações formais e sem previsão de um julgamento.
[FONTE: Cinema for Peace]

Enquanto uns vivem em condições precárias (o campo de refugiados de Deheishe tem uma das maiores densidades demográficas do mundo), pois seus avós foram retirados de suas casas sem poder levar nada e precisaram refazer a vida com poucos recursos, outros levam uma vida relativamente boa, mas não à parte do conflito. Yarko e Daniel todos os dias pegam o ônibus para a escola e diariamente temem que ele possa explodir a qualquer momento. Sanabel vive com a falta do pai, preso sem acusações formais por ser um jornalista e suas ideias representarem um “perigo para as autoridades”. Moishe e Faraj viram seus amigos morrerem ainda crianças e tentam lidar com isso. Embora sintamos algum desconforto com o discurso dos jovens mais radicais no começo do filme, logo percebemos que aquelas crianças viram o que ninguém deveria ver e sofreram como poucos. A vontade é de dizer-lhes que tudo ficará bem, mas sabemos que tão cedo isso não irá ocorrer.

O longa foi gravado em um período relativamente pacífico na região, entre 1997 e 2000, no período entre duas Intifadas palestinas. A fim de situar sua narrativa, são utilizados alguns recursos jornalísticos. Mas, para além do entendimento desse capítulo de história do mundo contemporâneo, o filme nos permite enxergar a questão humana. E de uma forma pura, pelos olhos das crianças. A ausência de grandes conflitos permite o acontecimento que transforma todo o documentário: durante uma entrevista, Faraj pede para telefonar para os gêmeos israelenses e eles marcam um encontro. Essa foi uma surpresa até mesmo para os diretores, o que fica claro no momento em que ocorre. Do telefonema, surge o momento mais incrível do filme, Yarko e Daniel vão, pela primeira vez na vida, ao campo de refugiados. Após um dia de futebol e brincadeiras, as crianças acabam realizando um debate sobre suas realidades e falam sobre suas esperanças de um dia ter paz. É de cortar o coração.


O pequeno Moishe tem ideias extremamente radicais, mas logo compreendemos o que move seus pensamentos.
[FONTE: Estação]

Promessas de um novo mundo não é apenas um bom documentário, ele é necessário. Em cada pequena gesto ou reação daquelas crianças, compreendemos um pouco mais de sua realidade. Muitos de nós absorvemos diariamente notícias sobre os conflitos naquela região, mas pouco provavelmente conseguiremos compreender as reais consequências de uma guerra interminável. Mesmo com sua limitação temporal, nem nisso o filme falha. Em um prólogo, visitamos algumas crianças dois anos mais tarde para constatar o inevitável: eles mudaram. Muito da inocência e da compreensão para com os vizinhos se foi, e os pensamentos se tornaram mais endurecidos. Os sonhos parecem ter sido esmagados pela realidade. Terminamos o filme pensando: onde estarão eles agora? Só resta torcer para que ainda tenham um pouco daquela incrível humanidade que mostraram durante o filme.

Inesperado Como Bagual Falando Inglês

2 4 setembro 2014 | 08:49


*Por Cristina Ustárroz

“Senhores passageiros, nosso tempo de voo é de aproximadamente 12 horas!“ Pois é! Quem já atravessou o atlântico ou visitou o hemisfério norte sabe: viajar de avião é como namoro: no começo é bom, mas no fim fica mais chato que colchão de gordo. A não ser que seu vizinho de assento seja do interior do interior do Rio Grande do Sul, um tipo assim bonachão e meio, digamos, abagualado. Foi justamente o que aconteceu comigo ao retornar de minha última viagem. Quer ver?

“Tu é gringa?“ Pergunta o bagual na fila do balcão de embarque. Tentando esbanjar uma certa simpatia, esclareço: não, sou gaúcha também, professora de inglês. E o bagual se anima: “Voo internacional é comprido barbaridade! Como cuspe de bêbado! E como suspiro em velório! Como é mesmo que se diz isso em inglês?“ Respondo tranquilamente: as long as a month of Sundays! E o bagual se diverte: “Só isso, profe? Que tradução mais sem graça!“

E continua: “Achar o balcão de embarque em aeroporto é fácil como contar 1 2 3. Como se diz isso em inglês? “As easy as ABC, asseguro. E o bagual revida: “Abc? Quem falou abc? Eu falei 1 2 3! Mas que tradução mais fajuta! E como se diz fácil como tirar pirulito de criança?“ Me encho de coragem e brinco: as easy as taking candy from a baby!

O bagual parece meio frustrado, mas continua seu discurso: “A minha mala tá pesada como sono de surdo. Como se diz isso?“ E justifico, cheia de dedos: na falta de uma expressão mais literal, diga as heavy as a pile of bricks. Mas o bagual não demonstra muita convicção e zomba: “Tchê, profe, tu tá mais por fora do que umbigo de vedete!

E mantém a prosa na fila do detector de metais: “Agora é uma de tirar cinto, tirar moeda, tirar bota... Ficamos praticamente pelados como sovaco de santo!“ E olha para mim de um jeito inquisidor! Ao que respondo com hesitação: as naked as a jaybird! “Ô, vivente!“ – interrompe o bagual, tirando sarro do meu inglês – “e eu lá sei o que é jaybird? Melhora essa tradução aí, tchê!“ E passa a olhar para mim com desconfiança.

Mas nem no controle de passaportes ele desiste do papo! “O cara olha a nossa foto e deve pensar: esse daí é feio como o diabo! Ou como briga de foice no escuro! E se o passageiro for mulher, então, o cara deve pensar: essa daí é feia como mulher de cego!“ Sem achar equivalentes em inglês para essas bagualices, digo, comparações, sintetizo: as ugly as sin! E provoco: é o que temos para hoje!  

Sem se dar por vencido e já acomodado no avião, ele diz: “Voo internacional é como albergue aéreo - um monte de vivente se acomodando como pode. É mais apertado que rato em guampa! É gente amontoada como uva em cacho! “Like sardines in a tin, reajo! 

E depois do video com as intruções de segurança, os comissários anunciam a partida. “Mas quem é que entende o inglês deles? Está longe de ser claro como a luz do dia.“ Ele olha para mim e eu vacilo de propósito: as clear as... daylight. “Agora sim! Finalmente uma tradução que se preze!“ Elogia o bagual!  

E prossegue durante a decolagem. “Alguns passageiros estão contentes como cusco de cozinheira.“ E eu concordo: as happy as a dog with two tails. “Outros estão nervosos como gato em dia de faxina.“ E eu arrisco: as nervous as a long tailed cat in a room full of rocking chairs. “Aquele lá tá com o rosto suado como tampa de chaleira!“ aponta com o dedo. E murmuro: as nervous as a turkey at Christmas! “Já outros se sentem livres como um pássaro.“ Essa é fácil, ressalto: as free as a bird

E chega a hora da refeição. “Os comissários empurram aquele carrinho como a cara deles, quero dizer, com a cara mais amarrada que pacote de despacho, devargazito como quem tropeia lesma“, reclama. As slow as molasses in January, interrompo. “E quando chega a sua vez, terminou o frango! Passa a massa ou vou ficar faminto como um urso!“ Com entusiasmo, lasco: as hungry as a bear

“Ruim mesmo é que junto com a altitude de cruzeiro chegam os roncos e o ar fica mais fedido que meia suja", resmunga o bagual. As smelly as dirty socks, disparo.  “Durante a noite a garganta fica seca como charque velho esquecido no varal.“ E olha para mim! As dry as a bone, declaro com firmeza. 

“Mas o pior está por vir: disseram que esta aeronave possui um banheiro na parte dianteira e outro na parte traseira. E os dois estão cheios como bolsa de china. Mas que barbaridade!“ Ao invés de me fazer de morta, retruco: as crowded as rush hour! “Tchê, profe“ – diz ele – “tu é esperta como gringo de venda".

E a conversa segue noite adentro. “É melhor puxar o cobertor, pois pode fazer frio de renguear cusco". E eu me exibo: as cool as ice. “Fico mais encolhido que tripa grossa na brasa!“ E eu finjo que não escutei. “Vez que outra“, segue o bagual, “abro a janelinha no meio da madrugada somente para constatar que o céu é negro como o breu.“ E eu pulo da cadeira: as black as coal. “E todos ficam mais quietos que mosquito na parede! “As quiet as a church mouse", digo eu com orgulho.

Até começar a turbulência! “Esse avião saracoteia mais que bolacha em boca de véia. E todos ficam mais assustados que cahorro em canoa. Mais brancos do que leite de vaca.“ E eu, branquinha como aipim descascado, experimento: as white as a ghost? O bagual parece contrariado como gato a cabresto! “Essa tradução é mais curta que coice de porco!

As aeronaves, afirmo, são fortes como um touro - as strong as an ox! E complemento: firmes como uma rocha - as steady as a rock! Ao que o bagual ironiza: “só se for firme que nem prego em polenta. Ou firme como palanque em banhado!“ Mas logo o voo fica calmo que nem água de poço. As boring as watching paint dry, enfatizo!

“Para não ter dor de ouvido durante o pouso e a decolagem, tapo o nariz e sopro os ouvidos“, confessa o bagual. “E evito ficar bêbado como um gambá. “As drunk as a skunk, salto eu! “Daí fico sonolento como um cordeiro. Pronto para me aconchegar! “As snug as a bug in a rug - aconchegado como inseto em tapete, declaro. Só não precisa babar que nem boi com aftosa! Xi, fui eu que falei isso?

“Entre decolagem e aterrissagem, o estado dos banheiros muda drasticamente: de limpo como fogão de solteirona para mais sujo do que pau de galinheiro. “E eu finjo que sou surda como uma porta! “O café da manhã é rápido como buscador de parteira.“ Faço de conta que não é comigo! 

“Senhores passageiros, dentro de instantes estaremos pousando. “Olho para o bagual e agradeço: graças a sua companhia esse voo não foi chato que nem gilete caída em chão de banheiro – boring like flat soda to the children. Fiquei mais à vontade que bugio em mato de boa fruta – comfortable like a cat on the couch! Sem a sua companhia eu estaria mais perdida do que surdo em bingo – lost like a feather in a hurricane

E não me olhe de boca aberta que nem burro que comeu urtiga, me despeço. Esse voo foi bueno como namoro no começo! Mas vamos logo porque nossa cara tá mais amassada que dinheiro de bêbado! Subitamente, ele olha para mim pela última vez. Eu não resisto: like a dropped pie! E ele ri como se não houvesse amanhã!

 

Notas altamente esclarecedoras

Similes são comparações que contam com as expressões like e as. Elas podem conter uma pitada de sarcasmo ou exagero e são usadas para ilustrar ou dar ênfase a uma determinada situação. São muito usadas em todos os gêneros literários e na comunicação oral. As comparações gauchescas são um bom exemplo de símiles em português.  

Assim são os idiomas: às vezes nossa língua materna é capaz de descrever uma situação com maior riqueza de detalhes. Nesses casos, nenhuma tradução para outras línguas consegue fazer jus ao contexto no qual a situação está inserida.  Outras vezes o que é dito em outro idioma soa mais completo, ou mais fiel à realidade, do que sua tradução em português. Fazer o quê: um dia é da caça, o outro é do caçador! 

Regionalismo (como o descrito no texto) é um conjunto de particularidades linguísticas decorrente da cultura de uma região. Eu poderia ter usado outros regionalismos: o nordestino, o mineiro, o paulista. Eu também poderia ter usado regionalismos portugueses: dos Açores ou da Ilha da Madeira, por exemplo. Mas optei pelo regionalismo do contexto ao qual pertenço. Portanto, gente bagual: love you, guys!!!

Veja mais exemplos de similes em inglês:

simile examples for kids

figures similes list

*Cristina Ustárroz é a professora de inglês preferida dos colaboradores do Grupo A. Ela escreve mensalmente para o BlogA.

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