Prateleiras com charme e criatividade

1 24 junho 2014 | 17:01

Quem é apaixonado por livros também costuma nutrir um forte apreço por prateleiras e estantes. Afinal, seus tesouros escritos precisam repousar em um lugar seguro e acessível. Se, ainda por cima, eles estiverem à mostra atraindo olhares e mãos curiosas, tanto melhor! Você já deve ter percebido que hoje, a nossa seção “sobre livros” vai ser, de fato, “sobre prateleiras”. Lindas, criativas e quase todas possíveis de se fazer em casa.

De cabeça para baixo


Que tal deixar a rotina de pernas pro ar e construir uma prateleira invertida? Você talvez se sinta no país das maravilhas de Alice, onde tudo tem um ar fantástico e misterioso. Fazer é fácil, basta seguir esses passos aqui. Não precisa muito mais que elásticos fortes grampeados na base: eles envolvem o miolo dos livros e os mantêm pendurados.

Invisível


Mal dá para chamar de prateleira. Seus livros vão parecer em eterna levitação com essa técnica para prendê-los na parede sem nenhum gancho à mostra. Basicamente, trata-se de uma mão francesa colocada ao contrário ;) Se quiser posar de mágico para os amigos, só vai faltar o coelho e a cartola.

Mil e uma utilidades


Tudo que você precisa para ter uma das estantes mais versáteis do mundo são dezenas e dezenas de pinos. Quando todos eles estiverem na parede, você pode empilhar seus livros, pendurar bolsas ou jogar o casaco. Tudo junto misturado.

Como se vê, muita renovação em casa pode ser feita sem a ajuda de especialistas, basta encontrar as ferramentas certas. Se você já está gostando da ideia, leia antes o livro Planejamento de espaços internos, uma obra ricamente ilustrada que apresenta um passo a passo para configurar e organizar espaços internos. Vai ser essencial para garantir que suas novas estantes estejam bem localizadas e integradas à casa. Mas, esteja avisado: talvez você fique com vontade de reformar a casa inteira. Felizmente, existem muitos móveis que você pode reutilizar para criar ainda mais estantes!

Assentos para livros


Está cansado de usar os banquinhos da casa apenas para sentar? Pois eles podem muito bem ser utilizados nas paredes. Com um rápido processo de desmontagem e reorganização, você pode transformar três banquinhos em uma estante cheia de charme. 

Degraus do conhecimento


Transformar uma escada em estante é tão fácil que quase não tem graça. Você só precisa abrir a escada, colocar tábuas de madeira e guardar suas coisas. Tão simples que nem precisava de instruções.

Balança


Nesse esquema de cordas e roldanas, a sugestão é deixar os títulos lidos de um lado e, do outros, os próximos na fila de leitura. Para manter o equilíbrio, é necessário alimentar o lado dos “livros para ler” conforme as obras são transferidas para o lado dos “já lidos”. Mas isso não vai ser problema para um leitor voraz.

Inovar e inventar sempre é possível! E para quem vive cercado de livros e conhecimento, a criatividade aparece de maneira natural. Se você tem uma estante preferida em casa ou já renovou os móveis com as próprias mãos, compartilhe conosco sua experiência. Inspiração nunca é demais...

Exoesqueletos do mundo: uni-vos!

0 24 junho 2014 | 14:57

Apesar dos poucos segundos dedicados ao exoesqueleto brasileiro na abertura da Copa do Mundo, o projeto liderado por Miguel Nicolelis ganhou destaque internacional após sua apresentação de sucesso: um homem paraplégico caminhou e deu o pontapé inicial do campeonato vestindo um macacão mecânico controlado pelo próprio cérebro. O equipamento ainda não está em uso, mas tanto esse avanço nacional quanto outros projetos estrangeiros estão evoluindo a passos largos e devem, em breve, mudar a vida de quem sofre de algum tipo de paralisia. Conheça aqui alguns dos mais promissores exoesqueletos do mundo!

Embora mais de 156 pesquisadores do mundo inteiro integrem a equipe responsável pela criação do exoesqueleto, o porta-voz da invenção é o brasileiro Miguel Nicolelis, professor da Universidade Duke, nos Estados Unidos, e do Instituto Internacional de Neurociências de Natal. O cientista estuda, desde 1999, a comunicação entre cérebro e máquina e conseguiu fazer com que pensamentos controlassem a estrutura metálica.

O estudo dos princípios neurobiológicos foi essencial para a criação deste tecnológico traje. No projeto brasileiro, por exemplo, uma touca especial capta as atividades elétricas cerebrais por meio da eletroencefalografia e transforma as intenções do usuário em movimentos. O computador que “lê” todo esse processo fica na mochila nas costas do usuário: ele envia o sinal às pernas mecânicas que, ao caminharem, devolvem sinais para o resto da roupa e a pessoa sente uma vibração nos braços a cada passo. Todos os oito voluntários brasileiros conseguiram operar a vestimenta.


Orgulho nacional também pode ser científico
[FONTE: G1]

Enquanto a gente impressiona no campo de futebol, a NASA trabalha em exoesqueletos que possam ajudar no trabalho de astronautas em missões espaciais. O equipamento batizado de X1 pesa quase 30 quilos e auxilia - ou inibe - o movimentos das pernas. O macacão serviria para impedir movimentos involuntários no espaço e pode, algum dia, ajudar a mover os membros de paraplégicos na Terra. Embora ainda esteja na fase de estudos e aprimoramento do design, o X1 ainda deve participar de muitas viagens a Marte e a asteroides. Coisa de outro mundo.


Astronautas e paraplégicos vão se beneficiar da estrutura
[FONTE: Nasa]

Em um estágio similar de desenvolvimento ao exoesqueleto brasileiro está o projeto financiado pela empresa Ekso Bionics, já em uso em pelo menos três centros de reabilitação nos Estados Unidos. O macacão americano também inclui uma mochila computadorizada e, embora pese em torno de 25 quilos, praticamente se autossustenta, sem sobrecarregar o usuário. A tecnologia foi criada, a princípio, para fins militares, dada a necessidade dos soldados de carregar grandes cargas sem forçar o corpo. Hoje, o equipamento custa mais de 110 mil dólares e ajuda paraplégicos a se movimentarem por conta própria. A grande diferença entre o macacão da Ekso Bionics e o de Nicolelis está nos comandos de movimentos: enquanto a roupa brasileira funciona pela “força do pensamento”, o traje californiano opera a partir de botões que o usuário aciona. Suas capacidades também são mais simples: ele levanta, senta e caminha para a frente. Não é possível dar passos atrás ou fazer movimentos sofisticados. Mas dezenas de pacientes já voltaram a caminhar graças a ele!

A mesma empresa também colabora com a impressão 3D de uma estrutura exoesquelética robótica que pode ser vestida por pessoas com paralisia dos membros inferiores. O Ekso-Suit partiu da análise das pernas da usuária de teste para criar um modelo personalizado da vestimenta. Uma impressora 3D fez o trabalho de base e os cientistas adicionaram controles e ativadores ao resultado final. Impressionado? Segure o queixo para ver o vídeo.

O Brasil é o país do futuro, dizem, pois o futuro está aqui. As invenções que enchem de esperança todos aqueles que acreditaram nunca mais ser possível caminhar por conta própria já fazem parte da realidade. Essa integração entre anatomia, biomecânica e tecnologia é assunto do livro Estrutura e Função do Sistema Musculoesquelético, que vai ser leitura obrigatória para quem quiser entender, acompanhar ou fazer parte das grandes transformações que nos aguardam na área. Dê um passo à frente ;)

Esporte fino

1 23 junho 2014 | 06:28

Em época de Copa do Mundo, o futebol brilha absoluto no mundo dos esportes, mas você sabia que hoje é o Dia Mundial do Desporto Olímpico? Bem, sabemos que o futebol está contemplado por essa data, mas, além dele, hoje também são celebrados quase 50 esportes que participam dos Jogos Olímpicos de verão e de inverno.  Ou seja, as possibilidades são imensas e atendem a todos os gostos. Então por que não homenagearmos as modalidades e os atletas e, de quebra, nos inspirarmos um pouquinho? Afinal, esporte é saúde, é fair play, é superação. Além de ser bonito pra caramba.

#1 Beleza que se move

O fotógrafo canadense Ray Demski é especialista em fotografar esportes de aventura. Ele mesmo já foi atleta e afirma que o foco de seu trabalho é a ação. Suas fotografias que mostram sequências de movimentos são especialmente bonitas e as repetições da imagem do atleta compõem um quadro incrivelmente harmônico. Essa capacidade de Demski de enxergar uma imagem forte em potencial e organizar os elementos em uma composição atraente é tratada em O Olho do Fotógrafo, de Michael Freeman, obra que aborda o design na fotografia digital. 


O salto ornamental em piscina é uma belíssima modalidade olímpica, mas também pode ser praticado de formas mais radicais, digamos assim. 
[FONTE: Ray Demski]


O vôlei de praia foi introduzido nos Jogos Olímpicos de Atlanta em 1996. Quem não lembra do Brasil disputando ouro e prata na final do feminino?
[FONTE: Ray Demski]


Em 2012, em Londres, os brasileiros Alison e Emanuel ficaram com a medalha de prata na mesma modalidade. 
[FONTE: Ray Demski]


Olhando assim até parece que são diversos esquiadores em fila descendo a montanha, mas é um só e está praticando uma das diversas modalidades de esqui que participam dos Jogos de Inverno. 
[FONTE: Ray Demski]

#2 Uma nova perspectiva

O mais interessante nas imagens de Marcel Lämerhitt são os ângulos criativos, que acabam mostrando ora a grandeza do esporte, ora a solidão do atleta nos momentos em que está concentrado em sua performance. O fotógrafo alemão também tem uma série de retratos de atletas, trazendo o esportista, e não mais a modalidade, para o centro da ação. Essa mudança de perspectiva é o foco principal de quem trabalha com esses profissionais e é central para o tema tratado em Fundamentos da Psicologia do Esporte e do Exercício


O futebol, nos Jogos Olímpicos, é disputado por homens (na categoria sub-23) e por mulheres. 
[FONTE: ML Pics]


O ciclismo é disputado em quatro modalidades (pista, BMX, mountain bike e estrada). E nós não gostaríamos de ser o fotógrafo no instante registrado.
[FONTE: ML Pics]

 
Um mundo de gelo e um atleta de snowboard, mais um dos radicais esportes dos Jogos de Inverno. 
[FONTE: ML Pics]


Edgar Davids foi um famoso futebolista holandês de origem surinamesa que jogou em diversos times europeus.
[FONTE: ML Pics]

#3 Pouca cor, muita força

O polonês Tomasz Gudzowaty retrata o esporte com um quê de fotografia documental. Seu interesse são os esportes exóticos e não oficiais e, dentre os olímpicos, aqueles que são menos alardeados pela mídia. Suas imagens em P&B, geralmente centradas nos bastidores, costumam retratar um lado menos glamuroso e mais emocionante do desporto. As fotos de Gudzowaty parecem mostrar a força, a determinação e o que mais for necessário para se tornar um esportista. Essa é a temática de Construindo um Atleta Vencedor, disponível também em e-book, que apresenta uma abordagem psicofísica do esporte. 


A rotina das futuras ginastas chinesas é árdua e bastante questionada em outros pontos do globo. 
[FONTE: Tomasz Gudzowaty]


O nado sincronizado é disputado em Jogos Olímpicos desde Los Angeles, 1984, e é um esporte de grande plasticidade e dificuldade. 
[FONTE: Tomasz Gudzowaty]


O boxe é disputado por homens nos Jogos Olímpicos desde o começo do século passado e foi só em 2012, em Londres, que as mulheres passaram a competir por medalhas olímpicas também. 
[FONTE: Tomasz Gudzowaty]


Os lendários jogadores húngaros de polo aquático MIklos Ambrus e Zoltan Domotor foram fotografados com as medalhas de ouro que ganharam em 1964, em Tóquio. 
[FONTE: Tomasz Gudzowaty]

E aí, leitor, gostou das imagens? O esporte realmente inspira qualidades tais como força e determinação. E, quem sabe, essas fotografias até possam incentivar futuros atletas amadores. Ou seja, quem se exercita por amor a si, ao esporte ou à saúde. ;)


Garrincha: a vida do ídolo no cinema

0 20 junho 2014 | 14:28

A Copa do Mundo tomou conta do Brasil, das ruas e das notícias. Quem está em terras tupiniquins não tem como fugir do futebol durante este mês de festa e partidas disputadíssimas entre os maiores craques do esporte. Mas não podemos esquecer que a vida continua acontecendo fora dos estádios e o calendário não para. Na quinta-feira, 19 de junho, se comemorou o Dia do Cinema Brasileiro. Por isso, nossa dica de filme de hoje é Garrincha: Estrela Solitária, já que, para falar de cinema e do esporte bretão, nada melhor que lembrar o homem que levou às alturas o glorioso futebol arte dos anos 50 e 60.

Mané Garrincha nasceu no interior do Rio de Janeiro, pobre e sem grandes perspectivas para o futuro. De pernas tortas - que não se sabe dizer se eram de nascença ou sequela de uma poliomelite - o jovem jogador de futebol foi descoberto em um teste para o Botafogo e apadrinhado pelo já famoso Nilton Santos. De sua carreira, sabe-se muito: foi ídolo nacional, adorado por seus dribles brincalhões. Na Seleção, fez a alegria do povo ao conquistar dois títulos mundiais. Em todas as partidas que Pelé e Garrincha jogaram juntos, o Brasil nunca perdeu. Já de sua vida pessoal, sabe-se menos: foi casado com três mulheres, entre elas, Elza Soares, e o alcoolismo o levou à morte aos 49 anos, deixando para trás mais de dez filhos, apenas um com Elza. O filme baseado em livro de Ruy Castro e dirigido por Milton Alencar Jr. acompanha a trajetória de Mané dentro de campo, mas, principalmente, fora dele.

As atuações deixam um pouco a desejar, e o filme de 2003 tem uma cara mais antiga, como se tivesse sido filmado na época do jogador. O efeito é quebrado pela presença de atores conhecidos: André Gonçalves é o protagonista e Taís Araújo encarna uma intensa Elza Soares. Mas essa é uma das magias da sétima arte, unir diferentes tempos e espaços em uma obra além da realidade. Pelo selo Bookman, o Grupo A publicou dois títulos sobre cinema que servem aos iniciantes e aos profissionais: Fundamentos de Produção Cinematográfica e A Linguagem do Cinema, livros que exploram a produção de sentido na película e os processos técnicos de filmagem.


O romance de Mané e Elza nasceu na Europa e durou mais de quinze anos
[FONTE: Miss Owl

Em Garrincha: Estrela Solitária, o roteiro é o ponto alto, pois consegue abordar muitos anos da vida do jogador sem tropeçar na superficialidade nem deixar de fora detalhes importantes. Vemos o jovem Maneco sair do interior do Rio de Janeiro para a capital, deixando para trás a primeira esposa e levando consigo a segunda; acompanhamos sua ascensão no Botafogo e na Seleção; e sofremos com ele e Elza Soares quando enfrentam o preconceito que marcou sua relação. Elza foi tachada de vilã pela imprensa brasileira. Garrincha era casado, quase branco, rico e famoso. Ela era negra, artista, ex-favelada e sem papas na língua. Foi por pressão da cantora que o futebolista se negou a assinar um novo contrato em branco com o Botafogo, prática comum na época, especialmente com os jogadores analfabetos. E, a partir daí, Elza se transformou para Garrincha no que Yoko Ono foi para John Lennon: uma força desmedida que os detratores não tardaram em acusar de interesseira.


Na vida real: Garrincha e Elza depois da vitória da Copa de 1958
[FONTE: Miss Owl

Infelizmente, é impossível falar de Garrincha sem falar em alcoolismo. A doença que dominou seus últimos anos de vida causou uma cirrose hepática fatal. No fim da carreira esportiva, passou por clubes menores e pouco saiu do banco de reservas. Quando a escola de samba Mangueira o homenageou no carnaval, Garrincha mal conseguia parar em pé sozinho. Nilton Santos e Elza Soares o acompanhavam e clamavam pelo reconhecimento do povo. Até hoje, Elza, que não herdou nada do grande jogador, é sua grande defensora e protetora de sua memória. O grande Mané Garrincha não está mais entre nós, mas seu legado será para sempre celebrado entre os amantes do futebol.

10 formas de parecer mais inteligente

1 17 junho 2014 | 14:07

Você certamente se lembra da máxima: a primeira impressão é a que fica, certo? Pois bem, saiba que, a cada dia,ela se torna mais verdadeira. Uma pesquisa recente feita por psicólogos da Universidade de Toronto, no Canadá, avaliou o potencial da primeira impressão a respeito da sexualidade e constatou: se alguém ficar desconfiado de que outra pessoa é gay ou heterossexual, dificilmente vai se convencer do contrário, mesmo que novos dados demonstrem seu equívoco. Impressionante, não? Ou seja, por mais que o ser humano evolua, algumas coisas não mudam…

Já que você continuará precisando se preocupar com a imagem que passa para as pessoas ao ser apresentado, que tal se esforçar para parecer mais inteligente? O Psyblog fez o favor de reunir 10 dicas para passar um ar de inteligência, com base em pesquisas científicas. E do que é a feita a nossa sessão Ciência Curiosa se não de coisas que você nem sabia que podia fazer, mas pode. Com o seu QI, sua inteligência e uns macetes mais, é possível ir além e convencer a todos do quão esperto você é. Confira:


Parte importante de ser inteligente é saber aparentar inteligência
[FONTE: Lucilia Diniz]

#1 Fale com expressão, pois atenção não é só sobre o que você fala, mas como você fala. Colocando certa energia na voz, variando o volume da fala e enfatizando determinadas palavras, você tem grandes chances de parecer mais esperto do que é.

#2 Cubra-se! É isso mesmo que você leu. Pessoas inteligentes não mostram muita pele. E isso não apenas nós e o Psyblog que estamos falando. Um estudo publicado no Jornal de Personalidade e Psicologia Social em 2011 afirma que, quando as pessoas vêem um pedaço do corpo exposto, começam a pensar nele, e não na fala do interlocutor.

#3 Mantenha contato visual. Neste mandamento é preciso ressaltar que existem diferenças culturais, mas, em termos gerais, os ocidentais costumam achar quem troca olhares com eles mais confiantes. Claro que com parcimônia, sem parecer um psicopata. Segundo vários estudos reunidos pelo Psyblog, os ocidentais tendem a associar um maior contato visual com habilidades de liderança. Os olhos nos olhos dão a impressão de que a pessoa é forte, menos ansiosa e, é claro, mais inteligente.


Sharbat Gula não ficou famosa por acaso ao sair na capa da revista National Geographic
[FONTE: National Geographic]

#4 Durma tarde. Se você estava precisando de (mais) uma desculpa para ver aquele seriado antes de dormir, sorria. A próxima vez que sua mãe, pai, irmão, tio, avó ou mesmo seu cônjuge reclamar de quanto você tarda muito em ir para a cama responda que é para o bem do seu cérebro. E, de novo, não somos nós, mas a ciência quem diz em um estudo publicado no Sciente Direct.

Analisando os hábitos de mais de 20 mil americanos, a pesquisa descobriu que, durante a semana, os menos inteligentes foram para cama, em média, às 23h41, e acordaram às 7h20, enquanto aqueles considerados mais brilhantes haviam dormido às 0h29 e acordado às 7h52. Aos finais de semana, essa diferença na relação entre horário para ir para cama e inteligência era ainda maior. 

#5 Se preocupe, bastante: se a primeira impressão é a que fica é um clichê verdadeiro, o mesmo não se pode dizer da frase "a ignorância é uma benção". Isso porque, segundo alguns estudos, as pessoas de alta inteligência são mais propensas à ansiedade do que as de inteligência moderada. 

#6 Sorria! E, especialmente se você é homem, sorria ainda mais, pois de acordo com uma outra pesquisa, há uma relação entre o que se julga da aparência de um homem e sua inteligência. O mesmo, contudo, não se aplica à mulher. Os autores do estudo acreditam que o problema está em a mulher ser, primeiro de tudo, julgada por sua atratividade, e não pelo quão esperta parece.


Garfield, personagem de Jim Davis, sabe dar valor ao sono
[FONTE: Hall Pic]

#7 Tenha uma postura poderosa. O sorriso é uma grande arma para parecer ainda mais inteligente, especialmente se você for desenvolto o suficiente para sorrir com o corpo também, ou seja, posar como alguém que sabe das coisas. Ficar de pé, sentar com a postura ereta e se aproximar das pessoas são algumas atitudes que podem passar mais confiança e poder aos demais. Aquele lance de transmitir energia, saca?

#8 Mude seu nome: Há outra máxima da natureza humana, diz o Psyblog, que afirma que algo mais compreensível tem mais credibilidade. Isso quer dizer que, se você tiver um nome simples, tem mais chance de conquistar a confiança das pessoas. Se as celebridades fazem isso, por que leitores do BlogA não podem?. E, se você tem medo de isso afete sua personalidade, simplesmente opte por um apelido. Ou não é verdade que Leo é muito mais comum de encontrar do que Leôncio ou Leopoldo?

#9 Adote uma inicial. Vai parecer coisa de numerólogo, mas é real. Um estudo, sempre eles, já provou que aquelas iniciais abreviadas no meio do nome têm um poder e tanto sobre as pessoas. Uma inicial abreviada é sinal de inteligência e também de status. Parece que J. K. Rowling, a escritora por trás da saga de Harry Potter, não fez sucesso por acaso.

#10 Acredite! Foi o que fez um grupo de alunos de origem africana dos Estados Unidos em uma pesquisa de 2001: encorajados a ver a inteligência como algo que pode ser modificado, eles tiveram desempenhos acima da média na escola. Então, não se contente com os estereótipos, crenças limitantes ou outros obstáculos mentais. Apenas acreditar que você pode ser mais inteligente já é o suficiente para torná-lo mais inteligente.

Escondidos na cidade

0 15 junho 2014 | 19:58

Camuflagem: conjunto de técnicas e métodos que permitem a um dado organismo ou objeto permanecer indistinto do ambiente que o cerca. Essa capacidade é imitada por alguns uniformes militares e inerente a alguns animais, como o camaleão e o bicho-pau, e ao artista chinês Liu Bolin. Conhecido como o homem invisível, ele pretende, com sua série de fotografias chamada Hiding in the City (Escondendo-se na cidade), trazer à tona reflexões sobre superficialidade. O artista quer mostrar como o ambiente que nos cerca nos afeta fortemente, especialmente o urbano. E, assim como Liu, quantas vezes já nos sentimos invisíveis no caos da cidade? Será que enxergamos os produtos e não as pessoas? Os questionamentos são ótimos, e as imagens melhores ainda. Confira!


São milhares de celulares, mas tem uma pessoa ali. Se era exatamente a intenção, não sabemos, mas isso nos faz pensar sobre nossa relação com os smartphones. 
[FONTE: Telegraph]


De acordo com Liu Bolin, quando está pronto para ser fotografado, nem mesmo os pedestres o enxergam na rua. 
[FONTE: Gorila polar]


Se é verdade o que dizem as más línguas sobre o abandono das bibliotecas (não acreditamos!), Liu passaria despercebido nessa estante por muitos anos.
[FONTE: G1]


As abelhas não devem ter curtido essa enganação toda. 
[FONTE: Gorila polar]

Uma das coisas mais interessante na obra de Liu Bolin é a fusão de técnicas. Embora o grande charme seja a pintura corporal, irrepreensível, a fotografia tem um papel importantíssimo na concepção final da obra, e não apenas em sua divulgação. Imaginem se o ângulo da imagem fica um centímetro mais para a esquerda? Estraga tudo, não é? E Liu é, ao mesmo tempo, fotógrafo e fotografado. Afinal, embora não aperte o botão, é ele quem cria e imagina a composição da foto. Confuso?  De acordo com Michael Freeman, a origem da fotografia não é a câmera ou mesmo a cena: é a mente do fotógrafo. Pois é aí que o registro tem sua origem criativa, como percebemos na exposição de Liu Bolin. 


Confessamos que, nessa imagem, demoramos mais que o usual para encontrar o artista. 
[FONTE: Telegraph]


Aí tudo que você quer é comprar uma saladinha e, tchanam!, lá está um artista chinês. Mas, pensando bem, não é frequente demais querermos apenas comprar alguma coisa?
[FONTE: Telegraph]


Se não fossem os pezinhos à mostra de Liu, teríamos tentado arrancar seu nariz achando que era uma garrafa de refrigerante. 
[FONTE: Telegraph]


Teriam os chineses barrado seus inimigos mais facilmente com assustadores soldados camuflados na Grande Muralha? Fica a dúvida
[FONTE: Telegraph]

Embora façamos brincadeiras (porque, convenhamos, camuflagem é uma coisa muito divertida), a série foi concebida a partir de um momento triste: Liu Bolin teve seu estúdio destruído após ter sido despejado, em sua cidade natal. E foi por meio de uma performance, realizada em 2005, que as fotografias se originaram. Liu pretendia questionar as relações entre sociedade e Estado na China. A partir daí, deu a volta por cima. Hoje, é um artista renomado, extremamente cool e é capaz de nos trazer reflexões tão legais acerca da sociedade em que vivemos. Além de, é claro, ser a fonte da nossa inspiração de hoje. E você, já se sentiu invisível alguma vez?

A culpa é de ninguém

1 13 junho 2014 | 12:15

Quem disse que o melhor parceiro para um filme é a pipoca? Aqui no BlogA, a gente acredita que cinema combina mesmo é com livro. Na seção Leia & Assista, publicamos dicas de cinema e de leitura para você aproveitar o final de semana.

O câncer é, para o dias atuais, o que a Aids era nos anos 90: uma doença difícil de entender. Uma enfermidade sem preconceito, que afeta ricos e pobres, velhos ou jovens, homens ou mulheres. A Culpa é das Estrelas, filme que está em cartaz arrastando multidões para os cinemas, fazendo até a atriz protagonista chorar em uma sessão especial para o elenco, retrata um pouco dessa realidade que alguns de nós conhecem de perto, mas que outros apenas imaginam. Perder uma perna? Os olhos? A capacidade de respirar? São consequências de cânceres que nem sabíamos que existem, mas que os personagens adolescentes dessa narrativa baseada na história de Esther precisam encarar todos os dias. Dores que precisam ser sentidas, como diz uma citação do livro preferido de Hazel.


Augustus e Hazel, o casal adolescente que encara desafios de adultos
[FONTE: Divulgação]

Enquanto a cura do câncer não for descoberta, ele seguirá como uma sombra sobrevoando a vida das pessoas. Ao contar a história de adolescentes acometidos pela doença, A Culpa é das Estrelas ensina que o conhecimento é uma dádiva, mesmo quando se trata de informações sobre o câncer e de dois jovens que lidam com a proximidade da morte desde cedo. Entendendo o Câncer é um desses livros que prestam esse serviço para aqueles que enfrentam a doença direta ou indiretamente. A obra desvenda a forma como os diversos tipos de tumores se apresentam e os fatores que os desencadeiam. Mas, ainda que o câncer esteja muito presente no filme, não é só sobre isso que ele trata.

A Culpa é das Estrelas é também um filme sobre amor, especialmente o juvenil. Hazel, vivida por  Shailene Woodley, e Augustus, por Ansel Elgort, se apaixonam como num conto de fadas, vencendo obstáculos, alguns colocados no caminho por eles próprios. Até um escritor, Peter Van Houten, interpretado brilhantemente por Willian Dafoe, aparece para atrapalhar os planos do casal, que vive cada dia de uma vez e que, apesar dos pesares, consegue até se aventurar por aí.


Mesmo jovens com câncer tem direito de ser jovens e se divertir como tais
[FONTE: Divulgação]

Apesar de ser um tanto adolescente, o longa de Josh Boone, cujo roteiro teve grande ajuda do autor do livro que deu origem ao filme, John Green, é para todas as idades. Trata de temas difíceis, como o câncer e a inevitabilidade da morte, de dor, mas também de amor e, mais do que isso, como pessoas, ou uma pessoa apenas, pode mudar a vida da outra. Seja a do seu primeiro amor, da sua mãe ou do seu pai, ou de muita gente que vai ver o filme e sair de lá mais inspirada para seguir a vida mais feliz do que quando entrou no cinema. Afinal, essa também é uma das funções da sétima arte, certo? E se você, caro leitor, se sentir assim, compartilhe conosco. Sempre e, como diriam Hazel e Augustus: Ok? ;)

Quando Out é In

0 11 junho 2014 | 11:09

*Por Cristina Ustárroz

Juro que não queria escrever sobre a Copa. Mas acabei me rendendo ao nervosismo que se agiganta minuto a minuto e decidi entrar de sola no assunto. A esta altura do campeonato, escrever sobre o quê? Alguns meses atrás, torcer pela nossa seleção era out. Hoje é in. E criticar o país era in. Hoje é out! Muito out!



Devo avisar, no entanto, que sou do tipo de torcedora que tem medo de todos os times. Ninguém é bola murcha em copa do mundo. Quando menos se espera, os mortos ressucitam e passam a bater um bolão. E, que fique registrado, minhas únicas convicções sobre esse evento são: primeira, o de preto é o juiz; segunda, os uniformes dos times são muito in.

Você sabe o que mais é in? Out é in. Não a preposição out. O prefixo out-. Ele é in porque, acrescentado a verbos, significa exceder, superar, vencer. Quer ver? Espero que nossos jogadores corram mais do que os outros. Não só isso: espero que deixem os outros para trás. Correr mais? Você já conhece to run. Acrescente out- e diga to outrun. E que a nossa torcida grite mais alto do que a dos outros. Gritar mais alto? To shout! Acrescente out- novamente e grite: to outshout! Não é in esse out?



Espero que o Brasil jogue melhor do que as outras seleções. Jogar melhor? To outplay. Como em time que está ganhando não se mexe, as jogadas da nossa seleção irão exceder as jogadas dos outros times. Exceder? To outdo. E nossos jogadores irão lutar mais e melhor. Lutar mais e melhor? To outfight. Viu que fácil?

Espero que nosso meio-campo pense mais estrategicamente do que o meio-campo alheio. Pensar mais estrategicamente? To outthink. E que nossos atacantes façam mais gols do que os outros. Superar em número de gols ou pontos? To outscore! E que nosso goleiro supere o goleiro adversário em bravura. Superar em bravura? To outbrave. É bola rolando!



Espero que não sejamos nós a tirar o time de campo. E que a gestão do Felipão seja melhor do que a gestão dos técnicos do outros times. Lembra de coach? Pois diga to outcoach. E que nossos jogadores cerquem os jogadores adversários. Cercar? Levar vantagem? To outflank. E que possamos superar o rival. Eu disse superar? Perdão, eu quis dizer superar e ofuscar. To outrival and to outshine. Se depender de mim, não tem pra mais ninguém!

E se algum jogador do time adversário for expulso, nosso oponente ficará em desvantagem, pois seremos mais numerosos. Acertou: to outnumber. E que possamos eliminar os adversários um a um. To outmatch. E que, quando finalmente tivermos vencido a todos na competição – to outcompete - possamos cantar nosso hino mais alto. To outsing. Eu disse cantar? Perdão eu quis dizer rugir mesmo. Esbravejar! E bem alto: to outroar!

Como você pode ver, não quero pouco: espero que a nossa apresentação em campo seja melhor e mais bonita do que a dos outros. Adivinhou? To outperform. Espero também que nossos jogadores virem verbos. Tipo to outhulk e to outfred – é o Hulk e o Fred se superando!




Juro que não queria escrever sobre a copa. Mas mesmo com tanta indignação e tão pouco brasileiro falando inglês só nos resta valorizar o espírito esportivo e mostrar o que temos de melhor, dentro e fora de campo. In é vestir a camisa! In é torcer! Com emoção! In é sairmos desta peleja mais espertos. Sabe o que é out? Out é esquecer. De como o país estava antes da copa, por exemplo. Isso, sim, é out. Muito out!

Notas altamente esclarecedoras

  • O prefixo out- significa superar ou exceder e pode ser acrescentado a verbos como mostrei no texto acima, inclusive a nomes próprios, para um efeito mais personalizado e ainda mais, digamos, superlativo. Infelizmente, esse efeito não pode ser obtido através de qualquer nome próprio – to outdavidluiz não daria muito certo porque esse nome é muito longo. Por isso, escolhi o Hulk para ilustrar a situação. To outhulk ficou show de bola!

  • Realmente espero que depois da copa sejamos mais espertos do que antes dela: to outsmart ourselves. Aqui vão outros exemplos: to outvote (vencer alguém em número de votos), to outspend (exceder alguém em gastos), to outsell (exceder alguém/algo em vendas).

    Curiosidade
    : você sabe por que os americanos não possuem tradição no futebol? Seja por não saberem pronunciar nomes estrangeiros escritos com til, trema, ou cedilha, o fato é que os americanos preferem esportes com escores altos.  Eles acham que não vale a pena assistir, por 90 minutos, a um jogo que pode inclusive terminar em 0 x 0. Mas o futebol está caindo no gosto dos americanos. Um dia, quem sabe, eles ressucitam!

*Cristina Ustárroz é a professora de inglês preferida dos colaboradores do Grupo A. Ela escreve mensalmente para o BlogA.

Categorias: Teacher Explica

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Macacos, chips e cérebro novo

0 10 junho 2014 | 14:07

Imagine o seguinte cenário: macacos guiados por chip implantados em seus cérebros se tornam super inteligentes e são capazes de realizar certas tarefas cognitivas tão bem quanto humanos. Parece roteiro de ficção científica, daquelas bem apocalípticas, mas é uma história real. Um experimento realizado na Universidade de Wake Forest com nossos estimados parentes distantes resultou na criação de um implante que, basicamente, controla os pensamentos, melhorando a tomada de decisões e memória. E sabem o que é mais incrível? Isso mesmo, amigos, se a pesquisa continuar a se desenvolver, em breve, nós poderemos ter dispositivos dentro de nossa cabeça nos dizendo o que fazer. Assustador? 


Falando assim, até parece coisa de cientista maluco de filme B, mas é pura e moderna ciência!
[FONTE: The Guardian]

Nem tanto! Brincadeiras à parte, esse experimento é um grande passo para, futuramente, melhorar a qualidade de vida de pessoas com doenças mentais e demência. Pois, caso a experiência venha a ser bem sucedida também em humanos, pessoas que têm alguma limitação cerebral ou que tiveram um derrame, por exemplo, podem se beneficiar do chip, que irá criar novas conexões neurais, substituindo a área danificada do cérebro. E essa é uma tremenda evolução para a área dos transtornos mentais, cuja identificação e tratamento é foco do livro Psicopatologia e Semiologia dos Transtornos Mentais, um clássico e indispensável livro-texto para os futuros profissionais desse campo. Outra preciosa dica de leitura para a área da saúde mental e da psiquiatria é o DSM - IV - TR - Casos Clínicos, no qual profissionais relatam seus casos e analisam seus tratamentos, auxiliando o leitor no diagnóstico e no acompanhamento de doenças mentais. Afinal, enquanto não temos tecnologias avançadas como esse implante à disposição, são essas pessoas que podem, hoje, melhorar muito a vida de quem tem alguma limitação. ;) 

 

Será que o pesadelo de algumas pessoas vai se tornar realidade e andaremos por aí com chips no cérebro?
[FONTE: Science Kids]

Voltando aos heroicos macacos da pesquisa: eles foram treinados durante dois anos para reconhecer a imagem de um rosto ou objeto, previamente apresentado, dentre um conjunto de outros tantos. Quando eles estavam tinindo na execução da prova, com uma média de 75% de acerto, o estudo começou. Cientistas, então, por meio de eletrodos afixados no córtex pré-frontal (área associada a memória, pensamento, atenção e linguagem), capturaram os padrões neurais enquanto os macaquinhos eram bem sucedidos em suas tarefas. Com o implante já colocado e em ação, esse mesmo padrão foi acionado e reforçado dentro do cérebro dos primatas em novas tentativas da mesma tarefa, e os resultados melhoraram em cerca de 10%. Mas o experimento não parou por aí.


Acreditamos firmemente que esse belo espécime dispensa o chip da inteligência. 
[FONTE: Hir Ma]

Para ver se essa história de chip era quente mesmo, os pesquisadores doparam os animais – em nome da ciência, hein? Não faça isso em casa. Em condições muito desfavoráveis ao raciocínio e sem o implante, nossos amigos tiveram uma queda de 20% no rendimento. Mas agora vem a parte mais interessante: com o chip em funcionamento e mesmo com sua capacidade de tomar decisões alterada pela droga, os macacos obtiveram resultados similares aos da versão sóbria da experiência. Ou seja, mesmo temporariamente debilitado, o cérebro funcionou da mesma forma que se estivesse alerta. E é por isso que os responsáveis pelo experimento têm a esperança de um dia poder utilizar o chip da inteligência para contornar perdas neurais. E não é só isso! Eles acreditam que mesmo humanos saudáveis poderão utilizar o implante para melhorar a inteligência. E aí? Quem se habilita?

Restaurantes em cenários espetaculares

1 9 junho 2014 | 15:07

Vem se aproximando o Dia dos Namorados, e um dos programas favoritos dos apaixonados é fugir da dieta e aproveitar sem culpa uma receita bem calórica, sobremesa com chocolate e bebidas alcoólicas. Mas lembre-se de que no dia 13 de junho a vida volta ao normal, e sua alimentação tem que voltar pros trilhos. Se precisar de uma ajudinha, a gente recomenda o livro Nutrição, que traz as últimas descobertas na área como conhecimentos científicos gerais. E, se na próxima quinta-feira, for impossível fugir do jantar romântico com menu completo, que tal procurar um restaurante incrível num lugar inusitado? Talvez vocês não possam viajar para um destes, mas sempre se pode sonhar ou achar inspiração ;)

Havia uma pedra no meio do caminho


O restaurante não poderia ter outro nome: o The Rock ocupa uma imensa pedra na costa de Zanzibar e surgiu no que costumava ser apenas um ponto de pesca. Hoje, é um dos mais tradicionais restaurantes de frutos do mar do país. Esta dica de local e todas as outras deste post são uma compilação da revista Condé Nast Traveler.

Castelo de gelo


Que tal fazer uma refeição dentro de um edifício de gelo? Essa ideia disparatada de fato atrai muitos turistas a cidade Keni, na Finlândia. O restaurante LumiLinna Snowcastle tem que ser reconstruído todos os anos a partir de moldes de gelo, já que derrete no verão. Não sabemos se o cardápio inclui pratos quentes (como usar o fogão sem derreter a parede?) ou se a casa é adepta do crudivorismo

Sob as águas do mar


Nas Ilhas Maldivas, você tem a chance de jantar mais de 5 metros abaixo do nível do mar no Ithaa Undersea, dentro de uma cúpula de vidro que coloca os clientes no meio da vida aquática. A vista permite a observação de recifes de corais, peixes e até tubarões. Nesse cenário, talvez você se sinta culpado de pedir um prato com frutos do mar debaixo dos olhares de outros animais marinhos. No caso, apostar numa refeição vegetariana pode ser uma boa saída.

Casa na árvore


Quem gosta de se alimentar com adrenalina precisa conhecer o The Dining Pod, restaurante nos altos de uma floresta tailandesa. As cabines nas árvores são feitas de bambu e almofadas substituem as cadeiras. Claro, não se pode ter frescura para comer ao ar livre, pois você pode muito bem acabar com um besouro ou gafanhoto no prato. Mas veja pelo lado bom, há inúmeros benefícios em incluir insetos na dieta!

À beira de um penhasco


O caminho não vai ser fácil. O Aescher está no altos dos alpes suíços, o que lhe proporciona uma das vistas mais incríveis de montanhas nevadas. Mas, para aplacar o frio na barriga que você vai sentir ao comer na encosta de um penhasco, só com muito fondue e outras delícias da culinária suíça

Dentro da estufa


Mais de dez anos atrás, essa linda estrutura de vidro foi salva da demolição para se transformar no restaurante De Kas. Quem faz uma refeição na casa pode pedir pratos mais que frescos, com alimentos recém-colhidos das hortas ao redor da antiga estufa. Alimentação orgânica e saudável em um ambiente relaxante.

Na caverna


O italiano Grotta Palazzese só abre no verão e funciona desde o século 18. Apesar da ambientação, o lugar não tem nada a ver com a dieta paleolítica, inspirada nos homens das cavernas. Ao contrário, a Grotta costumava receber a nobreza local e hoje é um restaurante de altíssimo nível. 

Avião no chão


Usados nos anos 50 como um avião para transporte de combustível, este Boeing hoje recebe até 42 pessoas para refeições tipicamente norte-americanas. Se não gostar do menu, não dá para sair voando, mas temos certeza que vai ser bem melhor que comida de avião

Pendurado no guindaste


Esse já passou pelo Brasil. Os restaurantes pop-up pendurados em guindastes circulam o mundo e permitem a seus visitantes observar a cidade por novos ângulos. É tão moderno quanto a gastronomia molecular, e exige a mesma confiança cega do cliente. Os entendidos dizem que é uma experiência de elevar o espírito!

Como você viu, o mundo da alimentação não tem fim. Por isso o livro Nutrição ajuda o leitor a não se perder em modismos e entender melhor o funcionamento do corpo humano e como ter uma relação saudável com a comida. Você pode estar pendurando num guindaste ou no meio da floresta, o importante mesmo é garantir a saúde, mesmo com escapadelas tradicionais como pede o Dia dos Namorados!

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