Ficha técnica :: Bases teóricas da Enfermagem

12 30 outubro 2015 | 16:50
A discussão acerca da teoria na enfermagem está presente na obra Bases teóricas de enfermagem de Melanie McEwen, professora da Univerdade do Texas, e de Evelyn Wills, professora aposentada do Departamento de Enfermagem da Universidade de Louisiana.

A discussão acerca da teoria na enfermagem está presente na obra Bases teóricas de enfermagem de Melanie McEwen, professora da Univerdade do Texas, e de Evelyn Wills, professora aposentada do Departamento de Enfermagem da Universidade de Louisiana. Com o objetivo de desenvolver em futuras lideranças e cientistas da enfermagem o senso crítico embasado nos fundamentos filosóficos da atividade, as autoras propõem que se vá além do positivismo que continua a dirigir as crenças no método científico, partindo para a discussão do ambiente de assistência à saúde, cada vez mais dinâmico.

Apesar de ser um livro voltado para a academia, pode ter um aproveitamento satisfatório por profissionais que buscam aprofundamento e atualização sobre os debates contemporâneos que cercam a atividade. Na obra, que já está na sua quarta edição, as autoras resgatam a história da atividade nas últimas cinco décadas e o reconhecimento da mesma como uma profissão emergente e disciplina acadêmica, sem esquecer os debates que permeiam esse reconhecimento.

A publicação levanta questões como: o que define uma profissão? O que constitui uma disciplina acadêmica? O que é a ciência da enfermagem? Por que é importante para a enfermagem ser vista como profissão ou como disciplina acadêmica? Trazendo diferentes teorias através dos trabalhos de inúmeros teóricos importantes – e discutindo a fundo a formação filosófica e conceitual de cada tema, bem como a aplicação dos mesmos, incluindo assuntos modernos que trazem para o debate questões relevantes para a atividade - as autoras passeiam por inúmeras discussões relacionadas aos fenômenos de interesse dos profissionais da área e os esforços realizados visando a intensificação do envolvimento dos mesmos para testar as teorias propostas. As teorias ainda são ilustradas por estudos de casos práticos, o que facilita da didática, promovendo uma absorção mais eficaz por parte do leitor.

Prática

O compêndio de 608 páginas reserva um capítulo para a prática baseada em evidências, salientando sua relação com a teoria da enfermagem e apresentando diferentes modelos utilizados pelos profissionais da área.

Inspiração :: Dia do médico

24 28 outubro 2015 | 18:19
O Dia do Médico foi dia 18 de outubro, mas a gente comemora o mês inteiro. Por aqui sempre contamos relatos apaixonados de médicos que encontraram na medicina uma verdadeira missão de vida, seja na clínica ou na academia.

O Dia do Médico foi dia 18 de outubro, mas a gente comemora o mês inteiro. Por aqui sempre contamos relatos apaixonados de médicos que encontraram na medicina uma verdadeira missão de vida, seja na clínica ou na academia. 

A busca pelo aperfeiçoamento é constante, aliada a tecnologia que possibilita diagnósticos mais precisos e agilidade nos tratamentos. A Medicina nunca esteve tão preparada para eliminar enfermidades e salvar vidas. Os avanços da ciência e da tecnologia têm levado as pessoas a viverem melhor e mais. 

A confiança, a reciprocidade, a compaixão, a autoridade - sem que haja submissão -, o saber ouvir e a atenção são fatores fundamentais no estabelecimento de uma adequada relação médico-paciente e, por conseguinte, indispensáveis para o adequado restabelecimento da saúde do enfermo.

O olhar atento do profissional conforta e da esperança para o paciente. A relação médico-paciente é fundamental para o andamento do tratamento. A medicina não é apenas uma ciência. É um arte. É preciso gostar de gente e colocar em prática o amor ao próximo. Diante de tantos desafios, os médicos merecem que a data seja para uma reflexão do reconhecimento desse profissional e de sua importância para a sociedade. 

Agradecemos todo o carinho e dedicação que médicos e pesquisadores compartilham com o mundo, através dos livros, das aulas, da clínica. 


Categorias: Inspiração

Tags: ,

Ficha tecnica :: Sociologia

20 23 outubro 2015 | 18:29
A sociologia nos ajuda a ver nosso lugar no mundo de novas formas. Na obra Sociologia, o autor Jon Witt apresenta de forma simples os recursos para o ensino e a aprendizagem da disciplina, definida como o estudo sistemático da relação entre o indivíduo e a sociedade e das consequências da diferença.

A sociologia nos ajuda a ver nosso lugar no mundo de novas formas. Na obra Sociologia, o autor Jon Witt apresenta de forma simples os recursos para o ensino e a aprendizagem da disciplina, definida como o estudo sistemático da relação entre o indivíduo e a sociedade e das consequências da diferença. É um livro sobre os fundamentos dessa ciência que apresenta ao aluno muita e qualificada informação contemporânea. Witt, examina e apresenta ao leitor os vários componentes dessa definição em detalhes, mas em sua essência está a conexão íntima entre o indivíduo e a sociedade. Por meio da sociologia é possível fazer e responder perguntas sobre a interdependência.

Totalmente ilustrado e repleto de exemplos e referências da cultura pop, foi desenvolvido para estimular a interação, tornando o aprendizado muito mais interessante. Inclui quizzes e um glossário que ajudarão o aluno a aprofundar seus conhecimentos e fixar o conteúdo.

O autor explica, também, o que é o pensamento sociológico. Segundo ele, quando alguém diz que algo “soa como um problema pessoal”, o que a pessoa quer dizer, geralmente? Como podemos responder de forma diferente às pessoas que perderam o emprego, divorciaram-se ou abandonaram o ensino médio, se considerarmos esses eventos como questões públicas? O que mais poderíamos aprender com isso? E destaca o papel importante do sociólogo norte-americano C. Wright Mills que criou um conceito chamado de imaginação sociológica. Uma consciência da relação entre quem somos como indivíduos e as forças sociais que moldam nossas vidas. 

Jon Witt, passou por todos os campos da sociologia – imaginação, pesquisa, cultura, educação, religião, entre outros. Ele destaca que dada a complexidade da vida humana, os sociólogos desenvolveram uma ampla gama de teorias em que descrevem e explicam a diversidade do comportamento social.  Para ele, suas teorias podem ser grandiosas em escopo, procurando abranger o quadro geral; outras vezes, podem ser mais pessoais, íntimas e imediatas. A publicação também aborda as cinco perguntas frequentes que os sociólogos fazem. Essas perguntas representam portas importantes que eles abriram para dar mais ferramentas à imaginação sociológica: 

- Como a ordem social é mantida? 

- Como o poder e a desigualdade influenciam os resultados? 

- Como a interação influencia nosso mundo? 

- Como a participação em grupos (principalmente de classe, raça e gênero) define as oportunidades?

- Como os sociólogos devem responder?

As respostas às cinco perguntas dão uma ideia do mosaico de teorias sociológicas que se desenvolveram ao longo do tempo, à medida que os sociólogos examinavam a complexidade do comportamento humano. Segundo ele, alguns teóricos tratam da sociedade como um todo, enquanto outros se concentram em interações individuais. Alguns se preocupam particularmente com a desigualdade; outros se concentram na manutenção da coesão social. Algumas abordagens parecem coincidir; outras parecem estar em desacordo entre si. Entretanto, independentemente de sua posição, todos os teóricos têm um compromisso comum de nos fornecer uma maior compreensão das razões por trás das formas como pensamos e agimos. Cada teoria, seja ampla ou restrita, oferece uma maneira de olhar que nos permite perceber coisas que, de outra forma, poderíamos deixar de enxergar. Ficou interessado? Veja o conteúdo online do nosso lançamento.

Categorias: Ficha técnica

Tags: , ,

Entrevista :: Crônica dos Afetos

12 21 outubro 2015 | 21:49
Crônica dos afetos. Uma obra que fala das emoções, sentimento e da psicanálise, que está inserida em todos esses sentidos. A publicação aborda de forma poética um tema tão denso e delicado, com texto solto e rico em narrativas do cotidiano.

Celso Gutfreind, escritor e médico, acaba de lançar o livro Crônica dos afetos. Uma obra que fala das emoções, sentimento e da psicanálise, que está inserida em todos esses sentidos. A publicação aborda de forma poética um tema tão denso e delicado, com texto solto e rico em narrativas do cotidiano. O autor destaca que apesar do tom menos formal, a obra trata da psicanálise na vida, na infância, no desenvolvimento e nas situações do dia a dia. Com este diferencial, Gutfreind acredita que o livro atingirá novos públicos como educadores, pais, além de psicólogos, psicanalistas e profissionais da saúde mental. 

Crônica dos afetos traz a prática antes da teoria. Assim na vida, assim na psicanálise. Dividido em seis partes, trata de algumas situações concretas, vividas – partindo da prática e da clínica. Segundo ele, esta é a melhor forma de refletir tudo que se faz, pelas vivencias na clínica, como pai e mãe ou educador. Após, Gutfreind aprofunda essa reflexão do ‘como eu estou fazendo’. O autor também dedica uma parte da obra ao narcisismo, que é fator crucial no trabalho da psicanálise. 

Qual foi o maior desafio ao escrever o livro e tratar de assuntos tão densos de forma poética? 

O maior desafio foi justo este, contido na pergunta. Foi abordar um conteúdo em geral tão duramente tratado, como a psicanálise, de uma forma leve, lírica, cotidiana. De certa forma, a opção pelo gênero crônica ajudou um bocado. E, também, a psicanálise que é, no fundo, na teoria e na prática, muito próxima do dia a dia e da vida.

Na publicação você abordou o cotidiano e as emoções. Como é seu processo criativo?

Foi um lento e longo processo. Fui juntando as crônicas, ou seja, os textos que tratavam das emoções no cotidiano. Depois, criei uma estrutura, composta por seis eixos principais. Faltavam textos em cada um deles e fui sem pressa, com a ajuda de algum ócio e muita paciência, esperando os novos. Apesar da prosa, foi um processo mais próximo da poesia, por não ter sido forçado e ter uma primeira versão muito espontânea. Depois, claro, muito trabalho em cada frase, garimpando, garimpando a língua até ela chegar próxima do que eu senti.

Qual seria o maior legado do livro para o público em geral e para o público da área da saúde?

Não sei se haveria um maior legado. Acho que o livro se abriu, por ser literário, a múltiplos legados possíveis e cada um lerá o seu. Posso contar o meu, que é surpreender o quanto a área da saúde está próxima da expressão e, portanto, da arte, no caso a literatura. Ou seja, o meu legado é também juntar o público em geral com o da área da saúde, com todos precisando dizer, expressar, representar para ter alegria ou saúde.

 

Sobre o autor

Celso Gutfreind - Escritor e médico. Tem diversos prêmios, entre os quais se destacam Açorianos 93 e Livro do Ano da Associação Gaúcha de Escritores em 2002, 2007, 2011, 2012 e 2014. Foi finalista do Prêmio Jabuti 2011 e escritor convidado do Clube de Escritores Ledig House, em Omi (Estados Unidos), em 1996. Como médico, tem especialização em psiquiatria e em psiquiatria infantil. É mestre e doutor em psicologia, estudos realizados na Universidade Paris 13. Realizou pós-doutorado em psiquiatria da infância na Universidade Paris 6. É psicanalista de adultos e crianças pela Sociedade Brasileira de Psicanálise de Porto Alegre. Atualmente é professor convidado nos cursos de Psicologia da Unisinos e da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Ficha técnica:: Terapia Cognitiva Focada em Esquemas

26 16 outubro 2015 | 12:37

O psicólogo Ricardo Wainer apresenta o livro Terapia Cognitiva Focada em Esquemas, resultado da experiência de profissionais brasileiros especialistas em terapia cognitiva focada em esquemas - um modelo de tratamento baseado em evidências. Segundo o especialista na área, a terapia focada em esquemas se baseia em estruturas que armazenam crenças, verdades absolutas sobre si mesmo, o mundo, os outros, o futuro, regras de relacionamento com o ambiente e estratégias. O método é indicado para dificuldades de relacionamento no trabalho, entre amigos, na família ou conjugais.

A obra é dividida em três seções – fundamentos básicos da terapia do esquema, inovações técnicas e focos de intervenção –, e se aprofunda na teoria e na aplicação da abordagem da terapia. Segundo Wainer, o livro é um guia minucioso para a conceitualização e o manejo de uma variedade de populações que são um desafio ao tratamento. É um recurso completo para estudantes e profissionais, apresentando a fundamentação teórica e o passo a passo da utilização das técnicas, além de exemplos clínicos de psicoterapia em terapia do esquema.

Como funciona a abordagem?

A Terapia do Esquema (TE) é uma modalidade avançada de Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) desenvolvida para tratar transtornos mentais mais refratários e/ou que não respondem satisfatoriamente à abordagem tradicional. Tem sua principal utilização para transtornos da personalidade, como transtorno de personalidade borderline, narcisista, obsessivo-compulsiva e antissocial, bem como para padrões rígidos e disfuncionais na forma de lidar com as situações interpessoais da vida. A abordagem enfoca um nível mais profundo de cognição, os Esquemas Iniciais Desadaptativos (EIDs), e busca isso por meio da ativação emocional intensa de memórias mais remotas dos pacientes. 

O que modifica na clínica essa abordagem?

Embora a estruturação da terapia e das sessões seja a mesma da TCC tradicional, na Terapia do Esquema além da ênfase ser no trabalho com os EIDs, o terapeuta também necessita fazer constantes ativações emocionais no paciente, pois são estas que permitem a identificação das memórias remotas associadas com os padrões de enfrentamento desadaptativos que afetam a qualidade de vida do indivíduo. A relação terapêutica tem uma importância crucial nesta abordagem, pois o trabalho terapêutico busca suprir necessidades emocionais básicas não atendidas adequadamente ao longo do desenvolvimento infantil e adolescente. Realizada por meio de duas relevantes ferramentas terapêuticas: a Reparentalização Limitada e a Confrontação Empática.

A TE é indicada para que perfil de paciente?

A TE tem uma de suas principais indicações para os transtornos de personalidade. Estes, por sua vez, são historicamente considerados transtornos muito difíceis, seja pelas altas taxas de abandono de tratamentos, seja por se constituírem em casos naturalmente refratários. Embora sejam pacientes complexos e, por vezes, difíceis de relacionamento terapêutico, pacientes com transtorno de personalidade borderline, narcisista e antissociais tem tido resultados muito sólidos. Em termos de limitações da TE, ela não é indicada para pacientes psicóticos, em situação de crise ou com recursos cognitivos limitados. Também não se justifica sua utilização com pacientes com quadros depressivos ou de ansiedade onde ainda não se utilizou a TCC tradicional. Isso porque a TCC tem alta eficácia nestes casos, não justificando o uso de uma terapia com maior carga emocional.

Como a Terapia do Esquema trabalha as bases familiares?

Dentro de suas bases teóricas, a TE demonstra como os estilos educacionais e afetivos dos pais e outros cuidadores (irmãos, amigos, professores etc) são cruciais no desenvolvimento saudável ou patológico da personalidade. Neste sentido, a TE dá grande destaque ao cuidado que a família deve ter em cada uma das etapas cronológicas do desenvolvimento infantil e adolescente (chamados Domínios Esquemáticos), fornecendo as necessidades emocionais básicas de cada um destes períodos. Assim sendo, a TE demonstra como o ser humano tem vulnerabilidades para o desenvolvimento de problemas emocionais e comportamentais específicos conforme a etapa do ciclo vital por que esteja passando. Em termos práticos, este conhecimento gera uma base de conhecimentos que permite um trabalho de prevenção primária com pais e famílias, no sentido de ensinar a estes quais os cuidados fundamentais no manejo com as crianças para que estas tenham um melhor e mais saudável desenvolvimento.

Qual foi o capitulo mais difícil de escrever?

Acredito que o capítulo sobre o desenvolvimento da personalidade e suas tarefas evolutivas tenham sido complexo em sua confecção em virtude da limitação de artigos específicos a respeito e por ser um material realmente inédito. A ênfase na maioria dos textos de TE versa sobre o patológico e, neste capítulo, tentou-se mostrar o desenvolvimento tanto na perspectiva normal quanto patológica.

Entrevista:: Ramon Cosenza

79 14 outubro 2015 | 10:37
Ramon Cosenza, autor do livro Porque não somos tão racionais, analisa e apresenta como os seres humanos usam o cérebro. Com uma linguagem acessível, explica os processos que nos levam a fazer escolhas e como o cérebro pode, com frequência, falhar em tomar as melhores decisões.

Ramon Cosenza destaca que a espécie humana dispõe de um cérebro privilegiado em relação aos outros animais e que com ele somos capazes de raciocinar e de planejar. Mas, apesar desse sucesso, é necessário reconhecer que o cérebro é um dispositivo imperfeito e que deixa a desejar em muitos aspectos do seu funcionamento cotidiano, sem falar nos problemas que podem ser decorrentes de suas disfunções. 

O médico e doutor em Ciências, autor do livro Por que não somos racionais, analisa e apresenta como os seres humanos usam o cérebro. Com uma linguagem acessível, explica os processos que nos levam a fazer escolhas e como o cérebro pode, com frequência, falhar em tomar as melhores decisões. 

Segundo Cosenza, é importante compreendermos o porquê de algumas dessas falhas, e, para isso, é preciso conhecer um pouco da evolução filogenética do cérebro, do ponto de vista tanto de sua estrutura quanto de suas funções. 

O título do livro afirma que não somos racionais. Por que não somos racionais?

Nossas decisões ou comportamentos são racionais quando eles são adequados para atingir os nossos objetivos ou satisfazer os nossos melhores interesses. Nem sempre isso acontece, porque nosso cérebro tem falhas decorrentes da maneira como ele foi desenvolvido, ao longo da evolução das espécies. Em nossa vida diária, muitas vezes agimos de forma racional, mas outras vezes deixamos de fazê-lo. O livro procura mostrar por que isso ocorre.

Por que muitas vezes – como nas “decisões de ano novo” -  decidimos uma coisa e depois fazemos o contrário do que havíamos decidido? É possível melhorar a nossa força de vontade? 

Existem em nosso cérebro vários sistemas para a tomada de decisão. A maior parte desses sistemas tem um funcionamento autônomo e não depende dos nossos processos mentais conscientes.  Podemos decidir, conscientemente, fazer exercícios para perder peso, mas no dia-a-dia não resistimos às tentações de comer mais um pouquinho ou de ficar sentados em frente à televisão. Há um conflito entre esses sistemas de decisão e nem sempre leva vantagem o que decide racionalmente. Mas, podemos, sim, melhorar a nossa força de vontade e falamos um pouco disso ao longo dos capítulos do livro.

A espécie humana tem um cérebro privilegiado em relação ao de outros animais. Tomamos melhores decisões que eles?  

Os animais têm cérebros que permitiram a cada uma dessas espécies tomar decisões adequadas para sobreviver e se reproduzir em seus ambientes naturais. Nós temos um cérebro privilegiado, que tem recursos que os outros animais não têm, como a linguagem verbal, o raciocínio abstrato e a capacidade de imaginar as consequências de nossas ações no futuro mais distante. Isso permite que tomemos decisões que nos levaram a construir a civilização na qual vivemos. No entanto, algumas decisões tomadas, por exemplo, em relação ao consumo dos recursos naturais e a liberação de gás carbônico estão agora colocando em perigo a nossa própria espécie e boa parte da biodiversidade terrestre. Portanto, podemos tomar melhores decisões  do que são capazes os outros animais, mas nem sempre o fazemos.

O fato de que muitas decisões que tomamos não são as melhores escolhas significa que não usamos toda a capacidade do nosso cérebro? É verdade que só utilizamos 10% de nossa capacidade cognitiva?

Esse é um mito que encontramos frequentemente, mas que é incorreto: nós utilizamos toda a capacidade do nosso cérebro. Mas o cérebro é um sistema muito complexo, que funciona frequentemente de forma modular. Alguns módulos podem funcionar de forma autônoma e desencadear comportamentos que escapam ao controle consciente. Parece que a consciência é capaz de unificar vários desses processos e determinar uma direção mais adequada. Mas essa é uma maneira de funcionar mais lenta e que gasta mais energia. Frequentemente deixamos de exercer esse controle por economia de recursos ou, dito de outra forma, por pura preguiça mental.

Normalmente temos certeza de que estamos agindo conscientemente e que nossas decisões são racionais. Por que não somos capazes de perceber quando agimos de forma irracional?

Exatamente porque não temos acesso aos nossos processos inconscientes e, por outro lado, porque nosso cérebro cria histórias convincentes para explicar nosso comportamento como se ele fosse decorrente de um processamento racional. Não conseguimos ter noção de como a maior parte do nosso comportamento cotidiano depende desse processamento automático, que simplesmente escapa à nossa atenção consciente.

Existem diferenças entre as pessoas na capacidade de tomar melhores decisões? Isso é alguma coisa que pode ser aprendida?

Parece que sim. Algumas pessoas são mais racionais que outras e isso não está correlacionado diretamente com a inteligência. Muitos pesquisadores estão se debruçando sobre essa questão, tentando medir essa capacidade e verificar como o funcionamento cerebral se relaciona com ela. Podemos voluntariamente aumentar nossa atenção consciente e tentar, pelo menos em momentos críticos, tomar decisões mais racionais. Contudo, ainda assim é difícil ficar livre das armadilhas que são dispostas pelo funcionamento autônomo de partes do nosso cérebro. Em muitas ocasiões, mesmo tendo todo o cuidado ainda corremos o risco de tomar decisões e fazer escolhas inadequadas embora dispondo das informações necessárias para um comportamento mais racional.


Ficou curioso? Em nosso site você encontra o conteúdo online.



Inspiração::Dia do Professor

14 8 outubro 2015 | 18:07

No dia 15 de outubro é comemorado o Dia do Professor, data em que se homenageia uma das mais importantes profissões praticadas e antigas no mundo, sem ela, a troca de conhecimento e a correta compreensão seriam impossíveis. É o professor um dos grandes facilitadores e responsáveis pelo desenvolvimento da educação, de um país e do aprendizado. 

Para continuar incentivando os professores neste dom de ensinar e na busca por novos aprendizados, a publicação Inovação na Sala de Aula - Atualizado e Ampliado  apresenta os avanços do ensino com a chegada da tecnologia. O livro destaca em uma abordagem inovadora os desafios e o papel da tecnologia na customização do ensino para a motivação e aprendizado do aluno. Aqui a gente conta um pouco mais sobre a obra. 

Outra obra que complementa e destaca o papel do professor é o livro O bem-estar dos professores. De forma clara e objetiva, a publicação fala sobre a importância do professor na sociedade, suas competências, suas emoções e a responsabilidade profissional e moral dos educadores. A obra faz uma reflexão de que o professor não somente é responsável por educar, mas também tem função fundamental na vida do aluno, seja em manter o otimismo e a esperança no futuro das gerações, como um grande exemplo a ser seguido. 

O escritor Hope J. Hartman, do City College, de New York, escreveu e lançou recentemente o livro Como Ser um Professor Reflexivo em Todas as Áreas do Conhecimento. O autor apresenta o resultado de mais de 30 anos de trabalho com professores de diversas séries e níveis de ensino e desafia profissionais novos e experientes a aplicar o pensamento reflexivo nas principais áreas do conhecimento. Segundo Hartman, a prática reflexiva é uma forma de “pensar sobre o fazer”, a partir disso, professores e alunos adquirem conhecimentos e habilidades críticas importantes para a sala de aula e para o dia a dia. 

Feliz dia do Professor e boa leitura!

 

Categorias: Inspiração

Tags: , , ,

Curiosidade :: Linguagens da criança

9 6 outubro 2015 | 11:50

O psicólogo e educador Howard Gardner costuma resumir o sistema Reggio assim: “trata-se de uma coleção de escolas para crianças pequenas em que o potencial intelectual, emocional, social e moral de cada criança é cuidadosamente cultivado e orientado”. Nos últimos 50 anos, a cidade de Reggio Emilia consolidou sua reconhecida e aclamada abordagem de educação infantil como uma das melhores do mundo. O Volume 2 de As cem linguagens da criança: a experiência de Reggio Emilia em transformação, recém lançado, apresenta  como esta perspectiva inovadora de educação de crianças de zero a seis anos modificou-se em resposta às transformações demográficas e políticas da comunidade e às novas gerações de educadores e de pais. 

De acordo com professora doutora em Educação da UFRGS Maria Carmen Barbosa, acompanhar as transformações realizadas em Reggio Emilia também nos ajuda a fortalecer a ideia de que uma abordagem pedagógica apresenta princípios que indicam caminhos, mas que estes se transformam. “Vamos encontrar nesse segundo volume reflexões aprofundadas sobre temas já discutidos e temas que ainda não haviam sido problematizados, embora já façam parte do nosso dia a dia na escola, como a inclusão e as novas tecnologias”, antecipa Maria Carmen.

Em uma abrangente introdução à experiência da cidade italiana, a obra aborda com profundidade três temas centrais do trabalho realizado, como o ensino e a aprendizagem por meio das relações, as cem linguagens da criança e como esse conceito se transformou e a integração da documentação ao processo de observar, refletir e comunicar. A metodologia de Reggio Emilia destaca que a diferença da subjetividade reforça o valor de cada indivíduo e por isso preza por um modelo educativo que valorize todas as particularidades dos estudantes. E por apostar em todas as linguagens com as quais as crianças se comunicam, o sistema reggiano vê a criança como um ser forte, pensante e com visão própria de mundo.

Segundo a abordagem, os grupos de crianças devem ser acompanhados por uma equipe multidisciplinar, capaz de trabalhar com as diferentes linguagens, ao contrário do que ocorre no ensino tradicional - as crianças não se juntam por idade, mas por interesses. A prática de inserir as crianças em situações de pesquisa e debate colabora para um ser mais questionador sobre si próprios e sobre os outros, além de contribuir para a formação de cidadãos mais críticos. A partir disso, os aprendizados  que vão incluir as disciplinas tradicionais, como matemática, história, geografia, e outras capacidades, como trabalhar em equipe e persistência.

“A criança

é feita de cem. 

A criança tem

cem linguagens

e cem mãos

cem pensamentos

cem maneiras de pensar

de brincar e de falar.

Cem e sempre cem

modos de escutar

de se maravilhar, de amar

cem alegrias

para cantar e compreender

cem mundos

para descobrir

cem mundos

para inventar

cem mundos

para sonhar. 

A criança tem

cem linguagens

(mais cem, cem e cem)

mas roubaram-lhe noventa e nove. 

A escola e a cultura 

lhe separam a cabeça do corpo”.  

Trecho do poema do pedagogo e educador Loris Malaguzzi, presente nos dois volumes do best seller da educação infantil, As cem linguagens da criança

 

Sobre a cidade Reggio Emilia - Itália

Com o fim da Segunda Guerra Mundial, e a cidade em ruínas, um grupo de moradores sentiu a necessidade de reconstruir a sociedade e começou por construir uma escola de educação infantil, a escola 25 Aprille, em Villa Cella. Erguida a partir de um esforço comunitário, do qual o próprio Malaguzzi fez parte, contou com recursos obtidos da venda de um tanque de guerra abandonado, alguns caminhões e cavalos deixados pelos alemães em retirada. Nos últimos 50 anos, a cidade de Reggio Emilia consolidou sua reconhecida e aclamada abordagem de educação infantil como uma das melhores do mundo. 

Sobre os autores

Carolyn Edwards

Professora de Psicologia e Estudos da Infância, Juventude e Família, University of Nebraska-Lincoln.

Lella Gandini

Professora ocasional, professora visitante e consultora norte-americana pela Disseminação da Abordagem Reggio Emilia, Reggio Children.

George Forman

Professor Emérito de Educação, University of Massachusetts-Amherst, e presidente da Videatives, Inc.

 


Inspiração do mês::Para todas as Marias

29 2 outubro 2015 | 15:44

Mês de Outubro Rosa, de um dos movimentos internacionais de maior impacto. Mês que vai muito além de prédios e monumentos públicos iluminados pelo tom. A campanha chegou no Brasil em 2009, mas iniciou nos Estados Unidos em 1997 e vem ganhando cada vez mais adeptos e ações que buscam uma maior conscientização sobre a importância de um diagnóstico precoce e de alerta para a grande quantidade de mortes relacionadas com essa doença.

Somente no Brasil, de acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), câncer de mama é o que mais atinge as mulheres - são mais de 57 mil novos casos estimados no Brasil para 2015. Em 2015, a campanha do Inca tem como objetivo fortalecer as recomendações para o diagnóstico precoce e rastreamento de câncer de mama preconizadas pelo Ministério da Saúde, desmistificando crenças em relação à doença e às formas de redução de risco e de detecção precoce.

O símbolo da campanha é o famoso e popular laço rosa, que foi feito, inicialmente, pela Fundação Susan G. Komen e distribuído na primeira corrida pela cura do câncer de mama, em 1990. Esses laços rosas popularizaram-se e foram usados posteriormente para enfeitar locais públicos e outros eventos que lutavam por essa causa.

Destacamos algumas iniciativas como a do artista italiano AleXandro Palombo. Ele recriou heroínas e famosas personagens de desenhos animados após passarem por uma cirurgia de remoção das mamas. O ativista, com a obra intitulada  "Survivor"  buscou destacar a força e coragem que as mulheres têm ao lutar contra o câncer de mama. Um dos trabalhos mais criativos para mostrar a convivência das pacientes com as sequelas de tumores nos seios.  A intenção de Palombo é fortalecer a autoestima das mulheres que enfrentaram o câncer.

Outra iniciativa que está movimentado o mês é a do artista Rafael Sanches. O artista criou o quadro Bordeaux Marilyn , a obra traz a imagem da atriz Marilyn Monroe e  é feita no estilo Canvas, marca registrada do artista. A peça está em leilão online, no site de Sanches e todo o valor arrecadado será doada para a FEMAMA Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama). No dia 30 de outubro, o vencedor, responsável pelo maior lance, será anunciado.

Fique atento 

O câncer de mama é o mais comum entre as mulheres em todo o mundo, sendo raro em homens. Normalmente a doença é diagnosticada em exames de rotina quando se percebe um nódulo na região dos seios. Entretanto, muitas vezes, os nódulos não podem ser sentidos, sendo, portanto, fundamental a realização de exames de imagem. O exame mamográfico é o principal exame realizado para diagnóstico e deve ser feito por mulheres entre 40 e 69 anos de idade.

O câncer de mama possui significativos índices de cura, que giram em torno dos 95% quando descoberto precocemente. O tratamento normalmente consiste em uma cirurgia para a retirada do tumor e a complementação com técnicas de radioterapia e quimioterapia. 

Apesar de muitas vezes o câncer de mama não possuir causa específica, algumas medidas podem ser tomadas como prevenção. A principal forma de prevenir-se é ter uma alimentação saudável, balanceada e rica em alimentos de origem vegetal. É importante também evitar embutidos e o consumo excessivo de carne vermelha. Atividades físicas e hábitos saudáveis de vida, como não fumar nem ingerir bebida alcoólica, também ajudam a evitar a doença.

Somos todos Maria!


Curiosidade :: Português

7 30 setembro 2015 | 12:51
Processos e elementos constitutivos da comunicação e diferencia os gêneros textuais. Ideal para quem está no início da graduação e precisa lapidar algumas técnicas textuais.

Saber se expressar, se comunicar e principalmente falar e escrever um português correto é fator decisivo para profissionais em busca de ascensão. A capacidade da boa comunicação sempre traz consequências positivas. Dominar a norma culta da língua, falada e escrita corretamente, está sempre à frente e diferencia-se da maioria. 

Em uma rápida análise é possível perceber que uma das principais razões de eliminação de candidatos se deve ao mau uso do português. A linguagem é o cartão de visitas pessoal de cada indivíduo. Investir no aprimoramento da fala e escrita é fundamental, pois torna mais fácil o desempenho das tarefas, seja no âmbito profissional como no pessoal. 

No livro Leitura e produção textual, a autora Ada Magaly Matias Brasileiro, destaca os processos e elementos constitutivos da comunicação e diferencia os gêneros textuais. Ideal para quem está no início da graduação e precisa lapidar algumas técnicas textuais. A publicação ajuda a criar estratégias de produção, leitura e interpretação de textos para facilitar a aprendizagem do estudante.

Segundo a autora, nós, seres humanos, temos necessidade essencial de nos comunicar uns com os outros, externar nossos sentimentos, ideias e intenções, interagir, estabelecer relações interpessoais anteriormente inexistentes, influenciar o outro. 

Outra dica para aperfeiçoar o português é a publicação Português básico, de Roberta Azevedo. Em uma publicação compacta e objetiva, a autora procurou preencher as possíveis lacunas de aprendizado do aluno que ingressa em um curso superior. O livro aborda os principais conteúdos que um estudante de graduação deve dominar para ter sucesso na carreira, concentrando nos conhecimentos gramaticais essenciais e desconstruindo o mito de que o tema é difícil. 

Segundo Roberta, convém destacar que o estudo de uma língua e de seus mecanismos de funcionamento nunca se esgota, pois, como um organismo em constante transformação, requer estudos frequentes que sejam capazes de propiciar ao educando instrumentos para análise e reflexão contínua. Dessa forma, estará apto a desenvolver novas habilidades, tornando-se um falante, leitor, escritor cada vez mais competente na utilização de sua língua em diversas situações de comunicação orais ou escritas.

Boa leitura! 

Eventos do Grupo A

<fevereiro 2016>
segterquaquisexsábdom
25262728293031
1234567
891011121314
15161718192021
22232425262728
29123456