O melhor amigo dos fotógrafos

0 17 março 2014 | 14:44

Se você tem um cachorro, provavelmente acha que ele é o mais lindo, mais inteligente e mais querido do planeta. Tudo bem, longe de nós questionarmos. Cães são mesmo dignos de fanatismo, e hoje vamos mostrar como eles também poderiam ter uma carreira de sucesso como modelos se quisessem. Inspire-se com esses muy fotogênicos quadrúpedes que vão fazer você correr para a máquina fotográfica e registrar cada minuto da vida do seu bichinho de estimação.


Amigos do coração, de língua e focinho
[FONTE: So bad so good]

Essa coleção de cães na máquina automática de fotos começou sem grandes pretensões. A americana Lynn Terry, apaixonada por cachorros, colocou uma dupla de pitbulls sentados em frente à câmera e fez alguns cliques para doar as imagens a um abrigo de animais. Anos depois, ela decidiu levar o conceito adiante e fez novas fotografias com outros pares caninos.


Repare em todo o desprezo que há no segundo quadro
[FONTE: So bad so good]

Para conseguir que os animais “posem” do jeito que ela quer, Lynn desenvolveu alguns truques. Ela descobriu que se der um pouco de manteiga de amendoim aos cachorros, eles passam os minutos seguintes colocando a língua para fora e se lambendo. Já para despertar esse olhar intrigado nos cães, Lynn costuma pular “como louca” e fazer “barulhos estranhos” na frente dos bichos. A gente também ficaria de olhos esbugalhados. o.O


Cão #chatiado
[FONTE: So bad so good]

Outra fotógrafa que achou inspiração no universo canino foi Carli Davidson. Dona de um Dogue de Bordeaux que costuma se sacudir sem parar, ela decidiu registrar as caretas do cachorro e postar para os amigos nas redes sociais. A brincadeira agradou tanto que Carli levou o projeto adiante e criou uma série de cães sacolejantes.


Todo mundo fica esquisito visto de perto
[FONTE: Slate]

Ao longo de dois anos, a fotógrafa registrou mais de 120 cães, ainda que nem todos tenham se sacudido. Em uma tarefa tão dependente do “instante decisivo” descrito por Cartier-Bressom, Carli não pôde contar com muito mais do que sorte e paciência. Ela afirma que o jeito era armar a câmera e esperar. Às vezes, os modelos ajudavam e, às vezes, voltavam para casa sem nem um registro. Vida de cão.


Ele jura que também sabe fazer cara de brabo
[FONTE: Meme collection


Estamos até agora tentando entender o que está acontecendo aqui
[FONTE: Slate]

É claro que nem só de profissionais se faz o mundo da fotografia, ainda mais quando o assunto são fotos adoráveis de animais cativantes. O site DogCentral reuniu uma coletânea de imagens amadoras que mostram cães mais do que bem vestidos. Vá lá, os fashionistas por trás dos modelitos também parecem algo amadores, mas é impossível não sorrir com esses cachorros prontos para a semana de moda.


Vestido para matar. Matar uma pulga, talvez.
[FONTE: DogCentral


O verdadeiro cão de guarda
[FONTE: DogCentral]

E então, já está pronto para começar sua própria série fotográfica? Cachorros incríveis não são difíceis de achar. Mas fazer o registro que os cães merecem pode ser mais desafiador. Para ajudá-lo nessa empreitada, a gente recomenda o livro Exposição Perfeita, do fotógrafo Michael Freeman. Agora que você já tem o manual de fotografia, só falta criar o truque para fazer o cachorro posar com graça e elegância ;)


Beijo me liga
[FONTE: DogCentral]

12 anos de escravidão: vida roubada

0 14 março 2014 | 14:38


Vencedor do Oscar de melhor filme, 12 anos de escravidão se tornou célebre rapidamente. Não faltaram motivos: o roteiro traz aspectos pouco discutidos da história estadunidense, as interpretações são primorosas e a direção é precisa e certeira. O filme conta, sem exageros nem sentimentalismo, a história de um homem negro que nasce livre e se torna escravo após ser sequestrado por dois comerciantes brancos. Sentimentalismo e exagero, aliás, seriam absolutamente desnecessários para mostrar a dimensão da tragédia que, quase por azar, cai sobre Solomon Northup, mas que foi o resumo de vida de inúmeros escravos negros. Não são necessários gritos nem chicotadas a mais para que o filme seja um soco no estômago. No meu, no seu, no de todo mundo.


Nos campos de algodão, Solomon se submete à escravidão em nome da sobrevivência
[FONTE: The film emporium

Quem vive em um mundo onde todos nascem livres tem dificuldade em compreender a realidade da época em que a escravidão era lei e fato comum e corrente. Esse distanciamento torna ainda mais importante manter viva a memória. Solomon Northup, interpretado por Chiwetel Ejiofor, enfrenta agruras que hoje nos parecem uma barbárie. Somente se tivermos a verdadeira noção de como a escravidão moldou nossa história, poderemos perceber como ela ainda reverbera no presente. O filme dirigido por Steve McQueen vai - e deve - permanecer como uma chaga aberta em todos os que o assistirem. E faz história também por ter sido o primeiro filme de um diretor negro a ganhar o mais importante Oscar.

 

Embora o espectador possa ficar com a impressão de que o caso de Solomon Northup foi um acontecimento desastroso e isolado, o rapto de pessoas negras livres para o comércio no mercado de escravos era frequente nos Estados Unidos. Isso porque os estados no norte aboliram a escravatura antes dos estados do sul - onde estavam as plantações de algodão e cana - e o tráfico de negros de uma região para a outra se tornou uma atividade lucrativa.


A excepcional Lupita Nyong'o no papel da escrava Patsey
[FONTE: Los Angeles Times

A história de Solomon foi resgatada por historiadores anos depois de ter sido considerada falsa. Extensas pesquisas - e o contato com a bisneta do advogado do canadense Bass, pivô da libertação do escravo sequestrado - comprovaram que o relato é verdadeiro. Graças ao resgate da obra e ao filme de McQueen, 12 anos de escravidão se tornará material de estudo nas escolas norte-americanas.


Solomon antes dos doze anos que marcariam para sempre sua vida
[FONTE: VividLife

No Brasil, o tema da escravidão fica restrito às aulas de histórias, mas o racismo deve ser debatido em todas as esferas possíveis, afinal, preconceito é questão de educação. Se o carpinteiro canadense foi capaz de ajudar um escravo, é porque vinha de uma cultura na qual todos os homens eram iguais. Para deixar clara a relação entre formação e preconceito, o livro Currículo Escolar e Justiça Social pode ajudar professores e pais a conversar sobre o tema com jovens e crianças. Eles são, afinal, o futuro do País, e não queremos repetir erros do passado.

 

Por Trás do Crachá: Daniela Carvalho

2 13 março 2014 | 15:43

Sabe aquele livro que você adora? Ou aquele eBook sensacional, aplicativo superútil ou o Blackboard Learn que você usa em sala de aula? Para que eles existam, profissionais de várias áreas trabalham todos os dias até eles chegarem à sua mão – ou ao seu computador, tablet, celular e afins. Quer saber um pouco mais sobre quem faz uma empresa de Educação? Convidamos você a conhecer o Grupo A mais de perto, por trás do crachá!

Crachá #11: Daniela Carvalho, Analista de Qualidade e Projetos

A Daniela integra o setor de qualidade e projetos aqui do Grupo A. Fazendo uso de diversos softwares ela analisa e elenca indicadores de qualidade em projetos de todas as áreas da empresa. Sua trajetória acadêmica foi influenciada pela sua função, e depois aplicada no seu dia a dia por aqui também, ela basicamente assistiu de camarote o nosso crescimento. Ficou curioso? Ela nos contou várias etapas muito bacanas do trabalho, além de algumas curiosidades sobre ela mesma.

O que você faz?

“Bom, no meu cotidiano eu trabalho com itens de controle de qualidade, processos e projetos. Interajo praticamente com todas as áreas da empresa, auxiliando no uso de ferramentas essenciais para aplicação da metodologia dos Itens de Controle de Qualidade. Sou responsável pela modelagem e eventuais ajustes dos processos internos e isso envolve reuniões com os ‘donos’ dos processos para entender o que realmente desejam e posteriormente atender a necessidade exposta. Quanto aos projetos, auxilio também na parte metodológica, e no acompanhamento de iniciativas estratégicas.”


Artia, Orquestra (BPMN) e ICG são só alguns dos softwares que a Daniela utiliza no dia a dia.


Há quanto tempo você está na empresa?

“Eu entrei para o Grupo A em 2004 como estagiaria, iniciei atendendo os representantes e clientes das Revistas Pátio. Nestes 10 anos e 8 meses de empresa, boa parte foi no Departamento de Operações Comerciais, passando por praticamente todos os núcleos da área (Períodicos, Processamento, SAC, Controle). Em 2013 fui convidada a integrar o departamento de Qualidade, uma área nova por aqui e cheia de desafios.”

Qual a sua formação acadêmica?

“Eu sou formada em Administração, com pós-graduação em Gestão de Projetos, pelo Senac. Essa foi uma área que sempre me interessou, mas demorei para chegar até ela.  Experimentei outras áreas e apesar de serem diferentes, elas me ajudam muito no dia a dia da administração e na gestão de projetos. Quando terminei o Ensino Médio, comecei a fazer o curso de licenciatura em História, depois troquei para o curso de Secretariado Executivo. Já no terceiro semestre iniciei o estágio aqui no Grupo A (não cheguei a fechar seis meses de contrato e fui efetivada). Meu interesse em entender toda engrenagem das empresa e do próprio Grupo me levou para a  Administração. Era o que eu procurava, e não demorou a se encaixar no meu dia a dia. Segui para a pós-graduação em ‘Gestão de Projetos’, uma área em ênfase nas grandes empresas como o Grupo A.”


Daniela conheceu a Bookman ainda na faculdade, quem poderia imaginar que ela viria trabalhar aqui? \o/ 


Com qual marca do Grupo A você mais se identifica?

“Com certeza a Bookman, os livros de gerenciamento de projetos, gestão de processos entre outros da administração me ajudam bastante no dia a dia. Eu pude conhecer a editora quando eu ainda fazia Secretariado, quando entrei para o Grupo A então, virou relacionamento sério. E um carinho especial pela Pátio, que foi o começo da minha trajetória no Grupo.”

Qual foi o seu momento mais marcante aqui no Grupo A?

“Quando eu conclui a pós em Gestão de Projetos em 2012 sentia a necessidade de desenvolver os conceitos e as metodologias aprendidas ao longo do curso, e em 2013 recebi o convite para fazer parte da Qualidade e com isso veio a oportunidade de aplicar e desenvolver o que tinha aprendido. Sabia que era uma oportunidade cheia de desafios e não pensei duas vezes, aceitei com muita alegria.”


Esse é o cantinho da Daniela aqui no Grupo A. Essas caixas foram presentes dos colegas, de tanto ouvirem a Daniela falando nelas :-]


Você tem algum talento ou hobby que esconde dos colegas?

“Sim, tenho um hobby desde o ensino médio, mas na verdade não o escondo, fiz teatro por muitos anos (hoje aposentada da profissão de atriz), mas adoro o palco, a energia, a visão por traz das cortinas de um teatro, o frio na barriga que isto proporciona. Inclusive, meu Trabalho de Conclusão de Curso e minha Pós Graduação fizeram uso de cases do teatro. Hoje continuo acompanhando, me interesso muito, mas não mais em cima do palco, e sim como espectadora.”

O conhecimento transforma porque… “...nos faz ver o mundo com o olhar mais crítico, nos faz crescer por dentro e por fora. Saímos da caixa, da zona de conforto.”

Então, gostou de conhecer a Daniela? Então fique ligado que ainda em março teremos um outro Por trás do crachá aqui no BlogA!

No Meu Nome Mando Eu

0 12 março 2014 | 13:48

*Por Cristina Ustárroz

Isso se você possuir um nome de pronúncia fácil, um nome que todos conheçam. Tipo, João. Ou Ana. Caso contrário, você não manda no seu nome, não! Nem controla sua pronúncia. E é aí que mora o problema: pronunciar João é fácil para nós, brasileiros. Já para os estrangeiros, pero no mucho! O a tem som de u? Não sei! Mas o jota definitivamente tem som de i em alguns idiomas. E muitos deles nem possuem o som do til. A la putcha!

Falando em til, a pronúncia de Ana também não é fácil – o som nasalizado do primeiro a é um problema para estrangeiros. Ele tem som de ã. Então, você só manda no seu nome se estiver em território nacional. E se tiver um nome bem brasileiro. Ou se conseguir evitar que estrangeiros o chamem pelo nome! Sim, porque muitas línguas estrangeiras possuem sons diferentes dos nossos para as letras do alfabeto. Sei, não! Você se contentaria com ei, você? Ou com psiu?

Ninguém nunca tinha ouvido falar em Sochi até as olimpíadas de inverno na Rússia. Na época, alguns alunos me perguntaram sobre sua pronúncia. Minha resposta foi curta e grossa: “Em inglês é algo como Só-tchi, mas em russo é Sô-tchi”. Ao que eles reagiram: “Esses americanos! Quem eles pensam que são? Americanizam tudo, inclusive a pronúncia de nomes próprios estrangeiros. E não somente a pronúncia. Escrevem Brasil com z. Ah, esses americanos!”


[FONTE: Sesc AM]

Calma! Em primeiro lugar, a língua inglesa não é privilégio dos americanos. Britânicos, canadenses, australianos, neozelandeses e mais algumas dezenas de nacionalidades também falam inglês. O que significa que nem tudo que acontece na língua inglesa, para o bem ou para o mal, é culpa dos americanos. Em segundo lugar, no período imperial da história do nosso país, lá por 1876, Brasil se escrevia com – pasmem – z! Quando mudamos para Brasil com s, o resto do mundo fincou pé no z. Pasmaram? Não, não dei pra fumar agora!

O fato é que vários nomes de lugares passaram por um processo de adaptação aos sistemas ortográfico e fonológico do nosso idioma. Desse modo, eles ficaram mais facilmente pronunciáveis e sua escrita mais inteligível. Reflita comigo: a capital da Inglaterra é Londres? Em português, sim. Mas no idioma original, não. Quem foi o sabichão que transformou London em Londres? Falei Inglaterra? Perdão! Eu quis dizer England! E como foi que Wales virou Gales? Ainda bem que Cantuária não pegou! Canterbury segue firme e forte.

Você sabia que, em espanhol, a capital da Espanha é Madrid? Assim, com d no fim. E aí? Você pronuncia ou escreve Madrid com d no fim? Sem falar que España com til em cima do n virou Espanha com nh em português! Escreve-se de modo diferente, mas a pronúncia é exatamente a mesma. A cidade alemã München virou Munique, e a francesa Marseille virou Marselha. Transformamos Milano em Milão e Firenze virou – tará!!! – Florença! Assim, como num passe de mágica! E não se engane: esses nomes não foram traduzidos. Foram adaptados! Aportuguesados! Ah, esses portugueses! Falei portugueses? Perdão, eu quis dizer portugueses, brasileiros, angolanos... Quem nós pensamos que somos?


[FONTE: Wikipedia]

Mas os estrangeiros não deixaram barato e aplicaram suas próprias adaptações de nomes brasileiros: Brasil virou Brésil em francês, Brasile em italiano, Brasilien em alemão. Ah, esses estrangeiros!!! Eles afrancesam, italianizam, espanholizam, enfim, transformam a escrita e a pronúncia dos nossos próprios nomes. Digo, nomes próprios. Quem eles pensam que são? E – acredite – a Rainha Elizabeth da Inglaterra virou Isabel em espanhol. Aham! Ah, esses hispano hablantes! O quê? Teu melhor amigo é argentino?

O bom é que, verifica-se, todo mundo faz isso. Substitui-se uma letra por duas, acrescenta-se uma sílaba, tira-se outra, arruma-se uma maneira mais fácil de registrar a pronúncia de um som, ajusta-se uma escrita compatível e voilá! O nome estrangeiro ganha ares de um dos nossos. E o nome brasileiro ganha ares de um dos deles.

Para ser entendida e aceita, a adaptação deve buscar pronúncia e grafia equivalentes ao que se tem na cultura local. Por exemplo, o nome do italiano Cristoforo Colombo virou Cristóvão Colombo em português, Cristóbal Colón em espanhol, e Christopher Columbus em inglês. Só não me peça para explicar como Elizabeth virou Isabel!

Ainda, tem a questão da tradução. Desde que me entendo por gente aprendi que nomes não se traduzem. Lembro que Pedrinho perguntou a profe: “Como se diz Pedro em inglês?” E o Paulinho se animou: “E como se diz Paulo?” A profe não se sensibilizou com o desejo implícito das crianças e lascou a sentença frustrante: nomes próprios não são traduzidos. E os aspirantes a Peter e Paul ficaram borocoxô. Ah, essas profes!

Na verdade, nomes de pobres mortais, como o Pedrinho e o Paulinho, não são traduzidos. Mas nomes que possuem significado são traduzidos, sim. Pelo menos, alguns foram. É o caso de New York. New significa novo! Por isso, parte do nome foi traduzido e parte foi adaptado: Nova Iorque! O mesmo vale para Nova Zelândia – New Zealand. Já Snow White virou Branca de Neve. Agora puxe uma cadeira, pois vou mostrar que com tradução não tem hora pro barulho: o nosso Pão de Açúcar virou Sugar Loaf e Cristo Redentor virou Christ the Redeemer.

É bem verdade que a tendência atual é não traduzir – talvez nem adaptar - nomes próprios. Será que o Frajola seria menos fofo se tivéssemos mantido seu nome original - Sylvester? E quanto ao Tweety Bird, digo, Piu Piu? Pois é! Não basta ser famoso. Tem que ser personalidade histórica. Ou personagem infantil! Né, Pateta? Quero dizer, Goofy!


[FONTE: Blog zestforlifetoday]

E tem também a transliteração. Transliterar é transcrever a escrita de um alfabeto para outro, representando o som da palavra estrangeira através das letras do alfabeto local. A dificuldade está em que muitos alfabetos possuem ideogramas ou caracteres. Enfim, símbolos no lugar de letras. Entendeu ou quer que eu desenhe?

Além disso, a ausência de uma padronização pode fazer com que tudo vá para o saco. Lembra do Muammar Gaddafi? Quero dizer, do Moammar Gadhafi? Não? E do Mu'ammar Qaddafi? Nada ainda? Que tal Mu'ammar Al-Qadhafi? Ou Muammar el-Qaddafi? Muammar Khaddafi? Você acredita que foram identificadas 112 grafias, ou seja, 112 maneiras – em inglês - de transliterar o nome do cara? Do alfabeto árabe para o nosso! Deus que me perdoe!

Repetindo: uma vez lançado, seu nome – ou o nome de sua empresa, ou, ainda, do produto que você fabrica - não é mais só seu. Mas sempre será possível corrigir eventuais distorções. Pequim nunca foi Pequim nem no Japão nem na China, tanto que o nome foi corrigido para Beijing há relativamente pouco tempo. Mas se o David Gilmour olhasse para mim e gritasse hey, you!, ou se ele gritasse qualquer outra coisa entre Cristina, Christina e Christine – eu não me importaria! Afinal, quem você pensa que sou?

Notas altamente esclarecedoras

O til é um sinal que indica nasalização.
Brasil era escrito com z? Leia o website do professor Cláudio Moreno por aqui.
Romanização é o processo oficial de transcrição de outras línguas para o nosso alfabeto românico, também chamado alfabeto latino.
Confira a grafia correta de alguns topônimos estrangeiros por aqui.
Leia mais sobre outros alfabetos por aqui.
Muamar Kadafi foi ditador da Líbia

*Cristina Ustárroz é a professora de inglês preferida dos colaboradores do Grupo A. Ela escreve mensalmente para o BlogA.

:-)

0 11 março 2014 | 13:57

Quantas vezes você já ouviu que a internet veio mesmo para ficar e clichês tão entediantes quanto? O.o Pois então, saiba que alguns cientistas, assim como você, estão carecas de saber: não só a internet faz parte, e muito, da nossa vida (o que seria de nós, BlogA, sem ela? :-O), como já incorporamos sua linguagem. Os emoticons, aquelas combinações de símbolos do teclado que imitam uma expressão facial real, tipo esse ;-), já são entendidos pelos nossos cérebros como aquilo que representam: expressões faciais reais.


Sorrir para um emoticon, quem nunca?
[
FONTE: Estadão]

Quem descobriu essa evolução humana, promovida pelo uso diário dos bate-papos na internet, e dos SMS, foi o Dr. Owen Churches, com ajuda de seus colegas da Universidade de Flinders, em Adelaide, na Austrália. Emoticons são uma nova forma de linguagem que estamos produzindo. E, para decodifica-la, temos desenvolvido um novo padrão de atividade cerebra disse ele ao site ABC Science.

Churches, que estuda a percepção neurológica dos rostos há alguns anos, diz que o ser humano presta mais atenção em faces do que imagina. A ideia para o estudo, inclusive, veio do dia a dia do professor, que, acostumado a receber e-mails de alunos pedindo mais prazo para a entrega de um trabalho assinados com uma cara feliz :-), um dia se indagou como ele sabia o que eles queriam dizer com aquele agrupamento de símbolos e, mais importante, como?


Por que tão triste, amiguinho?
[FONTE: Mind in the body]

No experimento, foram apresentadas imagens de rostos reais, o famoso emoticon sorrindo conhecido como smiley :-) e uma sequência sem sentido de caracteres para 20 pessoas. Os cientistas usaram a eletrofisiologia para determinar o padrão de atividade elétrica no cérebro de cada participante assim que ele se deparava com algum dos três estímulos, e também estudaram o que aconteceu quando cada estímulo foi invertido. 

Segundo concluiu a pesquisa, uma imagem real de um rosto é percebida pelas mesmas áreas do cérebro, mesmo quando vistas ao contrário. O que não se aplica aos emoticons. Um smiley na posição correta desperta as mesmas áreas do cérebro que uma expressão facial real, mas, quando invertido, ativa outra parte do cérebro e acaba sendo entendido como uma sequência sem sentido de caracteres.


O inventor do emoticon e sua criatura
[FONTE: Sic Notícias]

O emoticon apareceu pela primeira vez em um texto enviado para o Conselho Geral de Informática da Universidade de Carnegie Mellon pelo professor Scott Fahlman em 1982 e, desde então, uma porção de caracteres é entendida de outra forma pelos seres humanos. Como Churches destaca, antes de 1982, não existia motivo para um emoticon ativar a mesma área que as faces do córtex. Os bebês não nascem com essa aptidão inata, pois essa é uma resposta neural culturalmente criada

Legal, né? Por isso vale a pena aprofundar a reflexão e conhecer o livro Linguagem e Cérebro Humano, que traz aspectos gerais sobre a relação entre ambos desde o ponto de vista linguístico, psicológico, fonoaudiólogo, da medicina, da pedagogia e da educação. 

Inspiração #85: Cultura pop e tradição

0 10 março 2014 | 08:52

Quem disse que o popular não é arte? Será que o erudito de hoje não era a mais simples representação da cultura local à sua época? Discussões acerca da definição de arte são sempre complicadas e intermináveis, mas não viemos aqui para concluir nada, viemos para mostrar e, é claro, inspirar. Hoje, mostramos três artistas que misturam estilos clássicos de arte ou técnicas milenares com cultura pop, trazendo um pouco de humor para suas obras e, também, provando que a inspiração para a arte não vem apenas do sublime e etéreo mas também das ruas, do imaginário coletivo e do popular

David Pollot define seu trabalho como arte com senso de humor. Ele procura quadros antigos em brechós, daqueles a que falta um pouquinho de vida, digamos assim, e adiciona elementos da cultura pop, como se fizessem parte do original. David se esforça para copiar cores e técnicas e nos fazer acreditar que o chewbacca foi, de fato, a inspiração original para essa paisagem:


Que bucólico.
[FONTE: David Pollot]


Quem vocês vão chamar?
[FONTE: David Pollot]


Zumbis na fazenda.
[FONTE: David Pollot]

Quem também faz um bom mix entre o tradicional e o moderno é Jeffrey Veregge, um designer que cresceu em uma reserva indígena norte-americana e, hoje, utiliza conhecimentos da arte Salish para desenhar personagens famosos. Formado no Art Institute of Seattle, ele afirma que sua arte é uma forma de unir sua paixão por brinquedos, quadrinhos e filmes com sua personalidade e formação como artista. Além de ser muito divertida. ;)  


Homem-morcego já é um ótimo nome indígena.
[FONTE: Jeffrey Veregge]


The Flash, também conhecido como flecha ligeira.
[FONTE: Jeffrey Veregge]

Por fim, Jed Henry é um ilustrador que, com a ajuda do gravurista David Bull, utiliza a tradicionalíssima técnica da xilogravura japonesa para retratar heróis populares na série Ukyio-e Heroes. Além das complexas gravuras feitas com madeira que vemos aqui, o artista também faz ilustrações com impressão giclée sobre o mesmo tema. Tem até batalha pokémon e cena do clássico videogame Street Fighter! 


Tartarugas ninjas milenares.
[FONTE: Ukyio-e Heroes]


Eu escolho você!
[FONTE: Ukyio-e Heroes]

Como vimos, o imaginário e as manifestações populares são, sim, fortementes ligados à cultura, seja ela pop ou erudita. O que hoje é tradicional, um dia foi um retrato do cotidiano de algum local ou grupo social específico. Para a educação não é diferente, a erudição pode e deve se inspirar na realidade, no dia a dia e nas necessidades de cada comunidade. Sobre esse tema, uma dica de leitura essencial é o livro Educação Social de Rua - As bases políticas e pedagógicas para uma educação popular, que aborda a educação social, trazendo novas definições, desafios e soluções para a área da pedagogia. 

Sobre a busca e o encontro

0 7 março 2014 | 15:48

Quem disse que o melhor parceiro para um filme é a pipoca? Aqui no BlogA, a gente acredita que cinema combina mesmo é com livro. Na seção Leia & Assista, publicamos dicas de cinema e de leitura para você aproveitar o final de semana.

Em geral, adoção é algo bonito. É alguém que não pode ter seus próprios filhos ou que por opção decide criar uma criança que outra pessoa não pode ou não quis cuidar. Em geral. Porque sempre há casos como o de Philomena, que não escolheu dar seu filho para adoção, mas teve ele tirado de si por outrem. Mais precisamente, por freiras irlandesas que puniam as jovens adolescentes levadas pelo pecado que é o sexo para a igreja católica. A história parece ficção, mas não é. Philomena, filme em cartaz nos cinemas e que recentemente concorreu a quatro estatuetas no Oscar, é baseado em uma história real.


O abraço da jovem mãe em seu filho
[FONTE: Divulgação]

Durante 50 anos, Philomena Lee, interpretada pela sempre impactante Judi Dench, guardou para si sua gravidez na adolescência e o fato de seu bebê ter sido colocado para adoção pelas freiras que cuidavam do convento onde viviam dezenas de jovens sem casa ou família. Quando este segredo completa 50 anos, a enfermeira aposentada resolve quebrar o silêncio e contar para a sua filha todo o ocorrido e a existência de Anthony. Logo o jornalista recém demitido Martin Sixsmith se transforma em uma oportunidade para contar a história ao mundo, ajudando Philomena a encontrar seu filho perdido. 

Philomena é um filme sobre a busca dessa mulher que existe e decidiu ir atrás do filho 50 anos depois. E que foi além: a verdadeira Phil, com 80 anos, conseguiu conhecer o atual Papa Francisco e hoje está à frente de um projeto que pretende ajudar outras mães a encontrar seus filhos e luta para que o governo irlandês libere seus registros. Mas o longa também fala do encontro de uma pessoa forte, sofrida, porém doce e muito compreensiva, com a personalidade de Sixsmith, um ex-jornalista da BBC sarcástico e um tanto quanto prepotente que de cara não se interessa por histórias pessoais, mas acaba cedendo à necessidade de se manter na ativa e, por consequência, ganhar dinheiro. O filme é também uma crítica e uma reflexão sobre a influência da religião e, especialmente, da igreja católica, em nossas vidas ocidentais.


Steve Coogan e Judi Dench em Philomena
[FONTE: Divulgação]

A história real da luta de Philomena para encontrar o filho, por si só, vale o filme. É mais um daqueles casos em que a realidade supera a ficção. No entanto, o confronto das duas personalidades, de Philomena e Sixsmith, brilhantemente interpretado por Steve Coogan, traz a tona um dos longas mais bem orquestrados do momento. O filme nasce basicamente da interação dessas duas personas que partem do total desconhecimento uma da outra para uma verdadeira cumplicidade, tornando a história mais vívida e ainda mais real. Na busca por Anthony, ela acaba ganhando também um amigo. E é com a leveza de uma amizade que essa história é contada, sem entrar em grandes dilemas como a religião.

Subtexto de Philomena, a adoção não precisa e não deve ser algo ruim na vida de ninguém. Especialmente das crianças adotadas. O livro Tudo sobre adoção - Como as famílias são formadas e como as crianças se sentem pretende ajudar as crianças a entender o como e o porquê da adoção, e a aprender a lidar com os sentimentos que experimentam ao saber que são adotadas.

BlogA Entrevista: Edson Pudles

0 6 março 2014 | 14:09

Se tem algo que merece nosso cuidado e atenção é o que nos sustenta diariamente. E na lista do que nos mantém, sem dúvida o primeiro lugar é o da coluna vertebral. Essa maravilhosa estrutura cuja evolução foi responsável pelo surgimento do homo erectus continua respondendo às mudanças nos hábitos da humanidade. Essas adaptações, no entanto, nem sempre são para o bem. Em busca de esclarecimento e dicas sobre como cuidar bem da nossa coluna, conversamos com Edson Pudles, médico ortopedista e traumatologista que é um dos autores do livro A Coluna vertebral - conceitos básicos. A obra, também disponível em e-book, aborda o diagnóstico e o tratamento das doenças mais comumente encontradas na população brasileira em diferentes faixas etárias. Resultado da parceria entre Pudles e Helton Defino, o livro certamente é uma contribuição valiosa para os especialistas da área, assim como essas questões também serão de grande valia para nossos leitores. ;)

Quais doenças da coluna são mais frequentemente encontradas na população brasileira?

Não existem estatísticas que apontem a doença mais frequente, mas há a frequência da lombalgia, ou seja, a dor nas costas, que é um sintoma ligado a atividades de esforço e sobrecarga na coluna.  A hérnia de disco, o estreitamento do canal vertebral e a osteoporose são algumas das doenças que podem apresentar, entre outros sintomas, a lombalgia. Esta queixa, muitas vezes incapacitante, é a maior causa de falta no trabalho encontrada nos países industrializados. Diferente da artrose, que é um desgaste da cartilagem e, como tal, não deve ser considerada uma doença, pois está relacionada com o processo normal do nosso envelhecimento.

Como é possível prevenir as doenças de coluna? A partir de conscientização, muitos problemas podem ser evitados na idade avançada. Qual seria o seu conselho para os mais jovens manterem uma coluna saudável?

A prevenção se faz com cuidados posturais, cuidados relacionados ao esforço e com a prática de atividade física regular, visando, principalmente, ao alongamento, além da manutenção do peso corporal dentro da normalidade. Atividades de impacto, que demandem muito esforço físico, sobrepeso e postura viciosa são danosas para a coluna.


Essa postura não está muito boa, não, amigo.
[FONTE: Etsy]

Por outro lado, houve um aumento no número de trabalhadores que cumprem sua jornada sentados. Os novos hábitos e tecnologias fizeram diminuir ou aumentar a incidência de doenças da coluna na população?

A industrialização trouxe muitos benefícios, mas também, em contrapartida, malefícios. O surgimento de eletrodomésticos mais leves, adaptados para serem menos cansativos, e a predominância de atividades burocráticas na frente de computadores nos deixaram mais sedentários e pesados, o que leva a um aumento da incidência de dor nas costas.

Em sua opinião, qual hábito prejudicial, em termos de postura, é mais subestimado por população e especialistas?

O indivíduo que trabalha em pé, parado e com flexão de tronco sobrecarrega significativamente a região lombar. Esta postura é muito frequente entre trabalhadores de linha de montagem. A população não tem conhecimento e muitas empresas não providenciam adaptações para melhorar a ergonomia no trabalho para os seus funcionários. Não é um fato que passe despercebido para um especialista, mas nossa atuação acaba sendo mais frequente no tratamento do que na prevenção.

Nosso público é formado por muitos amantes dos livros. Qual é a melhor postura para realizar uma longa leitura sem ficar com dores nas costas depois?

Recomendo que o indivíduo esteja sentado em uma cadeira em que seus joelhos mantenham uma inclinação de 90 graus em relação ao chão, que mantenha os cotovelos apoiados e que o livro seja colocado em um suporte com inclinação, a fim de propiciar uma visão mais direta. E não devemos esquecer de uma boa iluminação.

A invenção do vibrador

0 28 fevereiro 2014 | 16:31

Quem disse que o melhor parceiro para um filme é a pipoca? Aqui no BlogA, a gente acredita que cinema combina mesmo é com livro. Na seção Leia & Assista, publicamos dicas de cinema e de leitura para você aproveitar o final de semana.

Houve um tempo em que ninguém sequer considerava a possibilidade de mulheres sentirem algum prazer com o coito ou possuírem algum desejo sexual. Talvez nem mesmo as próprias mulheres soubessem de sua real condição e, por isso, essas urgências acabavam se manifestando das mais variadas maneiras, tais como crises de insônia, irritabilidade, dores de cabeça, choros. Nesse cenário, toda senhora que apresentasse alguns desses sintomas era prontamente diagnosticada com uma doença chamada histeria – supostamente causada por um deslocamento do útero – sendo encaminhada para tratamento, enclausuramento ou cirurgia, conforme a gravidade. E, como a vida prega peças, foi dessa situação desoladora para o gênero que acabou sendo inventado um aparelho que hoje pode ser um grande aliado do prazer: o vibrador

É nesse período histórico, curioso e cruel ao mesmo tempo, que se desenrola o romance entre o Dr. Mortimer Granville (Hugh Dancy) e Charlotte Darlymple (Maggie Gyllenhaal) no filme Histeria (Hysteria, 2011), de Tania Wexler. Ambos se conhecem quando o jovem médico idealista e combatente dos germes vai trabalhar no consultório do Dr. Darlymple (Jonathan Pryce), especialista no tratamento de mulheres histéricas e pai de Charlotte. O amor, no entanto, não é à primeira vista. Afinal, o médico, embora visionário em sua área, é bastante tradicionalista, ao passo que Charlotte é uma mulher à frente de seu tempo, feminista, socialista e, aos olhos da sociedade, histérica, é claro.


Charlotte é especialista em constranger homens antiquados e é ciclista nas horas vagas.
[FONTE: Indie Wire]

O tratamento para a doença que dá nome ao filme era nada mais nada menos do que sessões de massagens clitorianas, em busca do paroxismo histérico (que hoje mudou de nome no RG para orgasmo), acontecimento fisiológico que aliviava os terríveis sintomas daquele mal. Com essa terapia no enredo e sem nunca descambar para o vulgar, o longa mistura elementos da comédia romântica hollywoodiana com um pouco do famoso humor inglês. De fato, somente britânicos conseguiriam realizar com tamanha seriedade e pompa sessões de masturbação, embora essas estejam sendo realizadas indubitavelmente pelo viés científico. Impossível não rir com toda a fleuma que rodeia o curioso tratamento oferecido às mulheres no consultório de Darlymple e Granville. 

 

Também é graças ao sucesso do novato Mortimer entre as senhoras que finalmente surge na história o grande protagonista, o vibrador. Com uma terrível tendinite em sua ágil mão direita, o jovem médico acidentalmente descobre um ótimo massageador no espanador elétrico que seu amigo rico e excêntrico Edmund, interpretado por Rupert Everett, tentava aprimorar. Esse pode ter sido um feliz incidente, pois um espanador elétrico certamente não teria atravessado os séculos fazendo tanto sucesso. O filme não se preocupa muito com verossimilhança quando se trata do comportamento de seus personagens, que são todos bastante descontraídos para a Inglaterra dos anos 1880. No entanto, é verdade que esse instrumento, um dos primeiros produtos a ser patenteados no mundo, teve sua origem em fins puramente medicinais


Você sente falta de um espanador eletrônico na sua vida? Ou até mesmo de um espanador comum?
[FONTE: Suze Reviews]

Apesar de todo mal que essa interpretação insana sobre a psiquê feminina causou naquela época, é sempre bom quando o cinema se apropria das piadas prontas que a história tratou de nos deixar. Mesmo com essa forcinha dos nossos antepassados, porém, esse não é um filme para rolar de rir. Mas ele tem, sim, seus méritos. Não assista a Histeria aguardando um filme que se aprofunde nos temas complexos nos quais se baseia. O feminismo, as sufragistas, o tratamento absurdo que recebiam mulheres que ousassem se manifestar mais incisivamente (e que muitas vezes terminava em uma grotesca e desnecessária histerectomia) e mesmo as evoluções científicas representadas no papel de Montgomery desaparecem como apareceram: de forma fugaz e rasa. No entanto, é interessante que os acontecimentos se desenrolem em um cenário tão diferente do que costumamos ver em comédias românticas. Além do mais, Histeria tem a qualidade de trazer à tona alguma reflexão sobre o papel da mulher na sociedade, mas de forma tão leve e bem humorada que mesmo o mais machão dos homens vai se pegar torcendo pelo time das meninas.


Homens da ciência compenetradíssimos na primeira sessão com o vibrador elétrico. 
[FONTE: Collider]

Quando se fala em diagnóstico baseado em questões sexuais é impossível não falar de Sigmund Freud. Embora o senso comum costume reduzir suas teorias ao desejo sexual reprimido por membros da própria família, os estudos do pai da psicanálise vão muito além disso e são uma leitura bastante complexa. Para quem se interessa pelo tema e quer entender essa obra, Ler Freud propõe uma aproximação com a obra do psicanalista, apresentando textos freudianos em ordem cronológica e situando-os no contexto da vida de Freud no momento de sua criação. Outra dica de leitura que tem tudo a ver com a história retratada no longa é Tratamento dos Transtornos do Desejo Sexual. O livro de Sandra R. Leiblum é organizado a partir de casos clínicos e traz abordagens de tratamentos efetivas para clientes com questões relacionadas ao sexo, sem enclausuramentos ou cirurgias desncessárias. ;)

Livrarias do mundo (também) virtual

0 26 fevereiro 2014 | 15:40

Falar sobre livros é falar sobre marcadores, estantes, bibliotecas, sebos e, é claro, livrarias. Qualquer amante de livros que se preze gosta, e muito, de conhecer esses espaços que nos aquecem com novas páginas e novas possibilidades de leituras. Os leitores viajantes vão concordar que sempre tem aquela livraria, ou aquelas, que é considerada um verdadeiro ponto turístico. É o caso da famosa Shakespeare & Company, em Paris. A livraria nascida em 1919 é pequena, mas charmosa, e foi frequentada por Hemingway, Scott Fitzgerald e James Joyce, que era amigo da proprietária, Sylvia Beach, que, por sua vez, editou pela primeira vez o romance Ulysses.

Como nunca viajamos o tanto que queremos, o Google resolveu dar aquela mãozinha tecnológica para nós. Com o Google Street View, ferramenta que mapeia o mundo todo, ou quase, é possível adentrar algumas das livrarias mais conhecidas do planeta. Por isso, juntamos neste post algumas sugestões de passeio virtual apenas para aguçar sua vontade. Quem sabe aquela livraria que você conheceu na última viagem não está disponível no serviço, não é mesmo? Para encontrar uma, basta colocar o nome ou endereço do local. As mais conhecidas podem ser buscadas só pelo nome. No entanto, para serem mapeadas por dentro, as livrarias, e qualquer estabelecimento, precisam antes solicitar ao Google. O serviço está disponível em 18 países

#1 La Central del MUHBA existe desde 2008 e fica dentro do Museu de História de Barcelona, na Espanha. São 150 metros quadrados e mais de 18 mil títulos. A livraria fica na Baixada de la Llibreteria, 7, 08002 Barcelona, Espanha.


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#2 Yaesu Book Center fica no coração de Tóquio, no Japão, e é uma livraria voltada para estrangeiros. Além de títulos em inglês e em japonês, é claro, reúne várias revistas importadas. O endereço, pode confiar, é esse: Japão, 東京都中央区八重洲2−5−1.


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# 3 Do outro lado do mundo, na Austrália, está a The Paperback Bookshop. Nascida nos anos 1960, ela fica, providencialmente, do lado de um café. O endereço é 60 Bourke St, Melbourne VIC 3000.


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#4 Buchhandlung Moritzplatz, livraria em Berlim, na Alemanha, é considerada uma das mais elegantes. O endereço é só copiar e colar: Prinzenstraße 85, 10969 Berlin, Alemanha.


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#5 Arundel Books foi fundada em 1984 como editora especializada em arte e poesia, mas três anos depois, começou a vender livros raros e fora de catálogo. Fica na 214 1st Ave S B-18, Seattle, WA, Estados Unidos.


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Ficou com vontade de viajar mais? Tem mais algumas livrarias neste texto e neste mundão afora. E se quiser uma dica de livro para procurar na próxima visita a livraria, conheça A Ciência da Leitura, uma obra que reúne importantes contribuições dos principais nomes do campo da pesquisa da leitura. Também disponível em e-book para quem pretende ficar só fazendo o tour virtual.

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