Por trás do crachá: Vinicius Pereira

2 21 agosto 2014 | 09:51

Sabe aquele livro que você adora? Ou aquele eBook sensacional, aplicativo superútil ou o Blackboard Learn que você usa em sala de aula? Para que eles existam, profissionais de várias áreas trabalham todos os dias até eles chegarem à sua mão – ou ao seu computador, tablet, celular e afins. Quer saber um pouco mais sobre quem faz uma empresa de Educação? Convidamos você a conhecer o Grupo A mais de perto, por trás do crachá!

Independente da sua preferência, verdade seja dita: Os eBooks chegaram para ficar! Não atoa, pois o formato possui diversos benefícios, principalmente para a educação. A lista de vantagens não se restringe ao espaço de uma biblioteca, acessibilidade de diversos pontos ou compartilhamento mais ágil de informações. Na lista estão também materiais exclusivos para os professores, além de aplicativos para sala de aula e conteúdo diferenciado da versão impressa. Para se ter uma ideia, algumas questões daquela prova para qual você tanto estudou podem ter vindo de um material especial aos professores que o autor do livro utilizado em sala de aula preparou enquanto escrevia a obra.

Pois todas essas demandas são atendidas por um setor singular aqui no Grupo A, o departamento de Pós-Produção Digital. Para entender um pouco melhor a área, pedimos ao Vinicius Pereira, produtor gráfico e digital no setor, nos contar um pouco do seu dia-a-dia. 

O que você faz no Grupo A?

Atualmente sou um dos responsáveis pela produção e publicação dos nossos e-books nas plataformas dos parceiros, como Google e Saraiva. Também respondo sobre questionamentos e possíveis problemas relacionados aos nossos e-books, sejam de clientes ou instituições/universidades parceiras.

Aqui no setor, somos os responsáveis pelo cadastro das informações dos produtos no site, o que engloba os materiais de apoio aos docentes, geralmente produzidos por aqui (Ex: apresentações em Power Point, quizzes e hotsites).

Qual a sua formação profissional e como ela se relaciona com suas atividades?

Sou graduado em marketing com uma veia na publicidade (técnico) e recentemente terminei minha especialização na área da comunicação, agora sou especialista em branding de conexão (relacionado ao gerenciamento de marcas/empresas nos ambientes online e off-line). Com relação ao marketing, pouca coisa. Apesar disso, tenho outros cursos que contribuíram para minha experiência e trajetória profissional aqui no Grupo A, como os cursos de Web Design e ePubs que influenciam diretamente no que eu faço.

Há quanto tempo está no Grupo A?

Dia 13 de outubro completarei 6 anos, incluindo os quase dois anos em que fui estagiário.

Com qual marca você mais se identifica no Grupo A?

Com toda certeza a Bookman, pois tem muitas publicações da minha área. Que eu tenha lido e gostado tem o “Fundamentos da Publicidade Criativa”, também dois da Série A o “Marketing” e o “Propaganda”. Mas tem outros dois que só não tive tempo ainda, pois antes desses tenho que ler outros que comprei, que são o “Brandsense” do Lindstrom, que fala de como os sentidos podem afetar nossas escolhas entre outras coisas e também o “Relevância de marca” do Aaker, que parece ótimo e é desse super autor.

Você tem algum momento marcante com o Grupo A?

Difícil de escolher, passei por coisas divertidas aqui. Particularmente, uma das coisas mais legais que participei, e que na última edição até organizei, foi a dança dos colaboradores na festa de final de ano aqui da empresa, inclusive gravada em vídeo.

Achei a iniciativa muito legal, porque além dos colaboradores se divertirem, acabam conhecendo e se aproximando de pessoas que não estão na sua rotina de trabalho. Em 2014, se tudo der certo, sairá a 4ª edição.

Um talento ou hobby que você esconde dos colegas

Não tenho nenhum talento especial, a única coisa que já fiz de diferente, que inclusive muitos por aqui já sabem, foram minhas aventuras como modelo.

8. O conhecimento transforma porque... te dá liberdade para ser, pensar e agir conforme a tua percepção das coisas, essas que já foram vividas por alguém ou até você mesmo. E aproveito para adicionar um clichê: “O conhecimento, seja ele sobre qualquer coisa, ninguém pode tirar, copiar ou roubar, é só seu, é único, basta explorar”.

De onde vem o cheiro dos livros?

0 20 agosto 2014 | 16:15

Há os que preferem os novinhos em folha, ainda não manipulados por terceiros, assim como tem quem goste mais dos antigos, com as marcas da história, já envelhecidos, mas ainda cheios de charme. Não importa se você é fã do perfume de novidade ou é do time que prefere a essência da antiguidade, quando se trata do maravilhoso aroma que emana das páginas dos livros, o sucesso é tanto que existe uma série de produtos que tentam emular essa adorada fragância. Se conseguem, não temos certeza, mas a pergunta que não quer calar: de onde vem esse cheiro? Das nossas melhores memórias e do nosso amor pela leitura? Também. Mas, em uma abordagem mais científica e menos romântica, o site Edudemic mostrou a química existente por trás desse bálsamo para o olfato. Pegue seu jaleco e acompanhe!


O viciante cheiro dos livros ataca sem ver idade: do vovô ao netinho.
[FONTE: The Smell of Books]

O aroma dos livros recém saídos do forno

Para algumas pessoas, é um prazer inenarrável abrir um livro assim que é adquirido. Se estiver no plástico, melhor ainda. Esse cheirinho é resultado da mistura das tintas, solventes e produtos químicos adesivos utilizados e dos tratamentos sofridos pelo papel. Hmmmm, delícia. O etileno acetato de vinil (copolímero que também é matéria prima do EVA, aquela espuma vinílica que é a grande estrela da lista de material escolar) é usado como uma emulsão adesiva para livros. O dímero de alquil ceteno (AKD) é utilizado para aumentar a resistência do papel à água. Ainda nessa mistureba, temos o peróxido de hidrogênio, responsável pela brancura das páginas, além de todos os petroquímicos que são utilizados como solventes de tinta. Os nomes são um pouco assustadores, mas não fique receoso: você não está sozinho na adoração dessa química maluca. Afinal, se formos colocar em termos técnicos, até o mais inocente cheirinho de pão saindo do forno ganha ares de ciência maluca.  


Olhe fixamente para essas páginas novinhas e tente não enfiar o nariz na tela. 
[FONTE: RN Educação]

Essência das antigas

Já os famigerados e adorados livros velhos têm outros elementos na composição de seu peculiar perfume: com o passar do tempo, a quebra da celulose dá origem a diversos compostos orgânicos. Vamos aos ingredientes dessa fragrância: vanilina, benzaldeído, etil benzeno, tolueno e 2-etil etanol. É uma biblioteca ou um laboratório? E o processo é ainda mais interessante: o aroma dos livros vai mudando com o passar do tempo graças aos compostos orgânicos voláteis, que, mesmo à temperatura ambiente, possuem alta pressão de vapor. Por isso, eles evaporam facilmente e entram na atmosfera. Os chamados COVs são os responsáveis pela maioria dos odores que encontramos por aí. 


Aroma de flores? Não, de livro velho mesmo, obrigada. 
[FONTE: Fiction Writers]

Vale lembrar que nenhum componente químico sozinho é responsável pelo cheiro dos livros. Essa essência que tantos amam é o resultado de todo o processo de fabricação e, após, do envelhecimento do exemplar. Ou seja, mesmo com toda essa explicação teórica, a mágica se mantém intacta: só mesmo os próprios livros são capazes de produzir e exalar seu famoso cheirinho. E, depois de fornecermos tantos ingredientes para essa miscelânea aromática, não podemos deixar de avisar: não vá tentar recriar essas fragrâncias em casa. Abra um livro e dê uma boa inspirada que fica tudo certo. ;)

Álcool: fonte de honestidade e descuido

0 19 agosto 2014 | 15:00

Quem nunca culpou o excesso de álcool por alguma bobagem que fez na noite anterior e depois se arrependeu? A pessoa dá telefonemas de madrugada, envia e-mails que não deveria ou dança por cima das mesas e depois põe a conta na tequila ou naquela última dose de vodca. Pois bem, uma nova pesquisa indica que os embriagados têm mais responsabilidade sobre seus atos do que alegam.

Na Universidade de Missouri, o professor Bruce Bartholow realizou testes para constatar que os ébrios sabem perfeitamente o que estão fazendo: eles apenas se importam menos. Ou seja, os bons drink nos fazem dizer e fazer o que queremos, sem pensar tanto nas consequências. A conclusão do estudo é que o álcool inibe a culpa, o remorso e a vergonha, mas não a capacidade de diferenciar certo e errado.


“Se eu não bebesse, como meus amigos saberiam que eu os amo às duas da manhã?”
[FONTE: Elite Daily

Para determinar o nível de consciência dos bêbados, o professor contou com 67 voluntários divididos entre três grupos. Um deles havia ingerido álcool, outro ingeriu um placebo e outro permaneceu de cara limpa. A partir daí, todos realizaram tarefas que visavam a medir o nível de reconhecimento de erro dos participantes. Realizando atividades no computador, as reações dos voluntários foram analisadas segundo seus padrões de atividade cerebral e também a partir de autoavaliações.

Os três grupos mostraram a mesma capacidade de entender que tinham errado uma resposta, mas apenas o que de fato ingeriu álcool não demonstrou preocupação alguma com isso. Enquanto os grupos do refrigerante e do placebo se mostravam consternados com os erros e exibiam maior esforço na pergunta seguinte para não cometer um novo erro, o grupo da água que passarinho não bebe seguia respondendo às questões com a mesma velocidade, desenvoltura e índice de falhas, ou seja: não estavam nem aí para o teste.


Tão bonitos e potencialmente perigosos
[FONTE: FatFeedFood

Para o professor Bartholow, a bebida torna as pessoas mais honestas e menos dispostas a restringir o que falam por medo das reações dos outros. Se por um lado, isso até pode parecer bom, é importante lembrar que a preocupação com as consequências é fundamental para garantir o bem-estar e a saúde. Enquanto sua versão embriagada se contentar em dar vexame no karaokê ou declarar seu amor por todos os amigos do Facebook, ninguém pode lhe julgar. Mas se o seu cérebro deixa de se importar com a sua segurança ou a dos outros, melhor buscar maneiras de prevenção ou de tratamento do alcoolismo. Como em tudo na vida, vale a regra do caminho do meio: sem excessos, com moderação.

Como os franceses viam o futuro

0 18 agosto 2014 | 13:08

Nós não somos Nostradamus, aquele velhinho barbudo que ficou mundialmente conhecido pela sua suposta capacidade de prever o futuro, mas adoramos o assunto. Por aqui, nós já falamos de pesquisas que mostram como nós, humanos, poderemos ser daqui a alguns anos – olhos esbugalhados e peles que mudam de cor –, e de produtos que prometem facilitar nossas vidas em pouco tempo. Também buscamos no passado algumas ideias e expectativas de como seria o nosso atual presente, os famosos anos 2000. Para a inspiração da semana de hoje, fomos ainda mais longe: para a França e para aos anos de 1899.


Você confiaria a sua barba ou o seu cabelo a uma máquina?
[FONTE: So Bad So Good]


Máquinas parecidas a essa imaginada pelos franceses já existem em algumas granjas

Há 115 anos, um grupo de artistas liderados por Jean-Marc Côté decidiu usar sua imagem e talento para prever como seria o estilo de vida dos cidadãos do século 21. Em uma série de ilustrações, podemos perceber que o futuro imaginado por esses franceses era muito mais divertido e curioso do que o atual. Algumas imagens, no entanto, ilustram bem alguns aspectos da nossa realidade, como nossos cérebros conectados à tecnologia – ainda que não literalmente – e máquinas de fazer café.


Fisicamente, não estamos totalmente conectados à tecnologia, mas metaforicamente...


Máquina de café já é uma realidade não só nas cafeterias e padarias, mas na casa das pessoas

Uma pena que ainda não podemos habitar o fundo mar sem morrer afogados e voar não apenas em aviões, mas com asas próprias para humanos. Com a ajuda do livro Cinco Mentes Para o Futuro, porém, podemos desenvolver as habilidades cognitivas que terão valor nos próximos anos e se preparar melhor para os dias que virão. Os reais, não os imaginados, é claro! Enquanto isso, fique com mais algumas imagens;)


Jogar cricket com os amigos no fundo do mar, quem nunca? 


Será que os carteiros iam preferir voar a andar? Sim ou com certeza?


O eterno sonho humano de voar com as próprias asas ainda não foi realizado

Universo masculino na telona

0 15 agosto 2014 | 15:06

Quem disse que o melhor parceiro para um filme é a pipoca? Aqui no BlogA, a gente acredita que cinema combina mesmo é com livro. Na seção Leia & Assista, publicamos dicas de cinema e de leitura para você aproveitar o final de semana.

Quando chegou aos cinemas, o título em português “O que os homens falam” parecia indicar se tratar de uma comédia romântica (algo na linha Do que as mulheres gostam, em versão masculina). Mas o filme espanhol dirigido por Cesc Gay e estrelado por gente como Javier Cámara e Ricardo Darín, passa longe dos estereótipos do romance. A bem da verdade, embora trate principalmente de relacionamentos, o longa tem pouco de romântico, buscando, muito mais, debater as alegrias e as dificuldades da vida a dois.


Depois de dez anos, amigos seguem conversando com a mesma sinceridade.
[FONTE: Posts temperados

O roteiro se estrutura a partir de cinco pequenas histórias que pouco se conectam. Temos o reencontro acidental de dois amigos que não se viam há dez anos; um homem que tenta, desajeitadamente, reatar com a ex-esposa; um marido traído que senta para conversar com seu rival; um recente pai que, no trabalho, busca um caso extraconjugal; e os diálogos que dois amigos levam com as esposas um do outro a caminho de uma festa. São vislumbres de muitas vidas, que, embora breves, nos trazem toda a complexidade do amadurecimento desses personagens, a maioria na casa dos 40 ou 50 anos.

Percebemos como esses homens estão vivendo momentos de reflexão sobre o que conquistaram e o que perderam até então, avaliando seus sonhos de juventude sob o peso da realidade construída e medindo o sucesso de seus relacionamentos e os erros e acertos nas apostas da vida. Eles estão na idade de pensar sobre O Ciclo da Vida Humana, já que, afinal, o tempo passa para todos, e as decisões que tomamos são, muitas vezes, mais definitivas do que gostaríamos.


O “outro” e o marido: uma conversa difícil no banco da praça
[FONTE: Cinema com recheio

O que os homens falam se mostra uma grata surpresa, colocando na tela a leveza e o riso que se esperariam do gênero, mas suscitando questionamentos que bem poderiam estar em algum intrincado filme cult francês. Como lidar com os medos da vida adulta? Como voltar atrás depois de uma má decisão? O que fazer diante da infidelidade? Quais os limites e até onde vai a cumplicidade entre amigos? Como todo bom roteiro, o longa não oferece respostas: seu papel é plantar a pulga atrás da orelha e desaparecer em um sutil fade out que convida o espectador a levar as perguntas para casa.


Um filme feito por homens, mas para homens e mulheres
[FONTE: Carta Capital

Ainda contribuem com o filme as competentes atuações de todo o elenco e a direção inteligente da câmera. Assim, nos sentimos, ao mesmo tempo, voyeurs e íntimos dos homens que ponderam sobre suas vidas na tela. No fim das contas, o título que parecia direcionar o público a outro tipo de filme é o mais sincero que se poderia ser: o longa de Cesc Gay é exatamente sobre o que os homens falam (e pensem e sentem). 

BlogA Entrevista: Alessandra Diehl e Neliana Buzi Figlie

0 14 agosto 2014 | 11:56

O uso excessivo de álcool e drogas é um problema sério na sociedade, pois prejudica o desenvolvimento de jovens, desestrutura famílias e isola o indivíduo de seu meio. O tratamento para o alcoolismo ou para a dependência química são procedimentos lentos e dolorosos, tanto para o usuário quanto para sua família e seu círculo social. Nem sempre, no entanto, são bem sucedidos. Por isso, a prevenção é essencial para que os problemas causados pelo uso de substâncias sejam eliminados antes mesmo de surgirem. O livro Prevenção ao Uso de Álcool e Drogas - O que cada um de nós pode e deve fazer? ataca a raiz do problema, discutindo possibilidades de prevenção junto a crianças, adolescentes e adultos e discutindo mitos e verdades sobre o tema. As autoras da obra, Alessandra Diehl e Neliana Buzi Figlie concederam uma entrevista esclarecedora ao BlogA sobre as questões que envolvem o alcoolismo e a dependência química. Confira!

Onde está o limite entre beber socialmente e alcoolismo?

Alessandra: Beber socialmente não está atrelado à necessidade premente de consumo: ocorre em episódios isolados, sem prejuízos sociais, familiares, laborais e físicos, e em um contexto de degustação do álcool. Já o alcoolismo, ou a síndrome de dependência ao álcool, como é chamado cientificamente, em geral tem uma instalação insidiosa e está atrelado a uma série de sinais e sintomas que tornam o consumo de bebidas alcoólicas muito prejudicial, tanto para a pessoa que consome quanto para o seu entorno familiar e social. Entre esses sinais está o extremo desejo de consumir bebidas alcoólicas, com necessidade e frequência cada vez maiores. Quando o indivíduo tenta parar de consumir, sente extremo desconforto físico, com náuseas, vômitos, tremores de membros superiores, sudorese, angústia, dificuldade para conciliar o sono e irritabilidade, o que faz com o que ele retome o uso. Tudo isso se torna uma grande bola de neve, e o indivíduo pode passar a negligenciar seu autocuidado, ficando mais agressivo ou distante nos cuidados com os filhos, por exemplo, e tendo outros prejuízos nas diversas esferas de sua vida.

Quais são as dicas que vocês dariam para os pais a respeito da prevenção ao uso de drogas e álcool?

Neliana: Atuando de modo a desenvolver a consciência crítica frente ao uso e trabalhando muito com análise de custo e beneficio, ou seja, expôr ao filho o que ele ganha e o que ele perde com o consumo de substâncias tóxicas, seja na área familiar ou escolar e em relação à saúde e à convivência social, entre outras. Um exemplo clássico é a fala do adolescente: “mas todo mundo usa”. Discutir com o jovem dados de levantamentos epidemiológicos em nossa população, como, por exemplo, o fato de quase 50% da população brasileira ser considerada abstemia ou a informação de que, em geral,  2% dos adolescentes brasileiros usam THC. Dados como esses já mostram que não é a maioria da população que usa essas substâncias, e isso nos dá argumentos para refletir sobre as amizades com as quais o jovem pode estar se envolvendo.

O uso de substâncias é algo presente em nossa vida – muitas vezes, dentro de casa –  e a decisão consciente e embasada em dados de realidade é a melhor alternativa. Quando falamos de prevenção, geralmente as pessoas associam com maconha, cocaína e crack. Mas se esquecem de substâncias que estão muito próximas ou dentro de casa, como álcool, cigarro, medicamentos, solventes e energéticos, que também são consideradas drogas de abuso.

Estabelecer uma relação de confiança é vital para que o diálogo possa acontecer. Lembrando que os pais estão na posição daqueles que precisam colocar limites. Um pai pode ser um amigo, mas um amigo nunca será um pai. Logo, antes de serem amigos, os pais precisam exercer o papel que lhes compete.

Como deve agir um jovem que percebe que um de seus amigos está abusando de álcool ou drogas?

Neliana: Primeiro e básico: falar! Falar sem medo de ser careta ou moralista. Estudos mostram que a influência dos pares (iguais no grupo) é poderosa para fazer com que o usuário se dê conta de sua situação.

Mas aqui também seguem outras dicas:

- dar informações sobre riscos;

- mostrar preocupação;

- se ele mentir, mostrar que percebe;

- saber ouvir;

- não acusar;

- procurar a melhor hora de conversar (não discutir sob efeito da substância); e

- identificar as áreas-problema.

Por fim, se você está disposto a ajudá-lo, é importante mostrar que o aceita como ele é, o que é uma demonstração sincera de afeto e amizade. No entanto, é importante estar atento aos seus limites: existem situações em que é necessário ajuda especializada.

Um verdadeiro amigo sabe estar presente, compreender, dar apoio, mas também estabelece limites, reconhece dificuldades e aponta caminhos para que a pessoa encontre as saídas.


Uma dica importante para os pais: para conscientizar seus filhos, utilize dados de pesquisa e mostre que o “todo mundo usa” não é tão verídico assim.
[Fonte: Saúde infantil]

De que forma se dá a prevenção com relação ao uso de drogas entre jovens e adolescentes?

Neliana: A prevenção deve ter como meta diminuir ou evitar os problemas causados pelas substâncias antes que eles surjam, oferecendo possibilidades de mudança efetivas na comunidade, ao estimular comportamentos e hábitos saudáveis. A prevenção promove a saúde e seu alcance é ampliado quando está alinhada a políticas públicas e utiliza estratégias redutoras de danos, uma vez que o público alvo desse tipo de intervenção não apresenta diagnóstico de síndrome da dependência de substâncias.

Uma estratégia preventiva conscientiza o público alvo, enfatizando a autoestima e a autoconfiança, trabalhando habilidades de resolução de problemas e necessidades definidas no contexto sóciocultural e contando com mobilização de recursos comunitários e redes sociais. Apesar de a decisão de experimentar uma substância psicoativas ser geralmente uma questão pessoal, com a exposição ao uso repetitivo, desenvolve-se a dependência, que é resultado de uma combinação complexa de fatores genéticos, fisiológicos e ambientais.

É muito difícil apontar exatamente quando uma pessoa se torna dependente de uma substância, independentemente do seu status legal. Há evidências de que a dependência não é um fenômeno claramente demarcado, mas que ela se desenvolve ao longo de um continuum que vai desde problemas iniciais, sem dependência significativa, até dependência grave, com consequências físicas, mentais e socioeconômicas.

O que é importante ressaltar é que o uso nocivo ou abusivo de drogas, por uma pessoa ou por um grupo, raramente é causado por um único fator. Trata-se da interação entre um grande número de condições e fatores individuais, sociais e ambientais, que colocam as pessoas em risco ou em proteção e que vão variar de comunidade para comunidade e de pessoa para pessoa. Nesse contexto, além de avaliar os fatores de risco e de proteção, se faz necessário avaliar as principais áreas da vida da pessoa (individual, pares, familiar, escolar, comunitário e sociedade) nas quais os fatores, sejam de risco ou de proteção, existirão. 

Quais são os sinais de que a ingestão de álcool está se tornando abusiva?

Alessandra: Antes de responder essa pergunta propriamente dita, gostaria de lembrar que a ingestão de bebida alcoólica não é recomendada para crianças e adolescentes e, quanto mais tardia for a iniciação no consumo de álcool, menores são as chances de surgirem problemas em decorrência desse uso. Também vale lembrar que o cérebro humano só está completamente amadurecido aos 25 anos de idade. Portanto, o consumo de álcool em tenra idade pode significar dano cerebral precoce. Assim, recomenda-se a ingestão de bebidas alcoólicas apenas ao indivíduo em fase adulta e em um contexto de celebração, degustação e brinde. Um cenário bem diferente do imaginário popular, que define o álcool como parte integrante das refeições, como um alimento ou tão necessário quanto. O uso abusivo pode ser identificado quando a frequência do consumo for aumentando ao longo da semana e, sobretudo, quando surgem prejuízos associados ao esse consumo, tais como a ausência no trabalho, beber e dirigir intoxicado e colidir o carro, piora de quadros clínicos preexistentes – como hipertensão arterial sistêmica ou diabetes – por conta do consumo de bebidas alcoólicas e ficar intoxicado a ponto de se expor ao sexo desprotegido.

Onde buscar ajuda para deixar a dependência?

Alessandra: A ajuda pode ser encontrada em centros de atenção psicossocial em álcool e drogas (CAPS-AD), psicólogos, psiquiatras e conselheiros especializados nessa área de atuação e ambulatórios de saúde  mental e também por meio de grupos de mútua ajuda, como o  Alcóolicos Anônimos ( AA), e para familiares, como o Amor Exigente, o Alanon e o Alateen. A internação está, em geral, reservada para casos que não tiveram sucesso com o tratamento ambulatorial ou para situações de alta vulnerabilidade social e psíquica.


Beber socialmente, especialmente em celebrações, é diferente de dependência química. Saiba identificar o comportamento abusivo.  
[Fonte: Saint Louis College of Pharmacy]

Como as políticas públicas podem ajudar na promoção da prevenção ao uso de álcool, tabaco e outras drogas?

Alessandra: As políticas públicas têm um papel importantíssimo na medida em que são ações que visam a somar estratégias de ambiente principalmente universal, integrando-se a outras praticas igualmente necessárias para que a prevenção, de fato, aconteça. Em outras palavras, podemos dizer que as políticas públicas englobam macrorresponsabilidades, tais como as de traçar leis que regulamentam a venda, o consumo e a publicidade de álcool e tabaco nos países (sobretudo fiscalizar as leis e normativas existentes), as de implementar o acesso a atividades de promoção de saúde e de integração com as escolas e oportunizar a habitação e o lazer necessários ao desenvolvimento saudável de crianças, adolescentes e suas famílias, bem como oferecer tratamento para populações que já adoeceram por conta do consumo de substâncias psicoativas.

BlogA Indica: 4 valores para repensar o desenvolvimento de softwares

0 13 agosto 2014 | 13:46

Quem nunca ouviu o ditado: Programe ou será programado? Pois a ideia chegou até as empresas que através de seus pedidos de software impuseram uma determinada 'velocidade' ao mercado. Com contexto fica fácil entender por que a agilidade ganhou importância no desenvolvimento de softwares. Não é à toa que, em 2001, surgiu o Manifesto Ágil, com uma lista de 12 princípios a serem considerados. Todos embasados em quatro valores que você pode conhecer no BlogA Indica desta semana.

#Mais indivíduos e interação, menos processos e ferramentas

A importância de processos e ferramentas é clara, basta perceber o esforço dedicado à aprimoração de ambos no decorrer do tempo. Porém, ainda são as pessoas que desenvolvem softwares, e, por isso, uma comunicação efetiva é essencial. Muitas vezes, uma conversa de dois minutos pode substituir quinze minutos de leitura de um relatório, assim como a meia hora necessária para fazê-lo. Quando houver conflito, priorize o lado humano, para maximizar as chances de melhores resultados.


[Foto via softwarelivre]

#Mais software em funcionamento, menos documentação abrangente

No inicio da engenharia de software, muito do conhecimento estava registrado apenas na mente dos profissionais. Dessa situação nasceu a necessidade de documentar tudo o que pudesse ser utilizado posteriormente, logo começaram a surgir cargos dedicados exclusivamente à documentação, e não mais à programação. A reflexão desse valor fica na importancia de pensar o que documentar e quando documentar, pois isso pode encarecer desnecessariamente o trabalho contratado e até atrasá-lo.


[Foto via Transnet Ning]

#Mais colaboração com o cliente, menos negociação de contratos

Desenvolvimento de software é um processo de aprendizado constante. Muito do que o software vai se tornar é compreendido apenas durante seu desenvolvimento. O problema é que isso normalmente esbarra nas proteções estabelecidas por contratado e contratante em seus contratos, levando diversos projetos ao fracasso. Estas dificuldades são inevitáveis, por isso, o ideal seria criar pontos de controle para que a relação entre as duas partes não se desgaste. Assim, em determinadas fases, conviria discutir se os interesses estão ou não alinhados, e eliminar quaisquer divergências do que se pensou inicialmente sobre aquele pedido.


[Foto via webcarioca]

#Responder mais as mudanças, seguir menos o plano

Entendido o valor anterior, fica mais fácil compreender porque os planos precisam constantemente ser revistos. Como são confeccionados antes do desenvolvimento começar, ou seja, quando menos se tem informações, é muito difícil criar um plano inalterável. Resistir a essas mudanças pela preservação de prazos ou demais processos que dependem desse planejamento coloca em risco o principal motivo pelo qual o cliente procurou o programador: a eficácia do software.

Se você busca conhecer mais sobre o assunto, ou mesmo se aprimorar em sua função atual, fica a dica: Métodos Ágeis Para o Desenvolvimento de Software, lançado pela Bookman Editora, reúne a visão de 23 profissionais de todo o país, agregando em uma única obra conhecimentos e experiências sobre o tema, de projetos pequenos a grandes, dos simples aos complexos, de empresas públicas às privadas.

É das legais que eles gostam mais

0 12 agosto 2014 | 14:51

Loiras, morenas ou ruivas, é das mulheres legais que eles gostam mais. Quem diz são os pesquisadores da Universidade de Rochester, da Universidade de Illinois em Urbana-Champaign e do Centro Interdisciplinar (IDC) de Herzliya, em Israel. Segundo a Newsweek, o estudo publicado recentemente no boletim de personalidade e psicologia social mostrou que os homens se sentem atraídos por mulheres aparentemente legais, mas a recíproca não é verdadeira. Para entender melhor porque a aparente gentileza ou bondade de uma estranha é um afrodisíaco para os homens e não para mulheres, os pesquisadores recrutaram cerca de 100 estudantes heterossexuais de uma universidade israelense.

O estudo examinou o interesse sexual e os sentimentos dos participantes sobre a possibilidade de ter um namoro sério com o outro, como essas percepções se relacionam com seus traços de personalidade e também com o que os pesquisadores chamaram de responsividade. Essa capacidade de resposta nada mais é do que a vontade, por vezes inconsciente, de agradar ao outro, alguém com quem se deseja ter uma relação afetiva. Resumindo, ser legal.


O homem acha atraente uma mulher legal, a mulher acha… não sabemos
[FONTE: Texila American University]

Na primeira parte, os alunos foram emparelhados aleatoriamente com voluntário do sexo oposto em um ambiente de laboratório. Um deles deveria compartilhar rapidamente uma história de dificuldade recente para que o temporário casal falasse a respeito disso por cerca de cinco minutos. Nessa etapa, os pesquisadores descobriram que as mulheres identificadas pelos homens como responsivas eram, na opinião deles, "mais femininas e mais atraentes." Por outro lado, as mulheres não necessariamente percebiam um homem legal como mais masculino ou como mais atraente. Além disso, quando elas percebiam o parceiro como responsivo, muitas se sentiam menos atraídas.

Intrigados com essa distinção, os pesquisadores foram além e o segundo estudo exigiu que os participantes interagissem online com voluntários treinados para seguir um roteiro predefinido: alguns eram responsivos e outros não mostravam empatia. O objetivo aqui era remover os elementos potencialmente confusos da interação ao vivo, sorrisos e gestos, a questão física, para ver o quanto os estudantes poderiam isolar o fator responsividade, o quanto ele interfere, ou não, no interesse entre duas pessoas. Mais uma vez, os homens do estudo balançaram pelas mulheres legais, enquanto as mulheres não achavam desejáveis os homens com essas mesmas características.


Mesmo sem vê-las, as mulheres legais chamaram mais atenção dos homens
[FONTE: Infonews]

A terceira e última fase apresentada procurou testar especificamente se a "capacidade de resposta" era motivadora também da excitação sexual. Para isso, eles replicaram a segunda etapa da pesquisa, mas dessa vez ao vivo. As mulheres que já haviam sido consideradas legais pelos homens foram caracterizadas como sexualmente atraentes, o que elevou o desejo deles de ter um relacionamento com elas. O mesmo, de novo, não foi possível de verificar com as mulheres: seus resultados não indicavam um padrão sequer.

As estudantes do sexo feminino, segundo os pesquisadores, podem perceber uma pessoa responsiva como inadequadamente agradável e manipuladora, ou seja, que tenta obter favores sexuais, ou ainda ansioso para agradá-las, talvez até desesperados, e, portanto, menos atraentes. Por vezes, elas viam o homem sensível como vulnerável e menos dominante.

Se, por um lado, o estudo mostra que o caminho do homem para uma relacionamento com outro uma mulher é mais direto e cadenciado - um papo legal, uma atração física e uma empatia -, as mulheres, assim como o amor, permanecem um verdadeiro labirinto. E a questão sobre o que as mulheres querem continua em aberto… Mistério!

O amor em três tempos

1 10 agosto 2014 | 20:47

No último domingo foi dia dos pais, e nós aqui do Blog A não poderíamos deixar a data passar em branco. Se tem algo indubitavelmente inspirador, é um amor que atravessa gerações. E tem representante maior desse tipo do que aquele afeto que literalmente as trespassa, passando de pai para filho? Hoje vamos reverberar um pouquinho o carinho sentido nessa data (e a saudade, para algumas pessoas) e começar a semana com belas imagens de pais e filhos, em diferentes momentos dessa relação tão especial.

#1 O verdadeiro amor à primeira vista

O primeiro encontro entre pai e filho, geralmente depois de muita espera, é sempre um momento marcante. O blog UPSOCL fez uma coletânea de imagens de progenitores olhando pela primeira vez para o rostinho de seus rebentos. E esse é um momento marcado por duas estreias: o nascimento do primeiro filho é também o nascimento do pai. Seja Bem-Vindo! é um livro que manda essa mensagem não apenas para o bebê, mas para os papais de primeira viagem (ou de segunda, por que não?). Que sejam bem vindas essas novas vidas, como sem dúvida foram as retratadas nas imagens abaixo.


Espelho, espelho meu: existe alguém mais bobo do que eu?
[FONTE: UPSOCL]


A expressão do pai diz tudo ao não dizer nada: conhecer o filho parece mesmo ser uma sensação difícil de definir. 
[FONTE: UPSOCL]


A criança mal nasceu e o pai babão já está ligando para a agenda inteira, contando vantagem sobre o pimpolho. 
[FONTE: UPSOCL]

#2 O amor nas pequenas coisas

Enquanto a paixão é marcada por eventos grandiosos, dizem que o verdadeiro amor sobrevive à rotina e à simplicidade do cotidiano. E essa não é a própria definição da vida em família? A fotógrafa Kristen Schmid criou a série Father to Son em homenagem a seu marido e a seu filho. Enquanto seu esposo aprendia a ser pai, Kristen entendia, por meio de sua fotografia, a cumplicidade única que se criava entre a dupla. O objetivo de seu trabalho era mostrar ao mundo como se sentem pai e filho no desenrolar dessa intensa relação. Achamos que a missão foi cumprida. 


Ensinando o valor do trabalho desde cedo.
[FONTE: Kristen Schmid]


Qualquer semelhança é mera convivência.
[FONTE: Kristen Schmid]


Grandes lições de vida também passam por pequenos momentos.
[FONTE: Kristen Schmid]

#3 O amor que nem o tempo destrói

Como tudo na vida é cíclico, muitos acreditam que um dia nos tornaremos pais dos nossos pais. Mas isso diz respeito ao cuidado e à preocupação com seu bem estar. Afinal, a sabedoria de nossos “coroas” continua lá, firme e forte, e eles sempre terão algo para nos ensinar, mesmo que apenas com sua presença. O fotógrafo Philip Toledano criou a série Days with my father (Dias com meu pai), originalmente publicada em um blog, para retratar, com sensibilidade e bom humor, os últimos anos de vida de seu pai, já bem idoso e com alguns sintomas de demência. As imagens são um retrato honesto e tocante sobre o envelhecimento e também sobre o afeto de um filho por seu pai.


De acordo com Philip, mesmo aos 98 anos, seu pai ainda fazia graça para as fotos.
[FONTE: Days with my father]


Momento comovente: nessa imagem, o pai de Philip se olha no espelho e se assusta com a sua imagem. No entanto, após pedir ao filho para que tingisse seus cabelos, voltou a sair na rua com confiança. 
[FONTE: Days with my father]


Uma vida recheada de afeto é quando temos a chance de pegar nos braços aquele que um dia nos carregou.
[FONTE: Days with my father]

Se tem algo que marca para sempre, é o carinho e o cuidado que recebemos de quem nos criou, e aí incluímos também os avós, os pais emprestados, os pais que também são mães e as mães que também são pais (os famosos “pães”). Afinal, nem sempre a paternidade fala sobre genética. Pai é quem cria, pai é quem ensina, pai é quem ama. E, principalmente, quem a gente ama de volta e homenageia todo segundo domingo de agosto. =)

Apenas um sonho de vida

1 8 agosto 2014 | 12:19

Quem disse que o melhor parceiro para um filme é a pipoca? Aqui no BlogA, a gente acredita que cinema combina mesmo é com livro. Na seção Leia & Assista, publicamos dicas de cinema e de leitura para você aproveitar o final de semana.

Quando um filme é baseado em uma história real, ele costuma tocar mais fundo no coração, não é? Quando sabemos que tudo aquilo na tela aconteceu de verdade com uma pessoa que existe (ou existiu), é mais fácil se identificar com os personagens e sentir suas emoções. É o caso de Apenas uma chance, longa que retrata a vida de Paul Potts, um britânico apaixonado por ópera que enfrenta o bullying, a timidez e a falta de incentivo para correr atrás de seu sonho de se tornar um cantor.


Paul (direita) e seu fiel escudeiro na loja de celulares onde trabalham
[FONTE: Mirror

Desde criança, Paul impressionava no coral da igreja por sua voz potente. Mas é claro que ser diferente lhe rendia implicâncias na escola e mesmo dentro de casa: seu pai, endurecido pelas dificuldades da vida e pelo emprego pesado em mineração, nunca entendeu a vocação do filho. Mas o menino encontrava na mãe uma aliada e conseguiu manter vivo o sonho artístico até a vida adulta.

O empurrão definitivo para assumir riscos veio da “namorada” de Paul. As aspas se explicam: Paul e Julie viviam um romance virtual e, na única vez que se viram, ela exigiu que ele fosse a Veneza estudar canto na escola idealizada por Luciano Pavarotti. A conversa surtiu efeito: o tímido tenor se inscreveu em um show de talentos, ganhou um prêmio em dinheiro e se mudou para a Itália. Tudo parecia correr lindamente até que um novo baque desestrutura a vida do quase artista. Para evitar o spoiler, vamos apenas dizer que a carreira que parecia promissora foi por água abaixo...

Voltamos à Inglaterra, onde Paul está novamente em seu emprego de vendedor de celulares e a namorada convertida em esposa. Sem muitas perspectivas, o desânimo vai tomando conta do casal, até que um espetáculo amador surge para sacudir a vida de Paul. Ele assume o papel principal na ópera Radamés, mas antes de que rufem os tambores, adiantamos que uma nova tragédia cai sobre a vida do cantor e chega a colocar em risco a sua voz, ferramenta do corpo mais que importante para todos nós, ainda mais para ele.


O cantor seduz a namorada virtual no mundo real
[FONTE: The movie and me

Azar, timidez, problemas de saúde: tudo parece fadado a impedir o sonho de Paul. E, do fundo do poço, Julie descobre uma última chance no programa Britain’s Got Talent, o show de calouros que busca novos talentos mundo afora. Agora sim, vale um spoiler: Paul foi uma daquelas pessoas que subiu no palco causando risos na plateia - ninguém dava nada pelo gordinho desajeitado e inexpressivo - e saiu sob aplausos e assobios. Se você não viu na época, a gente relembra agora: 

Daí em diante, as coisas finalmente deslancharam. Mas entendemos que o título do filme está longe da realidade: Paul teve várias chances de perseguir seu sonho. O importante é que ele aproveitou todas elas, dando sempre o melhor de si, como se fosse, realmente, a única oportunidade de se realizar. Foi apenas graças a isso que ele construiu seu sucesso pisando sobre todos os pequenos fracassos do caminho.

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