Dançando os males para longe

0 15 setembro 2014 | 12:40

A dança é uma das formas de expressão mais antigas da humanidade. Já dançamos para a natureza, pedindo comida e bons ventos, já dançamos pela chuva e até em rituais sagrados, nos quais dançávamos para os deuses. Na Idade Média, a dança, como quase toda a prática que utilizasse o corpo como instrumento, foi banida. Após, no Renascimento, voltamos a bailar, cada vez com mais classe e técnica. Atualmente, a dança pode ser diversão, sedução ou até mesmo libertação. Nossa inspiração hoje traz esses movimentos ritmados que trazem tanto da natureza humana e que são capazes de expressar tantos sentimentos. Dance! E dance como se ninguém estivesse olhando. ;)

#1 Bailando na cidade

A série Dance (Dança),  do fotógrafo norte-americano Cole Barash traz algumas de suas características mais marcantes: o equilíbrio entre paixão e precisão e a intensidade das imagens. O instante congelado é estático, mas ao observar as imagens, não temos dúvida: a modelo está dançando. E com gosto!


O contraste entre a leveza e o movimento da dançarina. 
[FONTE: Cole Barash]


Na dança, o corpo é etéreo.
[FONTE: Cole Barash]


A janela dos contrastes. 
[FONTE: Cole Barash]

#2 O corpo e o pó

Dust and Dance (Poeira e Dança) é uma interessante série de imagens propostas por Thomas David. Nela, o fotógrafo dá um banho de talco em dançarinos antes de fotografá-los em sua performance. Dessa forma, o pó torna-se uma extensão do bailarino, dando prosseguimento aos movimentos executados por seu corpo. No making of, o trabalho parece muito simples, mas transformar um pequeno instante em uma bela fotografia exige muita técnica e a busca da exposição perfeita


Um pequeno gesto, uma grande foto. 
[FONTE: Thomas David]


Pó, cabelos e corpo na composição da imagem fazem com que ela quase se mova diante de nossos olhos.
[FONTE: Thomas David]


Efeitos especiais? Dispensamos. 
[FONTE: Thomas David]

#3 O corpo líquido

Famoso por suas esculturas com água, o fotógrafo japonês Shinichi Maruyama resolveu liquefazer o corpo humano em sua série sobre dança. Nude (Nu) traz a composição de imagens de dançarinos fotografados durante sua performance, criando belos desenhos feito por seus corpos. Para chegar a esse resultado Maruyama utilizou cerca de 10.000 cliques, em sequencias de 2 mil por segundo, na composição de cada fotografia. Da união entre tecnologia e técnica fotográfica temos um conjunto de imagens de tirar o fôlego. 


O mais interessante é que quase conseguimos visualizar a coreografia que originou a imagem.
[FONTE: Shinichi Maruyama]


Alguém mais enxerga dois bailarinos nessa foto?
[FONTE: Shinichi Maruyama]


Com tantos rodopios, confessamos que ficamos cansados só de olhar. 
[FONTE: Shinichi Maruyama]

E aí? O leitor se animou a dar uma dançadinha para dar um up nessa segunda-feira? 

A beleza de antigamente serve hoje?

0 8 setembro 2014 | 10:58

O tempo é capaz de mudar tudo: de crenças científicas a conceitos culturais, passando por costumes sociais e hábitos cotidianos. As noções de estética sobre o que é belo e atraente não poderiam ficar de fora desse eterno ciclo de transformações. Hoje, selecionamos no site So Bad So Good fotos de mulheres que, em seu tempo, eram consideradas grandes beldades. Detalhe: todas elas estão no que eram consideradas poses sensuais, ainda que discretas, o nosso atual “sexy sem ser vulgar”.


Uma fantasia de cupido para conquistar os corações


Pernas de fora, mas um decote bem coberto

Lá por 1890, um decote mais profundo ou uma saia mais curta poderiam ser motivo de escândalo. Estas fotos estavam no limite do aceitável para a época: as roupas escondiam um tanto do corpo, mas buscavam valorizar o lado feminino e sedutor das moças. Para os nossos padrões atuais, muitas delas beiram o ridículo, mas quem não garante que os calendários que hoje vemos em postos de gasolina não vão causar a mesma sensação de vergonha no futuro?


Aprecie o toque especial da cartola


Quem explica? A gente nem vai tentar

Acreditamos que a beleza está mesmo nos olhos de quem vê, mas é preciso compreender que a noção de bonito de um tempo está atrelada aos valores culturais de cada época e de cada povo. Na obra Estética, o autor Daniel Herwitz traz um novo insight sobre gosto, experiência e juízo estéticos e, até mesmo, definição de arte. Se não ajuda a explicar a fantasia de cavalo acima, pelo menos esclarece os fatores subjetivos da avaliação da aparência.


Uma moça comportada toda trabalhada na transparência


Mais um cupido para deixar claro o objetivo do book fotográfico

Ficou impressionado com a diversidade de um conceito tão amplamente discutido como a beleza? Compartilhe conosco suas impressões. Exemplos de mudanças de padrões não faltam. Afinal, mesmo um ícone do sex appeal como Marilyn Monroe causa até hoje discussões sobre possível excesso de peso. Vai entender… Ao fim, a melhor política é sempre o bom e velho “seja você mesmo” ;)

Andando por aí

0 1 setembro 2014 | 15:00

Steve McCurry nasceu nos Estados Unidos em 1950 e você provavelmente o conhece pelo retrato da garota afegâ de incríveis olhos verdes que se tornou capa da revista National Geographic, com a qual ele colabora. Mas, como era de se esperar, a longa carreira do fotojornalista não se resume à sua mais célebre imagem. Steve continua fotografando regularmente e é famoso por cobrir jornalisticamente conflitos armados. Hoje, vamos mostrar um pouco da série chamada Step by Step, na qual ele retrata pessoas caminhando ao redor do mundo. Além de fazer uma viagem por diferentes paisagens ao redor do globo, a série de andarilhos nos mostra um pouco da cultura de cada país. Todas as imagens foram retiradas de seu blog pessoal.


Um pouquinho mais distância e não saberíamos mais o que é homem e o que é montanha no Afeganistão.


Cada país tem seus caminhantes em particular. Pode ter sido um momento raro, mas agora lembraremos carinhosamente de Bangladesh como o país em que se caminha como um grupo de frevo. <3


E essa linha de bonde encurtando as distâncias entre Brasil e Bangladesh? É quase como se essa imagem desse continuidade à paisagem retratada na foto anterior. 


A paisagem do Camboja, para quem não está habituado ao local, é quase de sonho. E aqui não temos uma linha mestra para os caminhantes, não é?


O anúncio está prestes a esmagar a caminhante dos Estados Unidos. Que bela metáfora da vida real, hein?

Quando jovem, Steve sonhava com estudar cinema, mas, pelos caminhos tortuosos da vida, acabou se formando em dramaturgia. Por vias ainda mais inesperadas, foi parar na fotografia, quando ganhou um emprego no jornal The Daily Collegian. Quase por acaso, ele descobria sua verdadeira vocação, e o mundo ganhava um dos maiores fotógrafos contemporâneos. Uma das características mais marcantes de seu trabalho, é a sua visão única. Afinal, para compor uma grande foto, é preciso não apenas saber o que é relevante para o fato histórico divulgado, mas também o que é particular de cada cultura, de cada povo. É isso que torna suas imagens singulares.


No Nepal, o jovem se protege da chuva com uma grande folha e nos lembra os fantásticos insetos da série do jardim. É uma relação muito íntima com a natureza, que a cidade perdeu um pouco. 


No Paquistão, devido ao traje típico, por um momento, não conseguimos distinguir que é uma mulher carregando uma máquina de costura. 


Essa paisagem surrealista fica mais perto do que podemos imaginar: no Paraguai. 


Para se achar nessas ruas sem identificação, apenas passando sete anos no Tibete. ;). 


No Vietnã, o casal segue rumo ao horizonte, uma perspectiva bem rara para quem vive na cidade. 

“Walking... is how the body measures itself against the earth” (algo como: é caminhando que o corpo se mensura com relação a terra, em tradução livre) é a frase que define a série de Steve, de acordo com o próprio fotógrafo. Retirada do livro Wanderlust: A History of Walking, de Rebecca Solnit, ela nos faz pensar em como o andar define o ser humano, desde que éramos nômades ou mal nos colocávamos em pé. É caminhando que podemos sentir toda a nossa essência e explorar  o ambiente exatamente como fizeram nossos ancestrais quando sentiram os dois pés no chão e saíram por aí. E você? Qual a última vez que caminhou e prestou atenção na paisagem que te acompanhava?

Bom humor para vestir

0 25 agosto 2014 | 11:59

Tem quem defenda que o estilo de se vestir diz muito a respeito da nossa personalidade. Talvez isso seja verdade, mas nós temos certeza de que existem algumas camisetas capazes de se manifestar de forma bastante direta sobre pensamentos e sentimentos. Com muito bom humor e diversas frases engraçadinhas, hoje apresentamos uma coletânea de camisetas que têm muito a dizer. Fica apenas um alerta: talvez você queira sair comprando todas.


Desculpe, não posso: tenho planos com meu gato
[FONTE: So Bad So Good]


Por favor, não me faça fazer coisas
[FONTE: So Bad So Good]


Quando a vida me derruba, eu geralmente fico ali e tiro uma soneca
[FONTE: So Bad So Good]

Usar roupas com frases pode ser especialmente útil naqueles dias em que acordamos sem nenhuma vontade de se comunicar com o mundo. Esse é o mote das camisetas listadas pelo site So Bad So Good: elas são perfeitas para manhãs de ressaca, momentos de preguiça e indiretas em geral. O mais legal é que, ao invés de passar por antipático ao pedir para ser deixado em paz, você sai com cara de bem humorado e descolado. Adoramos!


Impossível sair da cama. Mande ajuda. Ou waffles. Apenas waffles.
[FONTE: So Bad So Good]


Ah, pois é…
[FONTE: Brutal Camisetas]

Em terras tupiniquins, também há estilistas especializados em personalização de roupas. É o caso do ex-publicitário Eduardo Egs, que hoje se dedica a duas marcas próprias de camisetas, a Brutal e a Letal. A fabricação das peças começou quase como brincadeira, mas logo se transformou em coisa séria e o design de estamparia passou a ser a principal atividade de Eduardo.


Saia na rua com essa e quem sabe você não ganha uns conselhos por aí?
[FONTE: Brutal Camisetas]


Quem tem mais de 25 anos vai saber de quem é a música
[FONTE: Brutal Camisetas]


Como não se solidarizar?
[FONTE: Letal Camisetas]

Enquanto a Brutal se inspira na cultura pop dos anos 90 e na sabedoria do povo, a Letal é totalmente ao gosto do freguês. Você diz o que deseja ter escrito na camiseta e o designer faz a peça artesanalmente. Assim, o que era apenas um artigo de vestuário se transforma em obra coletiva :)


Todos estamos, meu amigo, todos estamos
[FONTE: Letal Camisetas]


Cada um com sua vocação na vida
[FONTE: Letal Camisetas]


Para comentar com outra frase de camiseta: quem nunca?
[FONTE: Brutal Camisetas]

E então, ficou inspirado para fazer suas próprias camisetas? Conte para a gente nos comentários o que você escreveria no peito ou mande uma foto da sua peça feita em casa. Se aprendemos algo hoje, é que basta um pincel e um pouco de tinta para tecidos para ter um artigo único, exclusivo e com a sua cara!

Como os franceses viam o futuro

0 18 agosto 2014 | 13:08

Nós não somos Nostradamus, aquele velhinho barbudo que ficou mundialmente conhecido pela sua suposta capacidade de prever o futuro, mas adoramos o assunto. Por aqui, nós já falamos de pesquisas que mostram como nós, humanos, poderemos ser daqui a alguns anos – olhos esbugalhados e peles que mudam de cor –, e de produtos que prometem facilitar nossas vidas em pouco tempo. Também buscamos no passado algumas ideias e expectativas de como seria o nosso atual presente, os famosos anos 2000. Para a inspiração da semana de hoje, fomos ainda mais longe: para a França e para aos anos de 1899.


Você confiaria a sua barba ou o seu cabelo a uma máquina?
[FONTE: So Bad So Good]


Máquinas parecidas a essa imaginada pelos franceses já existem em algumas granjas

Há 115 anos, um grupo de artistas liderados por Jean-Marc Côté decidiu usar sua imagem e talento para prever como seria o estilo de vida dos cidadãos do século 21. Em uma série de ilustrações, podemos perceber que o futuro imaginado por esses franceses era muito mais divertido e curioso do que o atual. Algumas imagens, no entanto, ilustram bem alguns aspectos da nossa realidade, como nossos cérebros conectados à tecnologia – ainda que não literalmente – e máquinas de fazer café.


Fisicamente, não estamos totalmente conectados à tecnologia, mas metaforicamente...


Máquina de café já é uma realidade não só nas cafeterias e padarias, mas na casa das pessoas

Uma pena que ainda não podemos habitar o fundo mar sem morrer afogados e voar não apenas em aviões, mas com asas próprias para humanos. Com a ajuda do livro Cinco Mentes Para o Futuro, porém, podemos desenvolver as habilidades cognitivas que terão valor nos próximos anos e se preparar melhor para os dias que virão. Os reais, não os imaginados, é claro! Enquanto isso, fique com mais algumas imagens;)


Jogar cricket com os amigos no fundo do mar, quem nunca? 


Será que os carteiros iam preferir voar a andar? Sim ou com certeza?


O eterno sonho humano de voar com as próprias asas ainda não foi realizado

O amor em três tempos

1 10 agosto 2014 | 20:47

No último domingo foi dia dos pais, e nós aqui do Blog A não poderíamos deixar a data passar em branco. Se tem algo indubitavelmente inspirador, é um amor que atravessa gerações. E tem representante maior desse tipo do que aquele afeto que literalmente as trespassa, passando de pai para filho? Hoje vamos reverberar um pouquinho o carinho sentido nessa data (e a saudade, para algumas pessoas) e começar a semana com belas imagens de pais e filhos, em diferentes momentos dessa relação tão especial.

#1 O verdadeiro amor à primeira vista

O primeiro encontro entre pai e filho, geralmente depois de muita espera, é sempre um momento marcante. O blog UPSOCL fez uma coletânea de imagens de progenitores olhando pela primeira vez para o rostinho de seus rebentos. E esse é um momento marcado por duas estreias: o nascimento do primeiro filho é também o nascimento do pai. Seja Bem-Vindo! é um livro que manda essa mensagem não apenas para o bebê, mas para os papais de primeira viagem (ou de segunda, por que não?). Que sejam bem vindas essas novas vidas, como sem dúvida foram as retratadas nas imagens abaixo.


Espelho, espelho meu: existe alguém mais bobo do que eu?
[FONTE: UPSOCL]


A expressão do pai diz tudo ao não dizer nada: conhecer o filho parece mesmo ser uma sensação difícil de definir. 
[FONTE: UPSOCL]


A criança mal nasceu e o pai babão já está ligando para a agenda inteira, contando vantagem sobre o pimpolho. 
[FONTE: UPSOCL]

#2 O amor nas pequenas coisas

Enquanto a paixão é marcada por eventos grandiosos, dizem que o verdadeiro amor sobrevive à rotina e à simplicidade do cotidiano. E essa não é a própria definição da vida em família? A fotógrafa Kristen Schmid criou a série Father to Son em homenagem a seu marido e a seu filho. Enquanto seu esposo aprendia a ser pai, Kristen entendia, por meio de sua fotografia, a cumplicidade única que se criava entre a dupla. O objetivo de seu trabalho era mostrar ao mundo como se sentem pai e filho no desenrolar dessa intensa relação. Achamos que a missão foi cumprida. 


Ensinando o valor do trabalho desde cedo.
[FONTE: Kristen Schmid]


Qualquer semelhança é mera convivência.
[FONTE: Kristen Schmid]


Grandes lições de vida também passam por pequenos momentos.
[FONTE: Kristen Schmid]

#3 O amor que nem o tempo destrói

Como tudo na vida é cíclico, muitos acreditam que um dia nos tornaremos pais dos nossos pais. Mas isso diz respeito ao cuidado e à preocupação com seu bem estar. Afinal, a sabedoria de nossos “coroas” continua lá, firme e forte, e eles sempre terão algo para nos ensinar, mesmo que apenas com sua presença. O fotógrafo Philip Toledano criou a série Days with my father (Dias com meu pai), originalmente publicada em um blog, para retratar, com sensibilidade e bom humor, os últimos anos de vida de seu pai, já bem idoso e com alguns sintomas de demência. As imagens são um retrato honesto e tocante sobre o envelhecimento e também sobre o afeto de um filho por seu pai.


De acordo com Philip, mesmo aos 98 anos, seu pai ainda fazia graça para as fotos.
[FONTE: Days with my father]


Momento comovente: nessa imagem, o pai de Philip se olha no espelho e se assusta com a sua imagem. No entanto, após pedir ao filho para que tingisse seus cabelos, voltou a sair na rua com confiança. 
[FONTE: Days with my father]


Uma vida recheada de afeto é quando temos a chance de pegar nos braços aquele que um dia nos carregou.
[FONTE: Days with my father]

Se tem algo que marca para sempre, é o carinho e o cuidado que recebemos de quem nos criou, e aí incluímos também os avós, os pais emprestados, os pais que também são mães e as mães que também são pais (os famosos “pães”). Afinal, nem sempre a paternidade fala sobre genética. Pai é quem cria, pai é quem ensina, pai é quem ama. E, principalmente, quem a gente ama de volta e homenageia todo segundo domingo de agosto. =)

Uma nuvem de lágrimas sob seus olhos

1 3 agosto 2014 | 21:50

Um mar de lágrimas. Essa expressão nunca fez tanto sentido como agora que conhecemos o trabalho da fotógrafa Rose-LynnFischer, nossa inspiração da semana. Todos nós as produzimos, pelos mais variados motivos, mas será que você sabe do que uma lágrima é feita? Não, não estamos falando de água, sais minerais, proteínas e gordura, mas dos sentimentos que elas escondem em sua imensidão microscópica. Pode ser um amor não correspondido, uma perda inconsolável ou, quem sabe, uma saudade que esvazia o peito?


Uma separação que terminou como não devia pode ter feito essa lágrima nascer
[FONTE: So Bad So Good]

Em seu trabalho intitulado A Topografia das Lágrimas, Rose fotografou, com a ajuda de um microscópio, 100 lágrimas diferentes. Segundo ela própria, "o projeto começou em um período de mudança pessoal, perda e lágrimas copiosas. Um dia eu me perguntei se minhas lágrimas de tristeza seriam distintas das minhas lágrimas de alegria e me propus a explorar elas de perto". O resultado não é nada menos do que magnífico.


O mapa de um terreno devastado por algum tipo de guerra: teria sido uma separação?


Festeiras como parecem estar, essas simulações de galhos devem ser de um choro de alegria

A série, conforme Rose explica em seu site, é composta por imagens de mais de 100 lágrimas suas e de outras, derramadas pelas mais diversas razões: alegria, cebolas sendo cortadas, tristeza, frustração, rejeição e até durante bocejos. O resultado, como vemos, são verdadeiros mapas que carregam nessas pequenas gotas marcas tão verdadeiras como a erosão em um terreno visto de muito longe. Quase como a topografia do nosso mundo, só que do interior. De novo, a sensível e inventiva Rose explica melhor que nós: "É como se cada uma de nossas lágrimas carregasse um microcosmo da experiência humana coletiva, como uma gota de oceanos". Mergulhe! :)


O clarão surgindo nessa imagem seria porque a dor que causa as lágrimas está passando?


Lágrimas que parecem pegadas de algum bicho: seriam nossos olhos fugindo da cebola?


Uma lágrima que lembra um porto onde atracam vários barcos: seriam de amor?

Lave-me ou faça-me obra de arte

0 28 julho 2014 | 12:39

Se quando você era criança gostava de ser o engraçadinho da turma e escrever “Lave-me” nos carros cobertos de pó que via pela rua, saiba que nisso podia estar escondido um grande talento artístico. Pelo menos esse foi o caso de Scott Wade, um americano que cresceu perto de uma estrada poeirenta no Texas e, de tanto ver o carro da família coberto de terra, decidiu transformar aquilo em tela para seus desenhos. A técnica foi se aprimorando com o tempo e hoje ele é capaz de obter resultados como esses que a gente traz para inspirar o começo da semana.


Feita na sujeira, a Mona Lisa continua igualmente misteriosa.
[FONTE: todas as imagens são do site de Scott Wade]


Um grupo de mariachis alegra as janelas pouco cuidadas

Em seu site pessoal, Wade conta que nunca tomou a decisão de se tornar um artista de vidros de carros. A coisa começou como uma brincadeira. Filho de um cartunista amador, Wade rabiscava os vidros do carro para espantar o tédio e, como o carro estava constantemente coberto de poeira, ele logo passou a experimentar com palitos e outros objetos até chegar aos pincéis.


Uma composição impressionante improvisada no carro da família


Outra releitura de uma grande obra de arte

Foi apenas em 2003 que o artista se deu conta de que poderia desenvolver o trabalho e levá-lo ao “próximo nível”. Um de seus passatempos prediletos é tentar recriar as pinturas dos grandes mestres no pó acumulado. Claro que, ao contrário do teto da Capela Sistina, a arte de Wade dura apenas até a próxima chuva. Mas, assim como os profissionais da arte efêmera, ele não se preocupa com isso e vê o lado positivo: quando uma obra desaparecer, surge espaço para a próxima.


O original já é impressionante, que dizer da versão na poeira?


Reconhece o Ronaldinho Gaúcho? Essa obra foi feita em uma visita ao Brasil

A fama bateu à porta de Wade quando um amigo apresentou fotos de seu trabalho a um jornalista. Assim, o diário local fez uma nota sobre o peculiar artista e publicou uma galeria de imagens. Em menos de uma semana, as obras caíram nas graças da internet e milhares de blogs repercutiram o caso. Hoje, embora mantenha seu trabalho diurno em tempo integral, Wade faz performances em eventos, viaja para entrevistas e atua em peças publicitárias.


Aqui, Wade está finalizando um retrato de Frida Kahlo


Obra feita para um evento promocional

Se nos perguntassem, a gente apostaria que Wade foi leitor da obra Fazendo Arte com Qualquer Coisa quando era criança. O livro traz projetos artísticos fantásticos que usam apenas materiais do dia a dia. Para quem tem ou convive com crianças de 4 a 10 anos de idade, essa é a chance de despertar o artista interior que vive nelas. Em alguns anos, elas podem estar tirando seu sustento da criatividade, assim como Wade pretende fazer em breve: se tudo der certo, ele logo passará a viver só de arte em carros sujos.


Esse trabalho foi uma encomenda para o aniversário de Bob (seja ele quem for)


Uma banda de blues em sua apresentação empoeirada

Se você ainda não clicou no link para o site do artista, a gente recomenda a visita. A galeria de imagens é muito maior do que poderíamos colocar aqui, e a seção de perguntas frequentes é uma aula de vida: afinal, Wade foi artista por vocação, soube aproveitar a oportunidade quando ela bateu à porta e pratica o desapego diariamente. Uma inspiração e tanto!

Esqueci de te esquecer

0 21 julho 2014 | 15:45

Qual vai ser o próximo destino das suas férias? Um lugar super badalado como Nova Iorque ou um lugar pouco convidativo como a Coreia do Norte? Em geral, nossas escolhas alternam entre esses dois tipos: lugares que todo mundo já foi e lugares em que poucas pessoas pisaram. Mas que tal inovar mesmo e visitar um local que foi deixando para trás pela humanidade, praticamente esquecido aos longos dos anos pelo turismo?

Por aqui, nós adoramos falar de lugares: de cenários espetaculares para um jantar a dois e dos sons das ruas. Logo, não é de se espantar que caíssemos de amores por essa lista publicada por Kate Schneider de locais abandonados, construídos e depois desprezados pelo ser humano, muitos dos quais deveriam receber visitantes não só por sua beleza, mas pela história que contam. Conheça nossos preferidos e se inspire para a sua próxima folga.

#1 Kolmanskop, Namibia

Os dias de glória de Kolmanskop, na Namibia, duraram de 1920 até 1960. Região de um dos minérios mais cobiçados, o diamante, a cidade ficou para trás quando os caçadores de pedras preciosas encontraram locais mais frutíferos. Sem pensar duas vezes, os mineiros foram embora, mas suas casas ficaram e, com o passar do tempo, foram sendo tomadas por um material não tão nobre: a areia do deserto, cuja ação resulta em belas imagens que são fotografadas por exploradores de diversas partes do mundo. Ao que diz a colunista,a vila está sendo restaurada.


[FONTE: News.com.au]


[FONTE: Documenting Reality]

#2 Michigan Central Station, Detroit

No início da era industrial, lá pelos idos, já bem idos, de 1900, Detroit era uma área movimentada: repleta de trabalhadores, de fábricas e de talentosos designers de interiores. Pelo menos é o que dá a entender a Michigan Central Station, uma estação de trem que não vê uma locomotiva partindo dali desde 1988. O edifício está localizado no distrito histórico de Corktown, cerca de 3 km a sudoeste do centro da cidade e, atualmente, se encontra desocupado, aguardando restauração. 


[FONTE: News.com.au]


[FONTE: Wikipedia]

#3 Hospital militar de Beelitz, na Alemanha

Construído em 1898 para abrigar pacientes com tuberculose e reconstruído por Adolf Hitler em 1916 após ser atingido durante a Batalha do Somme, o hospital militar de Beelitz, na Alemanha, está hoje abandonado. Na década de 20, ele vivia cheio, e assim permaneceu até 1944, época em que a região era controlada pelos soviéticos. Com o fim da URSS, em 1991, foi logo desocupado e, desde 1994, se encontra completamente vazio. Tido como um símbolo do nazismo, chamado de o hospital de Hitler, o local em Beelitz parece, pelas fotos, estar do mesmo jeito que foi largado. Uma pena, pois mesmo os símbolos de períodos negros da história da humanidade precisam ser preservados e lembrados para que os erros não se repitam


[FONTE: Daily Mail]


[FONTE: Daily Mail]

#4 Salto Hotel, Colômbia

Situado ao lado de uma enorme e bonita cachoeira perto de Bogotá, o Hotel del Salto, inaugurado em 1928, foi bastante popular até que o homem, sempre ele, contaminou demais o local, a ponto de afastar os turistas. Com a criação de uma hidrelétrica na região e a poluição do rio, os turistas foram escasseando e o hotel acabou sendo fechado em 1990. Com o passar o tempo, o Hotel del Salto ficou ainda mais abandonado conforme crescia a lenda de que era amaldiçoado. A cachoeira de inúmeros metros de altura e profundidade era constantemente escolhida pelos suicidas. Desde 2013, o local abriga um museu.


[FONTE: News.com.au]


[FONTE: Daily Art]

#5 Shicheng, China, a cidade subaquática

A cidade de Shicheng, ou Lion City como também é conhecida, foi submersa pelo Lago Qiandao, na China, em 1959, em meio à construção da Estação Hidrelétrica (de novo elas) do rio Xin. Desde então, toda a região está debaixo d'água. Há mais de 50 anos na sua versão aquática, a cidade permanece intacta. E não se deixe espantar pelo seu aspecto molhado: há algum tempo mergulhadores transformaram o local em ponto turístico que permite aos mais curiosos conhecer parte da história chinesa deixada para trás


[FONTE: Daily Mail]


[FONTE: Daily Mail]

Se você ficou interessado nesse turismo do esquecimento, da memória e do abandono, a lista do News.com.au tem mais cinco destinos ao redor do mundo que podem aguçar sua curiosidade. E se tiver a oportunidade de conhecer algum deles, não esqueça de compartilhar conosco: a lembrança se faz do compartilhamento de histórias. :)

Fabuloso quintal

1 14 julho 2014 | 07:27

Quem viveu nos anos 1990 ou gosta de garimpar os clássicos infantis do cinema certamente lembrará de Querida, Encolhi as Crianças. No longa da Disney, um grupo que tem seu tamanho acidentalmente muito reduzido, fica perdido na imensidão do próprio pátio, dorme numa pecinha de Lego e faz amizade com uma formiguinha! Quem não viu esse inseto com novos olhos depois de assistir ao filme? Essa ideia de encontrar o fantástico em coisas tão pequenas e triviais também está presente no trabalho de Vyacheslav Mishchenko, que, com sua técnica, nos mostra toda a beleza do minimundo que há no jardim.


Mishchenko fotografa tudo quanto é inseto e pequeno animal, mas sua paixão são os caracóis. Ele ama tanto sua forma quanto seu comportamento e acredita que são mágicos.
[FONTE: Vyacheslav Mishchenko]


Paraquedas na chuva, porque não basta ser caracol, tem que saber se divertir. 


Nessa situação, se humanas fossem, essas formigas certamente estariam dizendo que não está fácil para ninguém. 


“Pode vir, galera, a barra tá limpa!” Se essa formiga não está chamando os amigos, então não sabemos mais nada sobre linguagem corporal.


Borboletas: mesmo camufladas, sempre saem bem na foto. São as top models da natureza. 

A macrofotografia de Mishchenko é uma técnica de fotografia avançada que traz imagens de pequenos seres ou objetos que passam despercebidos no dia a dia. Quanto mais aproximada for a fotografia e quanto maior for a foto quando ela for exposta, maior é o impacto. Realmente, é uma experiência incrível ver que formiguinhas têm rostinhos e que os sapos, por menores que sejam, não perdem a majestade, mesmo com a mínima chance de virar príncipe.


Se as crenças populares estão certas, imagina a sorte que não tem essa casca de noz. 


Um flagra do momento em que a doce joaninha mostra sua identidade secreta e sai para combater o crime. 


“Numa boa, fazendo umas flexões na barra fixa.”


“Numa boa, fazendo carinho no meu pet cascudinho.” 


O pequeno sapo aparece com essa expressão blasé de quem mira o horizonte em todas as fotos de seu álbum. Quase podemos ouvi-lo coachar dizendo que não se importa. 

A paixão por fotografia (e por bichinhos) de Mishchenko começou na infância. Sua primeira macrofotografia (que a gente nunca esquece) foi aos 10 anos. No entanto, na idade adulta, passou a se dedicar à pintura. Foi com o advento da fotografia digital e suas possibilidades infinitas, que ele retornou ao mundo mágico do jardim e passou a levar sua paixão a sério. Suas dicas para quem quer começar na área são desenvolver a visão artística, ser paciente, amar a natureza e ser romântico. E as nossas dicas para quem se inspirou com o trabalho do fotógrafo são: aprimorar seus talentos, não desistir dos sonhos e estudar bastante para descobrir meios de concretizá-los, como fez o artista de nossa inspiração de hoje. ;)

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