Vivendo verde

0 13 abril 2014 | 20:38

Viver de forma sustentável, em breve, não será mais um estilo de vida, mas, sim, uma necessidade. Ecologistas alertam há tempos sobre o esgotamento dos recursos naturais, e uma hora esse prazo há de acabar. Problemas relacionados ao mau uso do que a natureza oferece começam a se tornar cotidianos até mesmo no Brasil. Hoje, temos uma maior conscientização sobre essa realidade e, mesmo que não tenhamos tempo ou recursos para entrar de cabeça em um estilo de vida verde, sabemos que pequenas atitudes podem fazer toda a diferença. Para inspirar, porém, o faremos de forma hardcore. Como outrora, mostraremos aqui casas que não são apenas sustentáveis, mas também lindas e extremamente criativas. Quem sabe aqueles que, como nós, ainda não têm um terreno dando sopa para alocar um container ou uma árvore gigante para pendurar uma casa redonda se sintam incentivados para trocar as lâmpadas de casa por outras mais econômicas ou fazer aquele telhadinho verde. ;)


#1 A casa é de lata, mas tem coração

A nova onda no ramo da arquitetura ecológica são as casas feitas a partir de containers que foram utilizados para transporte de cargas em navios. Na verdade, essas residências já são encontradas há alguns anos na Europa, mas estão aos poucos chegando ao Brasil. Além de serem a própria personificação do reaproveitamento, ao reutilizar grandes caixas de metal condenadas ao ostracismo, a forma como elas se transformam em casas permitem a utilização de diversas técnicas intrinsecamente ecológicas em seu funcionamento, tais como o isolamento térmico feito com garrafas PET e a captação de água da chuva. Além disso, com a disponibilidade de terreno, uma casa container pode ir de “caixa gigante lata” a “lar doce lar” em menos de dois meses por um custo incrivelmente menor do que uma construção tradicional. Os containers são descartados da indústria naval após 15 anos de atividades, mas em forma de casa eles duram até 90 anos e são extremamente resistentes a intempéries. 



Essa charmosa casa de hóspedes foi feita com um container. 
[FONTE: Minha casa container]


Já essa humilde residência australiana foi feita com 31 grandes caixas metálicas.
[FONTE: Minha casa container]


Essa é a cozinha de uma casa container construída no Estado de São Paulo. 
[FONTE: Terra]


E esse estilo mais rústico pertence a uma construção de Curitiba.
[FONTE: Terra]

#2 Sonho de infância reinventado 

Quem não sonhou em ter uma casa na árvore quando era criança? Pois o jovem designer Dustin Feider levou a seríssimo a união do desejo infantil com a filosofia eco-friendly e criou uma casa que é a perfeita junção desses conceitos. Em relação a uma casa na árvore tradicional, a casa redonda de Feider é construída com menos material, tem estrutura mais estável e não provoca danos ao vegetal. Todos os materiais utilizados, inclusive as placas de polipropileno que dão forma à residência, são reciclados. À noite, a iluminação do ambiente atravessa a estrutura da casa, dando um ar quase mágico à paisagem. Aí o leitor pergunta: dá para morar? Se você for realmente radical dá, mas essas cúpulas têm sido mais utilizadas como escritórios, estúdios de arte e música, espaços para meditação e, por que não? Fortes na árvore para os pimpolhos. Legal, né?


A pergunta que não quer calar mesmo é: como chegar até lá em cima?
[FONTE: O2 Treehouses]


Quase uma lua cheia no jardim.
[FONTE: Inhabitat]


Aqui temos praticamente um conjunto habitacional de casas na árvore.
[FONTE: Facebook]

#3 Morando em castelos de areia 

A boa e velha técnica que todos aprendemos na infância é também extremamente útil na construção de casas: coloca bastante terra no baldinho e pressiona bem para firmar e não se desmanchar. Na verdade, construir casas com terra batida (as chamadas earth rammed homes, em inglês) é fruto de uma técnica milenar, que foi utilizada inclusive em alguns pontos da Muralha da China (que, sabemos, continua firmona). Hoje, os métodos para a construção dessas residências se modernizaram, mas o básico continua: são edificações feitas com materiais não tóxicos, silenciosas, resistentes ao fogo e a terremotos, eficientes energeticamente e que respeitam o meio ambiente


Os padrões da areia também decoram esse quarto. É como dormir dentro do baldinho. 
[FONTE: Examiner]


Essa casa no Arizona (EUA) é também construída com a técnica. 
[FONTE: Arch Daily]


Essa bucólica residência britânica foi feita com mais de 150 toneladas de terra batida. 
[FONTE: Telegraph]


O ápice da filosofia de fazer do limão uma limonada é viver no deserto em uma casa feita de areia e movida a luz solar. 
[FONTE: Rammed earth solar homes]

Seja buscando inspiração em técnicas milenares, na brincadeira da infância ou trazendo o industrial para o sustentável, todos esses projetos mostraram que é possível repensar nosso modo de viver e morar, mudando para uma forma mais ecológica. Se você gostou dessas ideias e até se empolgou com a causa verde, ficará ainda mais fascinado com a leitura de Ecohouse - A casa ambientalmente sustentável. Em sua recém-lançada quarta edição, que também está disponível em e-book, o livro apresenta informações úteis para projetos, bem como sobre os mais novos materiais e tecnologias de baixo impacto. Esse é um guia completo para construtores, arquitetos e engenheiros, além de ser uma fonte de inspiração para quem quer desenvolver uma consciência ecológica. 

Uma nova perspectiva

0 7 abril 2014 | 07:33

Muitas vezes, quando estamos diante de algum problema, a solução é se afastar um pouco, tentar enxergar o todo e mudar a concepção sobre o que nos incomoda. O mesmo vale para quando precisamos tomar grandes decisões: é necessário avaliar o cenário completo e não apenas a questão pontual. A mudança de perspectiva é capaz de alterar nosso entendimento sobre um fato ou uma situação. Hoje, em nossa Inspiração da Semana, trouxemos imagens de alguns famosos pontos turísticos ao redor do globo, porém, dessa vez, eles são fotografados junto ao seu entorno. Será que enxergar locais tão familiares - mesmo para os que nunca viajaram para longe - dentro de um novo contexto pode mudar o nosso entendimento sobre seu significado? Veja as imagens e depois conte para gente! 


Você sabia que havia aquela metrópole assim tão pertinho das pirâmides de Gizé?
[FONTE: Arquitetura Sustentável]


E que as cataratas do Niágara também são, assim, um tanto urbanas?


Os rostos de presidentes esculpidos no Monte Rushmore parecem até pequeninos quando são vistos dessa forma.


Esse cenário de desolação fica bem próximo do belissimo Taj Mahal, feito de mármore branco e incrustado de pedras semipreciosas e ouro. 


O tamanho do Central Park é tão impressionante quanto o contraste entre suas áreas verdes e a selva de pedra de Nova York. 


Essa bela escultura em homenagem à Pequena Sereia fica na Dinamarca, mas, se mudarmos o ângulo…


...tudo muda! A obra continua bela, mas sua aura se transforma completamente.


O mesmo acontece com a imponente Monalisa. Aliás, um joguinho para finalizar: encontre a obra-prima de Leonardo da Vinci em meio ao mar de turistas que visitam o Louvre diariamente. 

Para chegar aos efeitos alcançados por essas imagens, os fotógrafos precisaram modificar seu entendimento sobre o que estavam registrando. Com um olhar distinto sobre algo conhecido, o novo recorte da realidade proposto pela fotografia, faz com que a imagem ganhe força e significado. O livro A Mente do Fotógrafo mostra que a origem de qualquer fotografia não é câmera ou mesmo o objeto a ser fotografado: é o cérebro atrás das lentes. Na obra, Michael Freeman desvenda o mistério por trás da criação de uma imagem e sobre o que torna uma fotografia incrível. No livro, é possível encontrar também conhecimentos sobre estilos e maneirismo, além de técnicas para evitar clichês e lidar com o inesperado. A cara do post do dia, não? E também uma ótima sugestão de leitura. ;)

10 imagens eletrizantes de relâmpagos

0 31 março 2014 | 15:25

Para alguns, são assustadores, para outros, belos, porém, para a maioria, os relâmpagos são um mistério da natureza. Entender como e por que eles se formam vai resolver algumas das nossas dúvidas e tirar aquela pulga atrás da orelha. Mas não importa a explicação científica, a verdade é que relâmpagos fazem arte com luz, e hoje trouxemos uma coleção de fotos que vai deixar todo mundo esperando pela próxima tempestade.


Se o barulho não assustar demais, veja que bela paisagem
[FONTE: Digital Photography


Nuvens carregadíssimas e linhas eletrizantes
[FONTE: Digital Photography


Para quem estava atravessando aquela ponte, talvez não tenha sido tão bonito
[FONTE: Digital Photography

Comecemos pelo básico: o raio é causado por uma descarga elétrica entre duas nuvens ou entre uma nuvem e o solo. O início se dá na separação de cargas elétricas positivas e negativas dentro da própria nuvem, devido ao choque entre partículas de água. Quando a diferença entre as cargas fica muito grande, parte dela (geralmente uma carga negativa) deixa a nuvem e vai para baixo. Devido à intensidade do campo elétrico, cargas elétricas positivas do solo "pulam" em direção às cargas negativas. Quando essas duas correntes se encontram, elas se iluminam. Isso é o raio.


Esse foi o fatídico momento em que se quebrou a mão do Cristo
[FONTE: Oddee


O Vaticano teve mais sorte (ou proteção divina) e ficou intacto
[FONTE: Oddee


Esse raio parece sair da Estátua da Liberdade, e não do céu
[FONTE: Oddee


Aqui, relâmpagos sobre o famoso Grand Canyon
[FONTE: National Geographic

Acredita-se que os raios tiveram papel fundamental no desenvolvimento humano e mesmo, anteriormente, no surgimento da vida sobre a Terra. As grandes descargas elétricas foram, provavelmente, essenciais na combinações dos compostos da água - como carbono e nitrogênio - que geraram os primeiros aminoácidos, base do surgimento da vida. Acredita-se que os relâmpagos também foram a origem do fogo, ao caírem sobre plantas secas. Daí, o homem teria aprendido a dominar e a reproduzir o fogo.


Apesar de geralmente caírem em lugares altos, raios também caem na água
[FONTE: National Geographic


Mais um exemplo exuberante de raio na água
[FONTE: National Geographic


Se caírem em plantas secas, podem causar incêndios
[FONTE: National Geographic

Os raios são apenas a pontinha do icebergs das capacidades magníficas da eletricidade. Em todo caso, o assunto pode ser complicado para principiantes, mas o livro Eletricidade Básica, também em ebook, está aqui para nos ajudar! Obra didática e completa, cada capítulo traz definições, princípios e teoremas. Seu conteúdo é a base para profissionais das áreas de Eletroeletrônica e afins.

Corpo de arte

0 24 março 2014 | 07:30

O corpo fala, dizemos. Mas não apenas isso, ele também pode demonstrar, muitas vezes inconscientemente, diversos sinais do que pensamos ou sentimos, se estamos saudáveis ou doentes. Hoje, em nossa Inspiração da Semana, alguns artistas nos mostram que o corpo não só fala, mas expressa. E a mensagem, se tratando de arte, nem sempre comunica, mas permite a você contempla-la e senti-la. O japonês Yoshitoshi Kanemaki trabalha com figuras sobrepostas da anatomia humana, esculpidas em grandes blocos de madeira. Ora são os esqueletos que se sobrepõe à carne, ora são posições diferentes em sequência. É o extremamente real alimentando a imagem do surreal:


De um lado, a carne. De outro, o osso.
[FONTE: Empty Kingdom]


O esqueleto não só se sobrepõe ao rosto como se estende por toda a parte posterior do corpo. 
[FONTE: Empty Kingdom]


Ser, não ser ou se entediar?
[FONTE: Empty Kingdom]

Já a alemã Gesine Marwedel utiliza não só o corpo, mas o seu movimento, como uma tela para expôr a sua arte: a pintura, no caso, corporal. A artista costuma retratar animais ou cenas da natureza nos corpos de seus modelos, sempre em posições bastante expressivas. De acordo com Gesine, a pintura corporal é a “transformação do ser humano em uma obra de arte que respira, se move e vive".


Pintura e postura trabalham juntas para que tenhamos esse flamingo.
[FONTE: Gesine Marwedel]


A musculatura do modelo ajuda a dar a ideia de movimento para o tigre. 
[FONTE: Gesine Marwedel]


Em outra posição, o camaleão some. Ou seria se camufla?
[FONTE: Gesine Marwedel]

Por fim, as famosas esculturas hiper-realistas do australiano Ron Mueck, cuja exposição está de passagem pelo Brasil, trazem todos os detalhes do corpo humano, de pelos a poros. Se elas não se apresentassem em tamanhos sobre-humanos, gigantes ou pequeninas, talvez pudessem ser confundidas com pessoas reais. Mas são as feições tão familiares em dimensões tão inesperadas que potencializam o impacto da obra.


O casal de idosos na praia é uma das novas peças da exposição e se apresenta em grande escala. 
[FONTE: Foundation Carter]


Esse casal serenamente dormindo de conchinha tem cerca de dois palmos de comprimento. 
[FONTE: Tate]


A realidade apresentada nessa imagem faz custar a acreditar que se trata de uma escultura de resina, fibra de vidro e silicone.
[FONTE: Seams and Stitches]

O corpo humano e seu funcionamento, quando vistos de perto, podem ser considerados uma grande obra de arte da natureza. Um livro dedicado a essa incrível composição de órgãos e fluidos, como Anatomia, também disponível em e-book, pode ser considerado, especialmente por quem é da área da saúde, como um catálogo de uma bela exposição de arte. E para quem quer entender como o conceito de arte se modificou ao longo do tempo, abrangendo desde as pinturas renascentistas até as esculturas hiper-realistas, apreciará a leitura de O Uso das Imagens, de Erns Hans Gombrich, obra na qual o autor se utiliza de seu grande conhecimento sobre o tema para expôr, de forma leve e interessante, algumas grandes questões sobre a história da arte. Boa leitura. ;)

O melhor amigo dos fotógrafos

0 17 março 2014 | 14:44

Se você tem um cachorro, provavelmente acha que ele é o mais lindo, mais inteligente e mais querido do planeta. Tudo bem, longe de nós questionarmos. Cães são mesmo dignos de fanatismo, e hoje vamos mostrar como eles também poderiam ter uma carreira de sucesso como modelos se quisessem. Inspire-se com esses muy fotogênicos quadrúpedes que vão fazer você correr para a máquina fotográfica e registrar cada minuto da vida do seu bichinho de estimação.


Amigos do coração, de língua e focinho
[FONTE: So bad so good]

Essa coleção de cães na máquina automática de fotos começou sem grandes pretensões. A americana Lynn Terry, apaixonada por cachorros, colocou uma dupla de pitbulls sentados em frente à câmera e fez alguns cliques para doar as imagens a um abrigo de animais. Anos depois, ela decidiu levar o conceito adiante e fez novas fotografias com outros pares caninos.


Repare em todo o desprezo que há no segundo quadro
[FONTE: So bad so good]

Para conseguir que os animais “posem” do jeito que ela quer, Lynn desenvolveu alguns truques. Ela descobriu que se der um pouco de manteiga de amendoim aos cachorros, eles passam os minutos seguintes colocando a língua para fora e se lambendo. Já para despertar esse olhar intrigado nos cães, Lynn costuma pular “como louca” e fazer “barulhos estranhos” na frente dos bichos. A gente também ficaria de olhos esbugalhados. o.O


Cão #chatiado
[FONTE: So bad so good]

Outra fotógrafa que achou inspiração no universo canino foi Carli Davidson. Dona de um Dogue de Bordeaux que costuma se sacudir sem parar, ela decidiu registrar as caretas do cachorro e postar para os amigos nas redes sociais. A brincadeira agradou tanto que Carli levou o projeto adiante e criou uma série de cães sacolejantes.


Todo mundo fica esquisito visto de perto
[FONTE: Slate]

Ao longo de dois anos, a fotógrafa registrou mais de 120 cães, ainda que nem todos tenham se sacudido. Em uma tarefa tão dependente do “instante decisivo” descrito por Cartier-Bressom, Carli não pôde contar com muito mais do que sorte e paciência. Ela afirma que o jeito era armar a câmera e esperar. Às vezes, os modelos ajudavam e, às vezes, voltavam para casa sem nem um registro. Vida de cão.


Ele jura que também sabe fazer cara de brabo
[FONTE: Meme collection


Estamos até agora tentando entender o que está acontecendo aqui
[FONTE: Slate]

É claro que nem só de profissionais se faz o mundo da fotografia, ainda mais quando o assunto são fotos adoráveis de animais cativantes. O site DogCentral reuniu uma coletânea de imagens amadoras que mostram cães mais do que bem vestidos. Vá lá, os fashionistas por trás dos modelitos também parecem algo amadores, mas é impossível não sorrir com esses cachorros prontos para a semana de moda.


Vestido para matar. Matar uma pulga, talvez.
[FONTE: DogCentral


O verdadeiro cão de guarda
[FONTE: DogCentral]

E então, já está pronto para começar sua própria série fotográfica? Cachorros incríveis não são difíceis de achar. Mas fazer o registro que os cães merecem pode ser mais desafiador. Para ajudá-lo nessa empreitada, a gente recomenda o livro Exposição Perfeita, do fotógrafo Michael Freeman. Agora que você já tem o manual de fotografia, só falta criar o truque para fazer o cachorro posar com graça e elegância ;)


Beijo me liga
[FONTE: DogCentral]

Inspiração #85: Cultura pop e tradição

0 10 março 2014 | 08:52

Quem disse que o popular não é arte? Será que o erudito de hoje não era a mais simples representação da cultura local à sua época? Discussões acerca da definição de arte são sempre complicadas e intermináveis, mas não viemos aqui para concluir nada, viemos para mostrar e, é claro, inspirar. Hoje, mostramos três artistas que misturam estilos clássicos de arte ou técnicas milenares com cultura pop, trazendo um pouco de humor para suas obras e, também, provando que a inspiração para a arte não vem apenas do sublime e etéreo mas também das ruas, do imaginário coletivo e do popular

David Pollot define seu trabalho como arte com senso de humor. Ele procura quadros antigos em brechós, daqueles a que falta um pouquinho de vida, digamos assim, e adiciona elementos da cultura pop, como se fizessem parte do original. David se esforça para copiar cores e técnicas e nos fazer acreditar que o chewbacca foi, de fato, a inspiração original para essa paisagem:


Que bucólico.
[FONTE: David Pollot]


Quem vocês vão chamar?
[FONTE: David Pollot]


Zumbis na fazenda.
[FONTE: David Pollot]

Quem também faz um bom mix entre o tradicional e o moderno é Jeffrey Veregge, um designer que cresceu em uma reserva indígena norte-americana e, hoje, utiliza conhecimentos da arte Salish para desenhar personagens famosos. Formado no Art Institute of Seattle, ele afirma que sua arte é uma forma de unir sua paixão por brinquedos, quadrinhos e filmes com sua personalidade e formação como artista. Além de ser muito divertida. ;)  


Homem-morcego já é um ótimo nome indígena.
[FONTE: Jeffrey Veregge]


The Flash, também conhecido como flecha ligeira.
[FONTE: Jeffrey Veregge]

Por fim, Jed Henry é um ilustrador que, com a ajuda do gravurista David Bull, utiliza a tradicionalíssima técnica da xilogravura japonesa para retratar heróis populares na série Ukyio-e Heroes. Além das complexas gravuras feitas com madeira que vemos aqui, o artista também faz ilustrações com impressão giclée sobre o mesmo tema. Tem até batalha pokémon e cena do clássico videogame Street Fighter! 


Tartarugas ninjas milenares.
[FONTE: Ukyio-e Heroes]


Eu escolho você!
[FONTE: Ukyio-e Heroes]

Como vimos, o imaginário e as manifestações populares são, sim, fortementes ligados à cultura, seja ela pop ou erudita. O que hoje é tradicional, um dia foi um retrato do cotidiano de algum local ou grupo social específico. Para a educação não é diferente, a erudição pode e deve se inspirar na realidade, no dia a dia e nas necessidades de cada comunidade. Sobre esse tema, uma dica de leitura essencial é o livro Educação Social de Rua - As bases políticas e pedagógicas para uma educação popular, que aborda a educação social, trazendo novas definições, desafios e soluções para a área da pedagogia. 

Inspiração 84: escute sua mãe, e as ruas

0 24 fevereiro 2014 | 14:19

Se a sabedoria popular não fosse sábia de verdade não seria popular, concorda? Com isso em mente, você consegue lembrar de algum conhecimento tão disseminado e certeiro como os conselhos de mãe? Da sua, da minha, do seu colega ao lado? Pois é. A verdade é que passamos anos negando a experiência de vida delas, mas, cedo ou tarde, vamos dar razão àquelas frases que mais parecem bordões de futebol ou carnaval. Afinal, quantas vezes a sua mãe disse para você levar um guarda-chuva em um dia ensolarado de verão que acabou naquela tempestade dos infernos?

Na inspiração de hoje, vamos dar uma forcinha para as mães que lêem o BlogA ou atuar diretamente com os filhos que frequentam esse espaço, afinal, todo mundo sabe como é ter mãe. O designer Lucas Pamplona, do Rio de Janeiro, fez um trabalho incrível com conselhos de mães e ditados populares transformando-os em divertidos e belos cartazes só usando o poder das fontes, ou melhor, da tipografia. Selecionamos três de cada série para convencer você de que, mesmo sendo de graça, na maioria das vezes, os conselhos podem ser bons. Especialmente se aquele ditado vier da boca de sua mãe, pai, tia ou avô, pessoas que obviamente se preocupam com o seu bem-estar.

#1 Série Ditados populares: vende-se conselhos


[FONTE: Behance.net/LucasPamplona]

# 2 Ditados populares: quack-quack-quack 

# 3 Ditados populares: tirando vantagem 

# 1 Série Essa é a minha mãe: meteorologista!

# 2 Essa é a minha mãe: olha o que eu fiz, mãe!

# 3 Essa é a minha mãe: Nem preciso dizer, né? Volta cedo e...

Quem nos lê com frequência sabe que adoramos cartazes e, principalmente, tipografia! Mas quem não gosta de ler frases visualmente mais bonitas, não é mesmo? Aqui no BlogA nós já mostramos cartazes das mentiras que contamos e de trechos de músicas, bem como de protestos por aqui e por acolá. E para ir além dos títulos de tipografia, apresentamos o livro Maus Conselhos: Uma Armadilha Gerencial, obra que critica vários exemplos representativos e mostra como avaliar conselhos na vida profissional. Afinal, 100% eficientes, só os da nossa mãe. ;) 

De areia e gelo até geleia e macarrão: inspire-se na arte efêmera

0 17 fevereiro 2014 | 15:23

Que nem toda obra de arte deve morar dentro das paredes de um museu, todo mundo já está careca de saber. A arte urbana é um dos maiores exemplos de como qualquer lugar pode receber uma intervenção artística, e até mesmo algumas das estações de metrô que mostramos aqui há algumas semanas se aproximam da arte e transformam a cidade em um lugar mais agradável aos olhos. Mas, ainda mais distante dos museus, está a arte efêmera, composta por obras que existem por um curto período de tempo e depois desaparecem para sempre. Hoje, vamos mostrar alguns exemplos de trabalhos assim que, para a nossa sorte, foram eternizados em foto ou vídeo.


O americano Andres Amador se especializou em criar arte na areia usando instrumentos de jardinagem
[FONTE: Hypeness]


Ele escolhe a locação pelo Google Earth e trabalha durante a maré baixa
[FONTE: Hypeness

Quem frequentou praias na infância deve ter construído castelos, bonecos e esculturas amadoras de areia. Sem grandes pretensões, você estava colocando em prática o maior preceito da arte efêmera: a obra logo se desmancha e, se quiser manter a arte viva, não resta outra opção se não construir outra. O desapego tão natural nas crianças que abandonam seus trabalhos de areia na hora de ir para casa pode ser um dos maiores desafios para o artista profissional, que precisa se desfazer da vaidade e do desejo de construir uma obra que dure para a eternidade. O único recurso é registrar o trabalho visualmente, como o vídeo abaixo, que mostra uma espécie de performance na qual a areia é personagem essencial.


A ucraniana Kseniya Simonova ganhou fama depois de aparecer em um programa de jurados na TV
[FONTE: Expresso


Ainda no universo da areia, monges tibetanos criam desenhos religiosos
[FONTE: Metamorfose Digital


A riqueza de detalhes é uma das características das mandalas budistas
[FONTE: Metamorfose Digital

Não por acaso o desprendimento em relação à arte é uma prática budista. Monges tibetanos constroem algumas das mais lindas obras de arte em areia do mundo, as famosas mandalas. Criadas meticulosamente, com a precisão milimétrica de cada grão de areia, a mandala é observada em sua integridade por nada mais que segundos, e então é desmanchada pelo seu próprio autor. Nesse ritual reside o ensinamento budista da impermanência: nada na vida é perene.


O desmanche da mandala é feito pelo próprio artista e, eventualmente, algum convidado
[FONTE: Época


Ainda no lado oriental do planeta, imensas esculturas de neve embelezam o inverno
[FONTE: Record


Grandes prédios de gelo: firmes e fortes, até chegar o calor
[FONTE: SIC

Também o gelo traz em si mesmo a impermanência. Embora as esculturas possam durar quase o inverno inteiro, a própria natureza se encarregará de fazê-las desaparecer sem deixar rastro. As imagens acima são do Festival Internacional do Gelo e da Neve, que acontece anualmente na China. As esculturas são bem mais impressionantes que aquelas comumente vistas em casamentos e grandes festas, não? Mas é claro que no surpreendente mundo da arte nem tudo é feito com matéria natural e nem tudo é beleza. Artistas contemporâneos têm buscado novas formas de realizar a arte efêmera. É o caso do brasileiro Vik Muniz, responsável por estas réplicas da Mona Lisa feitas com geleia e pasta de amendoim. Duraram o tempo de apodrecimento do alimento e foram para o saco.


Dobrando a tela, teríamos o sanduíche preferido dos norte-americanos
[FONTE: Tá em choque?


Feita com macarrão e molho de tomate, a terrível Medusa
[FONTE: Plural

Não seremos nós a defender que a arte deve ter alguma utilidade. Acreditamos que a arte tem valor em si mesma, dure séculos ou apenas alguns segundos. Mas é fato que a arte também pode servir de caminho a outros aprendizados, o que comprova o livro Descobrindo a Ciência pela Arte, voltado ao público infantil que poderá, na prática, exercitar tanto seus dotes artísticos quanto aprender sobre ciência. Que criança não adoraria fazer uma escultura de macarrão e se chamar de artista?

Dez imagens para você lembrar do frio

0 10 fevereiro 2014 | 16:27

Mesmo o país tropical bonito por natureza não estava pronto para essa onda de calor intenso que, há mais de duas semanas, não nos abandona. Enquanto os meteorologistas nos assustam com previsões pouco animadoras (há quem diga que as temperaturas só baixam em março), o jeito é colocar os ventiladores para trabalhar, se jogar no chuveiro gelado e correr para o corredor de congelados do supermercado, para o cinema do shopping, para o jogo de canastra no banco… Como um pequeno alívio psicológico para essa segunda-feira, selecionamos lindas fotos que retratam o frio. Dá para matar um pouco das saudades.


Imagine sua cidade com bloco de gelo ao redor, mentalize e respire fundo
[FONTE: Big Picture]


Pássaros levantam voo no estado de Nova York, sábios pássaros
[FONTE: Big Picture]


O que você daria para dormir hoje dentro de um iglu, como esse construído em Minneapolis?
[FONTE: Big Picture]

As temperaturas extremas são mesmo o hype do momento. Enquanto as terras do sul batem recordes de calor, o hemisfério norte enfrenta uma das maiores ondas de frio de todos os tempos. No Canadá e nos Estados Unidos, o ano começou congelante. Em diversas cidades, foram registradas as temperaturas mais baixas da história ou, no caso, desde 1870, ano em que o serviço nacional do tempo começou a guardar os dados.


A cidade de Chicago vista através do frio
[FONTE: Big Picture]


Essa vai ser a reação dos brasileiros quando o inverno chegar
[FONTE: Big Picture]


Subitamente, esse parece um sistema melhor do que o ar condicionado do seu carro
[FONTE: Oddee]


Diante do derretimento das calotas polares, os ursos foram morar em Boston
[FONTE: Big Picture]

É claro que o frio também tem seus inconvenientes. Por exemplo, centena de voos foram cancelados, escolas fecharam e estradas foram interditadas. Nesse cenário, a neve costuma ter papel de vilã, impedindo a circulação de pessoas. Mas, como nos mostram essas fotografias caseiras (!), a neve também tem talento artístico.


O russo Alexey Kljatov fez essas imagens usando uma câmera comum e um conjunto extra de lentes
[FONTE: Extreme Tech]


Floco de neve que poderia figurar na camisa do Super-Homem
[FONTE: Extreme Tech]


Devido à complexidade dos flocos, não existem dois iguais na natureza
[FONTE: Extreme Tech]

Impressionado com o poder da mãe natureza na fabricação de flocos de neve e de administrar extremo calor do lado de cá e extremo frio do lado de lá? Preocupado com o aquecimento global e com o que o próximo verão nos reserva? Confuso com esse tempo maluco que deixou as conversas de elevador mais interessantes do que nunca? Você tem grandes chances de tirar proveito do livro Atmosfera, Tempo e Clima, cuja edição de 2012 (também em eBook) traz os mais recentes avanços na área e ajuda a entender o presente e se preparar para o futuro.

Onze fotos de animais dentro do útero: segredos da gestação

0 3 fevereiro 2014 | 16:36


Um elefantinho que parece voar
[FONTE: Science Dump]

A National Geographic, aquela revista que nos fascina com a vida animal desde priscas eras e nunca deixa de inovar, produziu um documentário sobre a vida de filhotes de animais dentro do útero. Além do filme, a produção também resultou em belíssimas fotos que nos aproximam do mistério que é o início da vida. Há desde gêmeos de ursos polares que vão fazer todo mundo dizer "óóóiiinnn" na frente do computador até tubarões que precisam devorar os irmãos no útero para poder sobreviver.


Dentro do ovo, um pequeno pinguim se prepara para conhecer o mundo
[FONTE: Science Dump]


Elegante como uma estátua de mármore, este é um cavalo dentro do útero
[FONTE: Revival and Reformation]


Momento meigo: ursinhos polares se abraçam
[FONTE: Revival and Reformation]

O projeto esteve a cargo do diretor Peter Chinn, costumeiro colaborador da National Geographic e habituado a explorar assuntos como animais, terremotos, o cosmos, as supernovas e a origem da Terra. Vamos todos parar um minuto e invejar o currículo de Peter? Pronto. Pois bem, para esse desafio específico, o diretor precisou lançar mão de diversas tecnologias, desde câmeras minúsculas a ultrassom 3D e montagens computacionais, em uma espécie de "empilhamento" de imagens que resultam em maior precisão.


Cachorros: adoráveis mesmo antes de estarem no nosso colo
[FONTE: Science Dump]


Esse tubarão-limão devorou seus irmãos para poder crescer no útero
[FONTE: Revival and Reformation]


E aqui um feroz tubarão-tigre
[FONTE: Science Dump]

A ideia era registrar o processo de uma gestação desde a concepção até o nascimento. Além de nos fazer suspirar, essas imagens também são as mais detalhadas que o mundo já viu de animais embriônicos. Apesar de não serem fotografias no sentido tradicional da palavra, os retratos representam de maneira bastante confiável o interior do útero. No site da NatGeo, você pode acompanhar um making of da produção.


Também a cobra pode ser assustadora mesmo antes de nascer
[FONTE: Revival and Reformation]


Um bebê leopardo, quase um gatinho
[FONTE: Revival and Reformation]


A gestação do morcego
[FONTE: Revival and Reformation]

Peter Chinn levou anos para captar e trabalhar as imagens antes do nascimento. Seu trabalho notável é um avanço científico que ainda vai nos impressionar por bastante tempo. Se você está encantado com o mundo animal e quer se aprofundar mais no universo natural, vai ter muito a ganhar com a Coleção Vida: A Ciência da Biologia que traz um mundo de informações e enche os olhos!


E um golfinho que logo saiu ao mar para encantar também como adulto
[FONTE: Science Dump]

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Sobre o BlogA

Será que de médico, artista e louco todo mundo tem mesmo um pouco? Aqui no BlogA você vai encontrar de medicina a design, de filosofia a psicologia, de ilustração a poesia; pinceladas divertidas de todas as áreas de publicação do Grupo A. Quer nos enviar dicas ou sugestões? É só escrever para bloga(arroba)grupoa(ponto)com(ponto)br.

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