As maravilhas da engenharia

0 20 outubro 2014 | 16:17

O que seria do mundo sem os engenheiros? O primeiro de nossos ancestrais que decidiu sair da caverna para construir sua própria moradia certamente foi um dos precursores da engenharia civil. E o que dizer de quem descobriu a roda? Homenagearemos essa incrível e útil ciência em nossa Inspiração da Semana, trazendo uma lista com dez grandes feitos da engenharia moderna.

Todas essas incríveis construções foram possíveis graças a mentes brilhantes da engenharia, cujas capacidades devem ir além da criatividade e da excelência em cálculo. O livro Habilidades para uma Carreira de Sucesso na Engenharia, novidade no catálogo do Grupo A, demonstra que outras capacidades que muitas vezes não estão nos currículos dessa graduação são essenciais para esse profissional, tais como boa comunicação, gestão de equipe e tempo e gerenciamento de projeto.

#1 A grande pirâmide de Gizé

Nosso primeiro feito não está apenas nessa lista, mas é também a única remanescente dentre as Sete Maravilhas do Mundo. Também conhecida como Pirâmide de Queóps, a maior das três tumbas de luxo que se encontram na necrópole de Gizé seguiu sendo a maior obra feita pelo homem de 2550 a.C. até 1989, quando foi erguida a Torre Eiffel. O trecho “feita pelo homem” permanece sendo questionado por algumas teorias da conspiração, mas não há dúvida sobre a genialidade dos engenheiros envolvidos. O fato é que a habilidade de gerir equipes não faltou para os projetistas, afinal, foram necessários milhares de trabalhadores para erguer esses incríveis monumentos. 


Ninguém sabe ao certo como foi feito, mas quem fez está de parabéns. 
[FONTE: Bright Hub]

#2 A Muralha da China

O leitor mais atento pode perguntar: mas é apenas um muro enorme, por que seria um feito da engenharia? Nós respondemos: não é apenas o maior muro de todos os tempos, como permanece em pé! Nós diríamos também que pode ser visto da Lua, mas isso já foi desmentido. Aparentemente, se tratava de um rio o que foi visto pelos astronautas que inocentemente propagaram o boato. Mas aí reside o maior mérito: o paredão chinês é tão grande que o primeiro pensamento de quem viu, do espaço, um risco na China, foi: “só pode ser a Grande Muralha!”. E, como essa foi uma estratégia militar de defesa das fronteiras, não temos dúvida de que habilidade de liderança não faltou aos responsáveis pelo projeto. 


São mais de 20 mil quilômetros construídos para a defesa militar do país. 

#3 Channel Tunnel

Carinhosamente chamado de chunnel, o túnel do Canal da Mancha liga a França à Inglaterra por meio de um sistema ferroviário embaixo d’água. São quase 40Km de túnel submerso, sendo que o trecho mais profundo está a 75 metros da superfície. E aí? Bateu uma claustrofobia só de se imaginar viajando nesse trem? Certamente um projeto bastante ousado. 


Embora a ideia de ir de um país a outro por um túnel embaixo d’água possa ser assustadora, os passageiros viajam em altíssima velocidade. Quando viu, já foi. 

#4 CN Tower

Localizada em Toronto, no Canadá, a Torre CN foi construída inicialmente para telecomunicação, mas, hoje, é também um grande ponto turístico. Do alto dos seus 553 metros de altura, a CN Tower foi nomeada pela Sociedade Americana de Engenheiros Civis (juntamente com o chunnel) como uma das Maravilhas do Mundo Moderno. Muitas mídias transmitem programação por meio de sua estrutura, que conta ainda com observatórios e até mesmo um restaurante. Essa é uma prova física de comunicação e engenharia andam de mãos dadas.


Precisou rolar muito a página para chegar até aqui? Pois esse é só o topo da torre. 

#5 Estádio Nacional de Beijing

Também conhecido como The Bird’s Nest (ou o ninho do pássaro), o estádio erguido para as Olimpíadas de 2008 tem mais aço em sua estrutura do que qualquer outra construção no planeta: 110 toneladas. No início desse mês, esse foi o cenário do Superclássico das Américas de futebol, disputado por Brasil e Argentina. A imagem noturna do estádio é de tirar o fôlego. Os engenheiros que idealizaram o Estádio Nacional de Pequim foram hábeis ao capturar informação para trazer a identidade nacional ao projeto, de modo que o povo chinês se sentisse bem representado nessa grande construção. 


Ninho do Pássaro é um apelido fofo, mas imagina o tamanho do passarinho que viveria aí. 

#6 Projeto Delta

Localizado na Holanda, essa maravilhosa engenhoca foi idealizada para ser um sistema de defesa contra as subidas de marés. Aqueles são países baixos, sabemos, e, em 1953, uma brecha em um dique provocou a morte de quase duas mil pessoas, além de ter foçado outras 70 mil a evacuarem a área. O projeto é extremamente inteligente e ambicioso. Merece com louvor seu lugar na lista. Podemos imaginar que talvez os idealizadores do Projeto Delta tenham corrido contra o tempo ao erguer esse sistema de defesa, sem saber quando uma nova maré alta poderia assolar a costa. O gerenciamento de tempo, sabemos, é uma grande habilidade a ser trabalhada por um engenheiro. 


É útil, salva vidas e, ainda por cima, uma bela paisagem.

#7 Canal do Panamá

Uma das maiores amostras da capacidade do homem em usar a natureza a seu favor, o Canal do Panamá liga o Oceano Atlântico ao Pacífico. A travessia é feita por navios, dura entre 20 e 30 horas e é essencial para o comércio marítimo internacional. Mas o sucesso não veio fácil: a construção do canal durou muitos anos e foi interrompida diversas vezes devido à alta mortandade dos trabalhadores por doenças tropicais. Nesse momento, podemos dizer que os responsáveis pela construção do canal se viram diante de dilemas éticos. Essa é uma realidade enfrentada por muitos engenheiros, e é imprescindível saber como agir diante dessas dificuldades. 


Não tem passagem aquática por aqui? Sem problemas, a gente constrói. 

#8 Golden Gate Bridge

Personagem de muitos filmes de Hollywood, a ponte localizada na Califórnia é um famoso cartão postal norte-americano. Além disso, a belíssima construção liga a cidade de São Francisco, que é uma península, a regiões vizinhas. Para o delírio dos engenheiros de plantão, ela se utiliza da teoria da deflexão, por ser suspensa por cabos. Isso quer dizer que a ponte tem capacidade de ondular de forma compensatória sob fortes ventos, mantendo intacta sua estrutura.


Olhando essa imagem, alguém lembrou de algum filme estrelado pela Golden Gate?

#9 Viaduto de Millau

Sim, amigos, são nuvens o que cerca o viaduto na imagem. Localizado na França, essa é a ponte mais alta do Europa, chegando a ficar a 343 metros do chão. Em seu ponto mais alto, o Viaduto de Millau supera até a mesmo a Torre Eiffel, se tornando a construção mais alta daquele país. 


Viajar pelo Viaduto de Millau é estar com a cabeça nas nuvens e os pés no chão. 

#10 Estação Espacial Internacional

Não é apenas um projeto de engenharia, mas um projeto conjunto de diversos países e que – um plus – está no espaço. Essa é a única estrutura permanente que foi boa parte construída em órbita, o que exigiu muitas missões espaciais russas, americanas, além da colaboração da Agência Espacial Europeia, para sua conclusão. E você aí reclamando de ter que pegar duas conduções para o serviço, hein? A confecção da EEI traz à tona a abordagem sistêmica na engenharia, na qual os conhecimentos de diversas ciências são conjugados para chegar ao resultado final. E que resultado!


Olhando assim parece pequenininha, mas a Estação Espacial Internacional contém diversos módulos e abriga seis tripulantes por vez. 

Menção honrosa: o hotel de gelo

Não basta fazer um grande projeto de engenharia e construí-lo, é preciso reerguê-lo anualmente, em diferentes locais. Essa é a proposta do Ice Hotel, cuja estrutura é toda feita de esculturas de gelo. Sua montagem exige que os construtores encarem temperaturas de até 40 graus negativos durante o trabalho (brrrrrr). Ponto para os projetistas – e para todos que tornaram esse hotel possível – especialmente no quesito criatividade. 


A rainha de gelo do desenho animado bem podia dar uma mãozinha pro pessoal da montagem, né?

E você? Ficou interessado pela profissão? É certamente um desafio e tanto. ;)

A agridoce festa da democracia

0 13 outubro 2014 | 12:12

A cada dois anos, no mês de outubro, o Brasil passa por um processo eleitoral. Chamamos popularmente esse processo de festa de democracia, mas nem sempre essas celebrações ocorrem baseadas na alegria que só a afirmação da cidadania sabe trazer. Selecionamos hoje imagens que contam um pouquinho da história da democracia no Brasil e no mundo, que é para nos mantermos todos devidamente inspirados para a grande missão que teremos no final do mês. ;)

#1 O direito das mulheres

As mulheres, por muitos anos, foram privadas de realizar as mesmas atividades que os homens e, com o voto, não foi diferente. Nos Estados Unidos, a partir do final do século XIX, militantes do sufrágio universal travaram uma verdadeira guerra para garantir às mulheres o direito de participarem do pleito. Em 1920, finalmente, elas puderam votar, mas não sem as chamadas suffragettes encontrarem muita resistência pelo caminho.


Hoje não conseguimos conceber que mulheres não sejam consideradas cidadãs aptas a votar, mas foi muito difícil conquistar esse direito.
[FONTE: World History]


O movimento sufragista inspirou mulheres por todo o mundo, e muitas foram presas por seus protestos. 
[FONTE: Glasgow’s Women’s Library]

#2 A resistência da democracia no Brasil

A famosa Campanha da Legalidade teve sede em Porto Alegre, mas comoveu todo o Brasil. Em 1961, após a renúncia do então presidente Jânio Quadros, os militares tentaram impedir a posse de seu vice, João Goulart. Comandada por Leonel Brizola, governador do Rio Grande do Sul à época, a rebelião durou duas semanas e garantiu a posse de Jango, mantendo-se a ordem jurídica.


O movimento pela Legalidade obteve forte apelo popular, especialmente nas regiões sul e sudeste do país.
[FONTE: Arquivo Histórico do Rio Grande do Sul]


O programa de rádio da resistência realizado por Leonel Brizola de dentro do Palácio Piratini, em que estava sitiado, foi transmitido por mais de 15 rádios, formando a Cadeia da Legalidade.
[FONTE: A Verdade]

#3 Diretas Já e Impeachment

No fim e logo após a ditatura militar (1964-1985), o Brasil passou por dois momentos em que foi demonstrada a força do povo em prol da democracia. No movimento Diretas Já (1983-1984), manifestações pediram que o presidente, até então definido pelos militares, voltasse a ser eleito por voto popular. Em 1985, Tancredo Neves foi eleito pelo colégio eleitoral em eleições indiretas, uma vitória parcial do movimento. Em 1989, nas primeiras eleições diretas após a ditadura, Fernando Collor de Mello foi eleito. Após muitos escândalos e corrupção, o povo foi às ruas novamente pedindo o seu impeachment, e Collor renunciou ao mandato. 


O movimento por eleições diretas e pelo fim da ditadura levou um mar de gente às ruas do Brasil.
[FONTE: Minuto Ligado


Os jovens saíram as ruas vestindo preto e com verde e amarelo nas faces pelo fim do mandato de Collor, em movimento que ficou conhecido como sendo dos caras-pintadas.
[FONTE: Redes Moderna]

#4 A democracia em dois lados distintos

Inimigos políticos, Estados Unidos e Afeganistão experimentam a democracia cada um a seu jeito. Nos EUA, o voto não é obrigatório, mas em 2012, ano em que Barack Obama foi reeleito, grandes filas se formaram nas urnas. Já o Afeganistão teve, em 2014, sua primeira transferência democrática de poder após a queda do regime talibã, e um dos principais temas foi justamente as relações com o governo norte-americano.


O ano de 2012 foi marcado por um comparecimento recorde de eleitores às urnas nos Estados Unidos, em que o voto não é obrigatório e que é realizada por meio de colégios eleitorais
[FONTE: The Guardian]


Nas zonas mais remotas do Afeganistão, mulas foram utilizadas para carregar as urnas em pleno 2014, em um pleito que passou até mesmo por acusações de fraude. 
[FONTE: Reuters]

#5 O povo nas ruas hoje

O ano de 2013 foi marcado por diversas manifestações populares em território nacional, especialmente no mês de junho. Levantando as mais diversas bandeiras, o povo foi às ruas, dando origem a frases de efeito como “o gigante acordou” e “não é pelos 20 centavos”, referente ao aumento das passagens de ônibus, o estopim do movimento. Os protestos foram marcados por imensa participação popular e diversos conflitos com a polícia. 

Já em Hong Kong, diversas manifestações pró-democracia estão sendo realizadas nesse mês de outubro, especialmente por jovens e estudantes, o que lembra bastante os movimentos brasileiros de junho de 2013. Os manifestantes se rebelam contra o fato de a China haver proibido eleições livres na região, permitindo apenas candidatos leais a Pequim.


Junho de 2013 foi marcado por diversos protestos no Brasil. O povo tomou as ruas no Rio de Janeiro...
[FONTE: Germinal]


… e no Congresso Nacional, em Brasília.
[FONTE: Wikipedia]


Manifestantes têm tomado as ruas de Hong Kong sistematicamente nesse mês, exigindo eleições livres na região.
[FONTE: Rising Powers]

Esses são apenas alguns exemplos de situações em que o poder das massas foi exercido, seja por meio do comparecimento às urnas ou por protestos realizados em via pública. Para entender a essência da participação popular em todas as suas manifestações, o livro Teorias da Democracia é um prato cheio, pois traz uma introdução crítica ao tema, focando-se nos debates contemporâneos.

O outubro rosa de cada dia

0 6 outubro 2014 | 15:10

No Brasil, assim como no resto do mundo, outubro será o mês do rosa. Pelas próximas semanas, estaremos envoltos em uma luta que é global. Outubro Rosa é uma campanha de conscientização cujo objetivo é alertar a sociedade, especialmente as mulheres, sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama. Criado em 1990, o projeto vem ganhando a cada ano mais relevância e até já inspirou a criação de uma segunda campanha, o Novembro Azul, que busca alertar os homens sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de próstata.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, o câncer de mama é primeira causa de mortes frequentes por câncer em mulheres e a quinta causa de morte por câncer em dados gerais. Portanto, poucos são aqueles que têm a sorte de não se deparar com essa doença terrível em suas famílias ou no seu grupo de amigos. Especialmente o de mama, que não afeta apenas a saúde das mulheres, mas também sua autoestima.


Mulheres se desnudam para as lentes de David Jay no The Scar Project
[FONTE: The Scar Project]

Muito se ouve falar de mulheres que fazem cirurgia plástica para diminuir a agressividade da cirurgia de remoção do câncer de mama, mas pouco se escuta sobre aquelas que nada fizeram e que carregam consigo suas cicatrizes. Pensando nisso, o fotógrafo David Jay criou o The Scar Project. A iniciativa propõe uma reflexão sobre a campanha reunindo imagens de mulheres que carregam consigo suas cicatrizes da mastectomia (retirada da mama). Não por acaso o slogan é: Câncer de Mama não é um laço rosa. Afinal, é preciso lembrar que a luta contra o câncer tem vários estágios, da prevenção ao apoio psicológico às vítimas.


Fotógrafo buscou mulheres de todas as etnias e idades para mostrar que o problema é global
[FONTE: The Scar Project]


Fotos do The Scar Project vêm ao Brasil para uma exposição no MAC de Niterói, no Rio de Janeiro
[FONTE: The Scar Project]

A partir do dia 10 de outubro, moradores e visitantes do Rio de Janeiro poderão ver de perto algumas das fotos do The Scar Project. Isso porque as impactantes imagens de David Jay estarão em exposição até dia 2 de novembro no MAC de Niterói. A iniciativa é uma promoção da Fundação Rosa e do MAC Niterói.

Outro projeto interessante para refletir sobre os perigos do câncer de mama é Grace. Enquanto o preto e branco das fotos de David Jay nos mostram uma verdade nua e crua, as cores de Charise Isis dão mais vida às mulheres que não reconstruíram a mama após a remoção do tumor. Mais do que isso, em Grace, a fotógrafa busca inspiração na Grécia antiga para colocar essas mulheres em uma espécie de Olimpo, representando as deusas e heroínas que elas verdadeiramente são. E tal qual Jay, Charise Isis busca no site do seu projeto doações para transformar seu trabalho em livro e, assim, fazer a sua parte na luta contra o câncer de mama. E você, como vai fazer a sua nesse Outubro Rosa?


Grace é o projeto de uma fotógrafa inspirada no helenismo
[FONTE: Hypeness]


Em suas fotos, Charise Isis transforma as mulheres operadas em deusas gregas
[FONTE: Hypeness]


Quem aí reconheceu a Vênus de Milo nessa foto?
[FONTE: Hypeness]

Nutrição artística e divertida

0 29 setembro 2014 | 12:16

Uma das maiores reclamações entre pais e mães é a dificuldade em fazer seus filhotes comerem de forma saudável. Porém, verdade seja dita, quantos adultos conhecemos que não colocam um verdinho no prato de jeito nenhum? Alguém se acusou? Hoje, em nossa inspiração da semana, mostraremos verdadeiras obras de arte feitas com deliciosas comidinhas. Todos os nossos artistas são progenitores que, insatisfeitos com a alimentação de seus rebentos, resolveram ser criativos na resolução do problema. Cada um em um local do globo, Lee Samantha, Ming Li e o famoso Lunchbox Dad miraram na nutrição, mas acertaram também na diversão e na cultura pop. 


Lee Samantha é uma mãe malasiana que começou a fazer pratos divertidos em 2008, para que a filha passasse a comer de forma independente, como a Merida. 
[FONTE: Lee Samantha]


A filha cresceu e a fama ficou. Também pudera, olha esse Snoopy pescador!
[FONTE: Lee Samantha]


Devorando e adquirindo os poderes do Rei do Pop!
[FONTE: Lee Samantha]


E do Rei do Rock também, por que não?
[FONTE: Lee Samantha]


Passamos a gostar de picles imediatamente após visualizar esse prato! Samantha pode ser encontrada também no Instagram
[FONTE: Lee Samantha]

A preocupação dos pais com a alimentação dos filhos procede e muito. Hoje, com tanto alimento industrializado e cheio de açúcar à disposição, fica difícil convencer os pequenos a comerem de forma natural e saudável. Esse é um dos grandes desafios da nutrição contemporânea, juntamente com a falta de tempo dos adultos para prepararem seus próprios alimentos. Mas, mesmo que não consigamos fazer refeições com cenários de sonho, um prato colorido também tem seu charme, não?


Li Ming é uma mãe de Cingapura que também faz pratos lindos e nutritivos para os rebentos. Esse é simples, fofo e uma refeição completa.
[FONTE: Bored Panda]


Confessamos que esse prato, em especial, vai dar um pouquinho de pena de comer. 
[FONTE: Bored Panda]


Os meninos costumam sugerir ideias para a mãe, e então surgem coisas fantásticas como o almoço Super Mario!
[FONTE: Bored Panda]


Não são só as mães que se destacam, o pai Beau é o famoso Lunchbox Dad, que faz lanches criativos e saudáveis para os filhos, como esse sushi de mentirinha. 
[FONTE: Lunchbox Dad]


Segredo para ser o mais popular do prezinho: um lanche com a imagem da tartaruga ninja Michelângelo e seu tchaco. Cool!
[FONTE: Lunchbox Dad]

E aí? O leitor se empolgou para montar um prato cheio de salada e variedade no buffet? Ou para fazer uma comidinha nutritiva e divertida para os pimpolhos? Então nossa missão nesta segunda-feira está cumprida. ;)

Pequenas criaturas inspiradoras

0 22 setembro 2014 | 16:32

Qual criança nunca imaginou um mundo em miniatura logo que ouviu falar de duendes, seres pequenos com grandes poderes mágicos? Ou passou a tarde deitado na grama pensando em como seria a vida secreta das formigas, o que elas realmente fazem dentro de suas casas quando ninguém está olhando. E, ainda, ao despertar no meio da noite, procurou se certificar de que os brinquedos não haviam ganhado vida. Se você se viu em umas dessas situações vai sorrir quando conhecer mais do trabalho de Isaac Cordal. E refletir também.


Morri e fiquei aqui abandonado
[FONTE: So bad, so good]


Envelhecer a dois é isso

Artista espanhol versado na arte da escultura e da fotografia, Cordal criou um mundo paralelo de seres minúsculos que habitam as ruas do México na série Cement Eclipse, ou, na tradução livre, eclipse de cimento. O nome, aparentemente lúdico e sem sentido, na verdade dá pistas do que o escultor pretende com seus pequenos bonecos de cimento, todos feitos à semelhança do criador, ou seja, humanizados. E tal qual o fenômeno responsável por cobrir a lua com o sol ou vice e versa, a série Cement Eclipse evidencia um pouco do que nós, seres humanos, somos, mas às vezes não queremos ver


Eu vejo flores em você


Alguém me tire daqui!
[FONTE: Fusion]

A série de bonecos encontrados nas ruas de Chiara pode parecer só mais uma expressão de arte urbana, outra vertente do trabalho de Isaac Corral, mas é muito mais do que isso. Com suas figuras esqueléticas, o artista não só homenageia a cultura local, sua predileção por caveiras e sua relação com a morte, como faz uma critica sutil àquela sociedade, parte do todo em que vivemos. Em seus trabalhos, ele critica a política, a falta de cuidados com o meio ambiente e até mesmo o fato das pessoas passarem todos os dias por obras de arte e não as apreciarem. As criações de Corral podem ser pequenas, mas não são invisíveis e, se apreciadas com atenção, abrem um mundo de possíveis leituras.


Dois menores abandonados


A eterna espera
[FONTE: So bad, so good]

Segundo o próprio artista, a ideia é que os bonecos funcionem como fósseis da cidade, e, não por acaso, são encontrados em poças d'água, em restos de canos ou simplesmente atirados no chão. Uma crítica semelhante e que mostra onde Cordal quer chegar pode ser encontrada na série anterior, a Follow The Leaders, na qual as mãos inteligentes do espanhol transformam pequenos homens de negócios em retratos que bem poderiam ser da vida real. Coloca homens de terno e suas pastas em situações que nos fazem refletir sobre o capitalismo nosso de cada dia. 


Afinal, quem é ladrão?
[FONTE: Fusion]


Vamos discutir… glub, glub, glub

Marginalizadas, as esculturas de cimento de Isaac não têm futuro, especialmente se pensarmos nas esqueléticas encontradas no México, mas será que sua existência, em cenários reais, não é capaz de nos fazer ver a beleza nos pequenos detalhes? Pense nisso e compartilhe conosco sua impressão sobre mais essa inspiração semanal. ;)

Dançando os males para longe

0 15 setembro 2014 | 12:40

A dança é uma das formas de expressão mais antigas da humanidade. Já dançamos para a natureza, pedindo comida e bons ventos, já dançamos pela chuva e até em rituais sagrados, nos quais dançávamos para os deuses. Na Idade Média, a dança, como quase toda a prática que utilizasse o corpo como instrumento, foi banida. Após, no Renascimento, voltamos a bailar, cada vez com mais classe e técnica. Atualmente, a dança pode ser diversão, sedução ou até mesmo libertação. Nossa inspiração hoje traz esses movimentos ritmados que trazem tanto da natureza humana e que são capazes de expressar tantos sentimentos. Dance! E dance como se ninguém estivesse olhando. ;)

#1 Bailando na cidade

A série Dance (Dança),  do fotógrafo norte-americano Cole Barash traz algumas de suas características mais marcantes: o equilíbrio entre paixão e precisão e a intensidade das imagens. O instante congelado é estático, mas ao observar as imagens, não temos dúvida: a modelo está dançando. E com gosto!


O contraste entre a leveza e o movimento da dançarina. 
[FONTE: Cole Barash]


Na dança, o corpo é etéreo.
[FONTE: Cole Barash]


A janela dos contrastes. 
[FONTE: Cole Barash]

#2 O corpo e o pó

Dust and Dance (Poeira e Dança) é uma interessante série de imagens propostas por Thomas David. Nela, o fotógrafo dá um banho de talco em dançarinos antes de fotografá-los em sua performance. Dessa forma, o pó torna-se uma extensão do bailarino, dando prosseguimento aos movimentos executados por seu corpo. No making of, o trabalho parece muito simples, mas transformar um pequeno instante em uma bela fotografia exige muita técnica e a busca da exposição perfeita


Um pequeno gesto, uma grande foto. 
[FONTE: Thomas David]


Pó, cabelos e corpo na composição da imagem fazem com que ela quase se mova diante de nossos olhos.
[FONTE: Thomas David]


Efeitos especiais? Dispensamos. 
[FONTE: Thomas David]

#3 O corpo líquido

Famoso por suas esculturas com água, o fotógrafo japonês Shinichi Maruyama resolveu liquefazer o corpo humano em sua série sobre dança. Nude (Nu) traz a composição de imagens de dançarinos fotografados durante sua performance, criando belos desenhos feito por seus corpos. Para chegar a esse resultado Maruyama utilizou cerca de 10.000 cliques, em sequencias de 2 mil por segundo, na composição de cada fotografia. Da união entre tecnologia e técnica fotográfica temos um conjunto de imagens de tirar o fôlego. 


O mais interessante é que quase conseguimos visualizar a coreografia que originou a imagem.
[FONTE: Shinichi Maruyama]


Alguém mais enxerga dois bailarinos nessa foto?
[FONTE: Shinichi Maruyama]


Com tantos rodopios, confessamos que ficamos cansados só de olhar. 
[FONTE: Shinichi Maruyama]

E aí? O leitor se animou a dar uma dançadinha para dar um up nessa segunda-feira? 

A beleza de antigamente serve hoje?

0 8 setembro 2014 | 10:58

O tempo é capaz de mudar tudo: de crenças científicas a conceitos culturais, passando por costumes sociais e hábitos cotidianos. As noções de estética sobre o que é belo e atraente não poderiam ficar de fora desse eterno ciclo de transformações. Hoje, selecionamos no site So Bad So Good fotos de mulheres que, em seu tempo, eram consideradas grandes beldades. Detalhe: todas elas estão no que eram consideradas poses sensuais, ainda que discretas, o nosso atual “sexy sem ser vulgar”.


Uma fantasia de cupido para conquistar os corações


Pernas de fora, mas um decote bem coberto

Lá por 1890, um decote mais profundo ou uma saia mais curta poderiam ser motivo de escândalo. Estas fotos estavam no limite do aceitável para a época: as roupas escondiam um tanto do corpo, mas buscavam valorizar o lado feminino e sedutor das moças. Para os nossos padrões atuais, muitas delas beiram o ridículo, mas quem não garante que os calendários que hoje vemos em postos de gasolina não vão causar a mesma sensação de vergonha no futuro?


Aprecie o toque especial da cartola


Quem explica? A gente nem vai tentar

Acreditamos que a beleza está mesmo nos olhos de quem vê, mas é preciso compreender que a noção de bonito de um tempo está atrelada aos valores culturais de cada época e de cada povo. Na obra Estética, o autor Daniel Herwitz traz um novo insight sobre gosto, experiência e juízo estéticos e, até mesmo, definição de arte. Se não ajuda a explicar a fantasia de cavalo acima, pelo menos esclarece os fatores subjetivos da avaliação da aparência.


Uma moça comportada toda trabalhada na transparência


Mais um cupido para deixar claro o objetivo do book fotográfico

Ficou impressionado com a diversidade de um conceito tão amplamente discutido como a beleza? Compartilhe conosco suas impressões. Exemplos de mudanças de padrões não faltam. Afinal, mesmo um ícone do sex appeal como Marilyn Monroe causa até hoje discussões sobre possível excesso de peso. Vai entender… Ao fim, a melhor política é sempre o bom e velho “seja você mesmo” ;)

Andando por aí

0 1 setembro 2014 | 15:00

Steve McCurry nasceu nos Estados Unidos em 1950 e você provavelmente o conhece pelo retrato da garota afegâ de incríveis olhos verdes que se tornou capa da revista National Geographic, com a qual ele colabora. Mas, como era de se esperar, a longa carreira do fotojornalista não se resume à sua mais célebre imagem. Steve continua fotografando regularmente e é famoso por cobrir jornalisticamente conflitos armados. Hoje, vamos mostrar um pouco da série chamada Step by Step, na qual ele retrata pessoas caminhando ao redor do mundo. Além de fazer uma viagem por diferentes paisagens ao redor do globo, a série de andarilhos nos mostra um pouco da cultura de cada país. Todas as imagens foram retiradas de seu blog pessoal.


Um pouquinho mais distância e não saberíamos mais o que é homem e o que é montanha no Afeganistão.


Cada país tem seus caminhantes em particular. Pode ter sido um momento raro, mas agora lembraremos carinhosamente de Bangladesh como o país em que se caminha como um grupo de frevo. <3


E essa linha de bonde encurtando as distâncias entre Brasil e Bangladesh? É quase como se essa imagem desse continuidade à paisagem retratada na foto anterior. 


A paisagem do Camboja, para quem não está habituado ao local, é quase de sonho. E aqui não temos uma linha mestra para os caminhantes, não é?


O anúncio está prestes a esmagar a caminhante dos Estados Unidos. Que bela metáfora da vida real, hein?

Quando jovem, Steve sonhava com estudar cinema, mas, pelos caminhos tortuosos da vida, acabou se formando em dramaturgia. Por vias ainda mais inesperadas, foi parar na fotografia, quando ganhou um emprego no jornal The Daily Collegian. Quase por acaso, ele descobria sua verdadeira vocação, e o mundo ganhava um dos maiores fotógrafos contemporâneos. Uma das características mais marcantes de seu trabalho, é a sua visão única. Afinal, para compor uma grande foto, é preciso não apenas saber o que é relevante para o fato histórico divulgado, mas também o que é particular de cada cultura, de cada povo. É isso que torna suas imagens singulares.


No Nepal, o jovem se protege da chuva com uma grande folha e nos lembra os fantásticos insetos da série do jardim. É uma relação muito íntima com a natureza, que a cidade perdeu um pouco. 


No Paquistão, devido ao traje típico, por um momento, não conseguimos distinguir que é uma mulher carregando uma máquina de costura. 


Essa paisagem surrealista fica mais perto do que podemos imaginar: no Paraguai. 


Para se achar nessas ruas sem identificação, apenas passando sete anos no Tibete. ;). 


No Vietnã, o casal segue rumo ao horizonte, uma perspectiva bem rara para quem vive na cidade. 

“Walking... is how the body measures itself against the earth” (algo como: é caminhando que o corpo se mensura com relação a terra, em tradução livre) é a frase que define a série de Steve, de acordo com o próprio fotógrafo. Retirada do livro Wanderlust: A History of Walking, de Rebecca Solnit, ela nos faz pensar em como o andar define o ser humano, desde que éramos nômades ou mal nos colocávamos em pé. É caminhando que podemos sentir toda a nossa essência e explorar  o ambiente exatamente como fizeram nossos ancestrais quando sentiram os dois pés no chão e saíram por aí. E você? Qual a última vez que caminhou e prestou atenção na paisagem que te acompanhava?

Bom humor para vestir

0 25 agosto 2014 | 11:59

Tem quem defenda que o estilo de se vestir diz muito a respeito da nossa personalidade. Talvez isso seja verdade, mas nós temos certeza de que existem algumas camisetas capazes de se manifestar de forma bastante direta sobre pensamentos e sentimentos. Com muito bom humor e diversas frases engraçadinhas, hoje apresentamos uma coletânea de camisetas que têm muito a dizer. Fica apenas um alerta: talvez você queira sair comprando todas.


Desculpe, não posso: tenho planos com meu gato
[FONTE: So Bad So Good]


Por favor, não me faça fazer coisas
[FONTE: So Bad So Good]


Quando a vida me derruba, eu geralmente fico ali e tiro uma soneca
[FONTE: So Bad So Good]

Usar roupas com frases pode ser especialmente útil naqueles dias em que acordamos sem nenhuma vontade de se comunicar com o mundo. Esse é o mote das camisetas listadas pelo site So Bad So Good: elas são perfeitas para manhãs de ressaca, momentos de preguiça e indiretas em geral. O mais legal é que, ao invés de passar por antipático ao pedir para ser deixado em paz, você sai com cara de bem humorado e descolado. Adoramos!


Impossível sair da cama. Mande ajuda. Ou waffles. Apenas waffles.
[FONTE: So Bad So Good]


Ah, pois é…
[FONTE: Brutal Camisetas]

Em terras tupiniquins, também há estilistas especializados em personalização de roupas. É o caso do ex-publicitário Eduardo Egs, que hoje se dedica a duas marcas próprias de camisetas, a Brutal e a Letal. A fabricação das peças começou quase como brincadeira, mas logo se transformou em coisa séria e o design de estamparia passou a ser a principal atividade de Eduardo.


Saia na rua com essa e quem sabe você não ganha uns conselhos por aí?
[FONTE: Brutal Camisetas]


Quem tem mais de 25 anos vai saber de quem é a música
[FONTE: Brutal Camisetas]


Como não se solidarizar?
[FONTE: Letal Camisetas]

Enquanto a Brutal se inspira na cultura pop dos anos 90 e na sabedoria do povo, a Letal é totalmente ao gosto do freguês. Você diz o que deseja ter escrito na camiseta e o designer faz a peça artesanalmente. Assim, o que era apenas um artigo de vestuário se transforma em obra coletiva :)


Todos estamos, meu amigo, todos estamos
[FONTE: Letal Camisetas]


Cada um com sua vocação na vida
[FONTE: Letal Camisetas]


Para comentar com outra frase de camiseta: quem nunca?
[FONTE: Brutal Camisetas]

E então, ficou inspirado para fazer suas próprias camisetas? Conte para a gente nos comentários o que você escreveria no peito ou mande uma foto da sua peça feita em casa. Se aprendemos algo hoje, é que basta um pincel e um pouco de tinta para tecidos para ter um artigo único, exclusivo e com a sua cara!

Como os franceses viam o futuro

0 18 agosto 2014 | 13:08

Nós não somos Nostradamus, aquele velhinho barbudo que ficou mundialmente conhecido pela sua suposta capacidade de prever o futuro, mas adoramos o assunto. Por aqui, nós já falamos de pesquisas que mostram como nós, humanos, poderemos ser daqui a alguns anos – olhos esbugalhados e peles que mudam de cor –, e de produtos que prometem facilitar nossas vidas em pouco tempo. Também buscamos no passado algumas ideias e expectativas de como seria o nosso atual presente, os famosos anos 2000. Para a inspiração da semana de hoje, fomos ainda mais longe: para a França e para aos anos de 1899.


Você confiaria a sua barba ou o seu cabelo a uma máquina?
[FONTE: So Bad So Good]


Máquinas parecidas a essa imaginada pelos franceses já existem em algumas granjas

Há 115 anos, um grupo de artistas liderados por Jean-Marc Côté decidiu usar sua imagem e talento para prever como seria o estilo de vida dos cidadãos do século 21. Em uma série de ilustrações, podemos perceber que o futuro imaginado por esses franceses era muito mais divertido e curioso do que o atual. Algumas imagens, no entanto, ilustram bem alguns aspectos da nossa realidade, como nossos cérebros conectados à tecnologia – ainda que não literalmente – e máquinas de fazer café.


Fisicamente, não estamos totalmente conectados à tecnologia, mas metaforicamente...


Máquina de café já é uma realidade não só nas cafeterias e padarias, mas na casa das pessoas

Uma pena que ainda não podemos habitar o fundo mar sem morrer afogados e voar não apenas em aviões, mas com asas próprias para humanos. Com a ajuda do livro Cinco Mentes Para o Futuro, porém, podemos desenvolver as habilidades cognitivas que terão valor nos próximos anos e se preparar melhor para os dias que virão. Os reais, não os imaginados, é claro! Enquanto isso, fique com mais algumas imagens;)


Jogar cricket com os amigos no fundo do mar, quem nunca? 


Será que os carteiros iam preferir voar a andar? Sim ou com certeza?


O eterno sonho humano de voar com as próprias asas ainda não foi realizado

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