Lave-me ou faça-me obra de arte

0 28 julho 2014 | 12:39

Se quando você era criança gostava de ser o engraçadinho da turma e escrever “Lave-me” nos carros cobertos de pó que via pela rua, saiba que nisso podia estar escondido um grande talento artístico. Pelo menos esse foi o caso de Scott Wade, um americano que cresceu perto de uma estrada poeirenta no Texas e, de tanto ver o carro da família coberto de terra, decidiu transformar aquilo em tela para seus desenhos. A técnica foi se aprimorando com o tempo e hoje ele é capaz de obter resultados como esses que a gente traz para inspirar o começo da semana.


Feita na sujeira, a Mona Lisa continua igualmente misteriosa.
[FONTE: todas as imagens são do site de Scott Wade]


Um grupo de mariachis alegra as janelas pouco cuidadas

Em seu site pessoal, Wade conta que nunca tomou a decisão de se tornar um artista de vidros de carros. A coisa começou como uma brincadeira. Filho de um cartunista amador, Wade rabiscava os vidros do carro para espantar o tédio e, como o carro estava constantemente coberto de poeira, ele logo passou a experimentar com palitos e outros objetos até chegar aos pincéis.


Uma composição impressionante improvisada no carro da família


Outra releitura de uma grande obra de arte

Foi apenas em 2003 que o artista se deu conta de que poderia desenvolver o trabalho e levá-lo ao “próximo nível”. Um de seus passatempos prediletos é tentar recriar as pinturas dos grandes mestres no pó acumulado. Claro que, ao contrário do teto da Capela Sistina, a arte de Wade dura apenas até a próxima chuva. Mas, assim como os profissionais da arte efêmera, ele não se preocupa com isso e vê o lado positivo: quando uma obra desaparecer, surge espaço para a próxima.


O original já é impressionante, que dizer da versão na poeira?


Reconhece o Ronaldinho Gaúcho? Essa obra foi feita em uma visita ao Brasil

A fama bateu à porta de Wade quando um amigo apresentou fotos de seu trabalho a um jornalista. Assim, o diário local fez uma nota sobre o peculiar artista e publicou uma galeria de imagens. Em menos de uma semana, as obras caíram nas graças da internet e milhares de blogs repercutiram o caso. Hoje, embora mantenha seu trabalho diurno em tempo integral, Wade faz performances em eventos, viaja para entrevistas e atua em peças publicitárias.


Aqui, Wade está finalizando um retrato de Frida Kahlo


Obra feita para um evento promocional

Se nos perguntassem, a gente apostaria que Wade foi leitor da obra Fazendo Arte com Qualquer Coisa quando era criança. O livro traz projetos artísticos fantásticos que usam apenas materiais do dia a dia. Para quem tem ou convive com crianças de 4 a 10 anos de idade, essa é a chance de despertar o artista interior que vive nelas. Em alguns anos, elas podem estar tirando seu sustento da criatividade, assim como Wade pretende fazer em breve: se tudo der certo, ele logo passará a viver só de arte em carros sujos.


Esse trabalho foi uma encomenda para o aniversário de Bob (seja ele quem for)


Uma banda de blues em sua apresentação empoeirada

Se você ainda não clicou no link para o site do artista, a gente recomenda a visita. A galeria de imagens é muito maior do que poderíamos colocar aqui, e a seção de perguntas frequentes é uma aula de vida: afinal, Wade foi artista por vocação, soube aproveitar a oportunidade quando ela bateu à porta e pratica o desapego diariamente. Uma inspiração e tanto!

Esqueci de te esquecer

0 21 julho 2014 | 15:45

Qual vai ser o próximo destino das suas férias? Um lugar super badalado como Nova Iorque ou um lugar pouco convidativo como a Coreia do Norte? Em geral, nossas escolhas alternam entre esses dois tipos: lugares que todo mundo já foi e lugares em que poucas pessoas pisaram. Mas que tal inovar mesmo e visitar um local que foi deixando para trás pela humanidade, praticamente esquecido aos longos dos anos pelo turismo?

Por aqui, nós adoramos falar de lugares: de cenários espetaculares para um jantar a dois e dos sons das ruas. Logo, não é de se espantar que caíssemos de amores por essa lista publicada por Kate Schneider de locais abandonados, construídos e depois desprezados pelo ser humano, muitos dos quais deveriam receber visitantes não só por sua beleza, mas pela história que contam. Conheça nossos preferidos e se inspire para a sua próxima folga.

#1 Kolmanskop, Namibia

Os dias de glória de Kolmanskop, na Namibia, duraram de 1920 até 1960. Região de um dos minérios mais cobiçados, o diamante, a cidade ficou para trás quando os caçadores de pedras preciosas encontraram locais mais frutíferos. Sem pensar duas vezes, os mineiros foram embora, mas suas casas ficaram e, com o passar do tempo, foram sendo tomadas por um material não tão nobre: a areia do deserto, cuja ação resulta em belas imagens que são fotografadas por exploradores de diversas partes do mundo. Ao que diz a colunista,a vila está sendo restaurada.


[FONTE: News.com.au]


[FONTE: Documenting Reality]

#2 Michigan Central Station, Detroit

No início da era industrial, lá pelos idos, já bem idos, de 1900, Detroit era uma área movimentada: repleta de trabalhadores, de fábricas e de talentosos designers de interiores. Pelo menos é o que dá a entender a Michigan Central Station, uma estação de trem que não vê uma locomotiva partindo dali desde 1988. O edifício está localizado no distrito histórico de Corktown, cerca de 3 km a sudoeste do centro da cidade e, atualmente, se encontra desocupado, aguardando restauração. 


[FONTE: News.com.au]


[FONTE: Wikipedia]

#3 Hospital militar de Beelitz, na Alemanha

Construído em 1898 para abrigar pacientes com tuberculose e reconstruído por Adolf Hitler em 1916 após ser atingido durante a Batalha do Somme, o hospital militar de Beelitz, na Alemanha, está hoje abandonado. Na década de 20, ele vivia cheio, e assim permaneceu até 1944, época em que a região era controlada pelos soviéticos. Com o fim da URSS, em 1991, foi logo desocupado e, desde 1994, se encontra completamente vazio. Tido como um símbolo do nazismo, chamado de o hospital de Hitler, o local em Beelitz parece, pelas fotos, estar do mesmo jeito que foi largado. Uma pena, pois mesmo os símbolos de períodos negros da história da humanidade precisam ser preservados e lembrados para que os erros não se repitam


[FONTE: Daily Mail]


[FONTE: Daily Mail]

#4 Salto Hotel, Colômbia

Situado ao lado de uma enorme e bonita cachoeira perto de Bogotá, o Hotel del Salto, inaugurado em 1928, foi bastante popular até que o homem, sempre ele, contaminou demais o local, a ponto de afastar os turistas. Com a criação de uma hidrelétrica na região e a poluição do rio, os turistas foram escasseando e o hotel acabou sendo fechado em 1990. Com o passar o tempo, o Hotel del Salto ficou ainda mais abandonado conforme crescia a lenda de que era amaldiçoado. A cachoeira de inúmeros metros de altura e profundidade era constantemente escolhida pelos suicidas. Desde 2013, o local abriga um museu.


[FONTE: News.com.au]


[FONTE: Daily Art]

#5 Shicheng, China, a cidade subaquática

A cidade de Shicheng, ou Lion City como também é conhecida, foi submersa pelo Lago Qiandao, na China, em 1959, em meio à construção da Estação Hidrelétrica (de novo elas) do rio Xin. Desde então, toda a região está debaixo d'água. Há mais de 50 anos na sua versão aquática, a cidade permanece intacta. E não se deixe espantar pelo seu aspecto molhado: há algum tempo mergulhadores transformaram o local em ponto turístico que permite aos mais curiosos conhecer parte da história chinesa deixada para trás


[FONTE: Daily Mail]


[FONTE: Daily Mail]

Se você ficou interessado nesse turismo do esquecimento, da memória e do abandono, a lista do News.com.au tem mais cinco destinos ao redor do mundo que podem aguçar sua curiosidade. E se tiver a oportunidade de conhecer algum deles, não esqueça de compartilhar conosco: a lembrança se faz do compartilhamento de histórias. :)

Fabuloso quintal

1 14 julho 2014 | 07:27

Quem viveu nos anos 1990 ou gosta de garimpar os clássicos infantis do cinema certamente lembrará de Querida, Encolhi as Crianças. No longa da Disney, um grupo que tem seu tamanho acidentalmente muito reduzido, fica perdido na imensidão do próprio pátio, dorme numa pecinha de Lego e faz amizade com uma formiguinha! Quem não viu esse inseto com novos olhos depois de assistir ao filme? Essa ideia de encontrar o fantástico em coisas tão pequenas e triviais também está presente no trabalho de Vyacheslav Mishchenko, que, com sua técnica, nos mostra toda a beleza do minimundo que há no jardim.


Mishchenko fotografa tudo quanto é inseto e pequeno animal, mas sua paixão são os caracóis. Ele ama tanto sua forma quanto seu comportamento e acredita que são mágicos.
[FONTE: Vyacheslav Mishchenko]


Paraquedas na chuva, porque não basta ser caracol, tem que saber se divertir. 


Nessa situação, se humanas fossem, essas formigas certamente estariam dizendo que não está fácil para ninguém. 


“Pode vir, galera, a barra tá limpa!” Se essa formiga não está chamando os amigos, então não sabemos mais nada sobre linguagem corporal.


Borboletas: mesmo camufladas, sempre saem bem na foto. São as top models da natureza. 

A macrofotografia de Mishchenko é uma técnica de fotografia avançada que traz imagens de pequenos seres ou objetos que passam despercebidos no dia a dia. Quanto mais aproximada for a fotografia e quanto maior for a foto quando ela for exposta, maior é o impacto. Realmente, é uma experiência incrível ver que formiguinhas têm rostinhos e que os sapos, por menores que sejam, não perdem a majestade, mesmo com a mínima chance de virar príncipe.


Se as crenças populares estão certas, imagina a sorte que não tem essa casca de noz. 


Um flagra do momento em que a doce joaninha mostra sua identidade secreta e sai para combater o crime. 


“Numa boa, fazendo umas flexões na barra fixa.”


“Numa boa, fazendo carinho no meu pet cascudinho.” 


O pequeno sapo aparece com essa expressão blasé de quem mira o horizonte em todas as fotos de seu álbum. Quase podemos ouvi-lo coachar dizendo que não se importa. 

A paixão por fotografia (e por bichinhos) de Mishchenko começou na infância. Sua primeira macrofotografia (que a gente nunca esquece) foi aos 10 anos. No entanto, na idade adulta, passou a se dedicar à pintura. Foi com o advento da fotografia digital e suas possibilidades infinitas, que ele retornou ao mundo mágico do jardim e passou a levar sua paixão a sério. Suas dicas para quem quer começar na área são desenvolver a visão artística, ser paciente, amar a natureza e ser romântico. E as nossas dicas para quem se inspirou com o trabalho do fotógrafo são: aprimorar seus talentos, não desistir dos sonhos e estudar bastante para descobrir meios de concretizá-los, como fez o artista de nossa inspiração de hoje. ;)

Inspiração: o real desenhado

0 7 julho 2014 | 14:37

Desde os tempos em que habitava as cavernas, o homem tenta representar seus pares e tudo que o cerca. E, ainda que recebam a alcunha de arte rupestre, temos que ser sinceros e dizer que nem sempre aqueles rabiscos encontrados em algumas formações rochosas se diferenciam de simples desenhos de crianças. Mas críticas de arte e brincadeiras à parte, a verdade é que retratar o mundo com a sua vitalidade não é fácil e tampouco é tarefa para muitos. 

Os poucos artistas que, com suas mãos e, ok, talvez um pouco de tecnologia, conseguem representar pessoas e objetos não só fazem bonito como nos inspiram com sua capacidade de colocar no papel aquilo que vêem, com todos seus detalhes e imperfeições. E se parece difícil colocar o mundo na folha em branco, o que se pode falar das animações, que combinam o analógico do desenho com o digital do cinema atual? Mesmo na era da computação gráfica e do aprimoramento digital, a ilustração continua a ser uma ferramenta vital na criação de sentido e de identidade na animação.

Falando em animação, já imaginou se seus personagens preferidos da telinha ganhassem tantos detalhes que se tornassem quase humanos? Foi o que fez o brasileiro Alexandre Salles com aquela turma que ninguém sabe que fim levou… A Caverna do Dragão! De acordo com o artista, que é citado pelo site MegaCurioso, ele usa técnicas de surrealismo e do fotorrealismo em seus trabalhos. E sabe tanto de desenho que chegou a fazer ilustrações para livros de Medicina, tamanha fidelidade aos detalhes. 

#1 Mestre dos Magos: se você já duvidava da bondade dele com o grupo de jovens perdidos, que se pode dizer depois dessa imagem?


[FONTE: MegaCurioso]

# 2 Diana e seu bastão parecem ainda mais perigosos do que na animação

#3 O cavalo do Vingador tem uma perna de fogo, o que está longe de ser possível na vida real, mas os músculos de ambos parecem ter sido talhados a muita malhação

Tirar personagens de desenhos animados da tela é divertido, e o resultado é, de fato, espantoso, mas navegando na internet encontramos outro artista que gosta de representar seus personagens com uma dose extra de realismo: a própria realidade. Mas como assim? Nós explicamos: o que Joel Daniel Phillips, de São Francisco, nos Estados Unidos, faz é usar seu talento para chamar atenção para indivíduos que diariamente são ignorados pela população. A diferença é que, ao invés da fotografia, Joel usa a ilustração e seus traços extremamente realistas para capturar um pouco das histórias talhadas nos rostos de indigentes que vivem nas ruas. E, o mais legal disso tudo: ele desenha com carvão.

#1 O homem e sua bicicleta


[FONTE: IdeaFixa]

#2 Quase dá para cheirar a fumaça do cigarro daqui

#3 A luz bate em seu rosto e o homem franze a testa

E, para finalizar a inspiração de hoje, um vídeo em timelapse do trabalha do italiano Marcello Barenghi, um designer gráfico que faz desenhos com grafite, lápis de cor e airbrush, também chamado de aerógrafo, instrumento utilizado para fazer pinturas com ajuda do ar que pode vir de um compressor ou de uma lata, como no caso dos sprays utilizados no grafite. Os trabalhos de Marcello, como ele mesmo diz, são cópias da vida, de outras de imagens e resultado da sua própria interpretação ou invenções da sua cabeça. 

 

Brincadeira contemporânea

2 30 junho 2014 | 07:23

De um lado, um artista multidisciplinar, satírico, ativista político e inteiramente anônimo. Do outro, um brinquedo extremamente popular, que atravessa os anos sendo sucesso absoluto entre crianças e adultos, uma marca sacramentada no mercado. Juntam-se os dois: será que sai boa coisa? Boa não, ótima. O fotógrafo norte-americano Jeff Friesen resolveu unir essas duas referências tão distintas para criar uma divertida série que faz releituras das intervenções urbanas do grafiteiro britânico Bansky em pecinhas de Lego. E é essa mistura de ironia e brincadeira de criança que nos inspira no dia de hoje.



A versão de Lego do famoso The Girl with the Balloon não foi sua única atualização: o próprio Bansky fez uma releitura, em 2011, em suporte às vítimas da crise na Síria.
[FONTE: The Brick Fantastic]


O original conta com uma mensagem positiva: there’s always hope (sempre há esperança) está escrito no muro.
[FONTE: Fo]


Flower Thrower (algo como o jogador de flores), de 2003, é uma das obras mais famosas de Bansky e, na versão Lego, o jogador ganha um alvo para seu buquê.
[FONTE: The Brick Fantastic]


O original localiza-se em Jerusalém e foi finalizado em 2003. Toda a obra é feita em preto e branco, exceto pelas flores coloridas, e é uma mensagem de paz em uma zona de guerra. 
[FONTE: Upgrade]


Embora não costume fazer trabalhos comerciais, Bansky criou a série Think Tank para o álbum homônimo da banda britânica Blur. Na versão Lego, o casal tem companhia em sua excentricidade.
[FONTE: The Brick Fantastic]


Na ocasião, Bansky afirmou que fazer um trabalho pago para algo em que acredita o torna menos comercial. Na capa do disco, os pombinhos estão abraçados.
[FONTE: Rocksucker]


O anarquista da mamãe é um dos grafittis mais conhecidos de Bansky. Iconoclasta, sim. Filho de chocadeira, jamais. 
[FONTE: The Brick Fantastic]


Algumas interpretações dão conta de que a mensagem da obra é sobre a aceitação das escolhas dos filhos por parte dos pais. Será?
[FONTE: Stencil Revolution]

Essas adoráveis reproduções, cheias de significado e, ao mesmo tempo, descoladas, são o encontro da art pop com street art, duas vertentes da arte contemporânea, que costuma ser polêmica. O próprio Bansky é considerado gênio por uns, vândalo por outros. É o senso crítico e o background de cada um que ajudarão a compreender ou a apreciar a mutante arte contemporânea. Para trazer o público ao debate e à sua compreensão, Terry Barrett escreveu A crítica de arte - como entender o contemporâneo. Por meio de seu discurso, o leitor poderá decidir de que lado está: Bansky, um herói pós-moderno ou apenas um destruidor do patrimônio público? Reproduções em Lego: fofas ou muito fofas? ;)


Na legolândia, ninguém fica sozinho. Até mesmo o Haring Dog ganhou um ouvinte para suas latidas.
[FONTE: The Brick Fantastic]


Em sua obra original, Bansky havia homenageado o falecido artista gráfico e ativista Keith Haring, fazendo com que seu personagem levasse um de seus famosos cachorros pra passear.
[FONTE: Stencil Revolution]


Para desespero da rainha, a guarda real de Bansky não só picha muros como faz suas necessidades em locais inadequados. Na legolândia, porém, eles são um pouco mais adoráveis em sua desobediência.
[FONTE: The Brick Fantastic]


O soldado original é anarquista e não está nem aí para a ordem.
[FONTE: Nic Neg]


Será que a popularidade da versão Lego pode aumentar a aceitação de todas as formas de amor? Nem mesmo a arte de Bansky ficou imune ao crime de ódio.  [FONTE: The Brick Fantastic]


Em 2007, dois homens foram condenados a meses em liberdade condicional por cobrir com tinta preta a obra Kissing Policeman em Brighton, na Inglaterra.
[FONTE: Art we love]


A referência dentro da referência: Bansky homenageou uma cena clássica de Pulp Fiction, substituindo as armas por bananas.
[FONTE: The Brick Fantastic]


Dessa vez, há pouca diferença entre inspirador e inspiração, exceto pelo fato de que, na legolândia, as versões de Travolta e Jackson estão in loco, apontando suas bananas para outrem.
[FONTE: Brownos]

As cenas retratadas por Friesen na série Bricksy (em inglês, as pecinhas de Lego são chamadas de bricks, ou seja, tijolos, e o nome da série brinca misturando o nome dos tijolinhos ao do artista homenageado) trazem sempre pequenas mudanças em relação aos originais de Bansky. O fotógrafo acredita que tem algo de irresistível em transformar intrépidas cenas urbanas com peças tão clean e modernistas como as de Lego. Uma interpretaçãozinha aqui, um toque pessoal ali e a releitura ganha seu próprio contexto. Mas essa é a graça da arte nos dias de hoje, não é? Cada vez que uma pessoa olha, enxerga uma história diferente. 


Esporte fino

1 23 junho 2014 | 06:28

Em época de Copa do Mundo, o futebol brilha absoluto no mundo dos esportes, mas você sabia que hoje é o Dia Mundial do Desporto Olímpico? Bem, sabemos que o futebol está contemplado por essa data, mas, além dele, hoje também são celebrados quase 50 esportes que participam dos Jogos Olímpicos de verão e de inverno.  Ou seja, as possibilidades são imensas e atendem a todos os gostos. Então por que não homenagearmos as modalidades e os atletas e, de quebra, nos inspirarmos um pouquinho? Afinal, esporte é saúde, é fair play, é superação. Além de ser bonito pra caramba.

#1 Beleza que se move

O fotógrafo canadense Ray Demski é especialista em fotografar esportes de aventura. Ele mesmo já foi atleta e afirma que o foco de seu trabalho é a ação. Suas fotografias que mostram sequências de movimentos são especialmente bonitas e as repetições da imagem do atleta compõem um quadro incrivelmente harmônico. Essa capacidade de Demski de enxergar uma imagem forte em potencial e organizar os elementos em uma composição atraente é tratada em O Olho do Fotógrafo, de Michael Freeman, obra que aborda o design na fotografia digital. 


O salto ornamental em piscina é uma belíssima modalidade olímpica, mas também pode ser praticado de formas mais radicais, digamos assim. 
[FONTE: Ray Demski]


O vôlei de praia foi introduzido nos Jogos Olímpicos de Atlanta em 1996. Quem não lembra do Brasil disputando ouro e prata na final do feminino?
[FONTE: Ray Demski]


Em 2012, em Londres, os brasileiros Alison e Emanuel ficaram com a medalha de prata na mesma modalidade. 
[FONTE: Ray Demski]


Olhando assim até parece que são diversos esquiadores em fila descendo a montanha, mas é um só e está praticando uma das diversas modalidades de esqui que participam dos Jogos de Inverno. 
[FONTE: Ray Demski]

#2 Uma nova perspectiva

O mais interessante nas imagens de Marcel Lämerhitt são os ângulos criativos, que acabam mostrando ora a grandeza do esporte, ora a solidão do atleta nos momentos em que está concentrado em sua performance. O fotógrafo alemão também tem uma série de retratos de atletas, trazendo o esportista, e não mais a modalidade, para o centro da ação. Essa mudança de perspectiva é o foco principal de quem trabalha com esses profissionais e é central para o tema tratado em Fundamentos da Psicologia do Esporte e do Exercício


O futebol, nos Jogos Olímpicos, é disputado por homens (na categoria sub-23) e por mulheres. 
[FONTE: ML Pics]


O ciclismo é disputado em quatro modalidades (pista, BMX, mountain bike e estrada). E nós não gostaríamos de ser o fotógrafo no instante registrado.
[FONTE: ML Pics]

 
Um mundo de gelo e um atleta de snowboard, mais um dos radicais esportes dos Jogos de Inverno. 
[FONTE: ML Pics]


Edgar Davids foi um famoso futebolista holandês de origem surinamesa que jogou em diversos times europeus.
[FONTE: ML Pics]

#3 Pouca cor, muita força

O polonês Tomasz Gudzowaty retrata o esporte com um quê de fotografia documental. Seu interesse são os esportes exóticos e não oficiais e, dentre os olímpicos, aqueles que são menos alardeados pela mídia. Suas imagens em P&B, geralmente centradas nos bastidores, costumam retratar um lado menos glamuroso e mais emocionante do desporto. As fotos de Gudzowaty parecem mostrar a força, a determinação e o que mais for necessário para se tornar um esportista. Essa é a temática de Construindo um Atleta Vencedor, disponível também em e-book, que apresenta uma abordagem psicofísica do esporte. 


A rotina das futuras ginastas chinesas é árdua e bastante questionada em outros pontos do globo. 
[FONTE: Tomasz Gudzowaty]


O nado sincronizado é disputado em Jogos Olímpicos desde Los Angeles, 1984, e é um esporte de grande plasticidade e dificuldade. 
[FONTE: Tomasz Gudzowaty]


O boxe é disputado por homens nos Jogos Olímpicos desde o começo do século passado e foi só em 2012, em Londres, que as mulheres passaram a competir por medalhas olímpicas também. 
[FONTE: Tomasz Gudzowaty]


Os lendários jogadores húngaros de polo aquático MIklos Ambrus e Zoltan Domotor foram fotografados com as medalhas de ouro que ganharam em 1964, em Tóquio. 
[FONTE: Tomasz Gudzowaty]

E aí, leitor, gostou das imagens? O esporte realmente inspira qualidades tais como força e determinação. E, quem sabe, essas fotografias até possam incentivar futuros atletas amadores. Ou seja, quem se exercita por amor a si, ao esporte ou à saúde. ;)


Escondidos na cidade

0 15 junho 2014 | 19:58

Camuflagem: conjunto de técnicas e métodos que permitem a um dado organismo ou objeto permanecer indistinto do ambiente que o cerca. Essa capacidade é imitada por alguns uniformes militares e inerente a alguns animais, como o camaleão e o bicho-pau, e ao artista chinês Liu Bolin. Conhecido como o homem invisível, ele pretende, com sua série de fotografias chamada Hiding in the City (Escondendo-se na cidade), trazer à tona reflexões sobre superficialidade. O artista quer mostrar como o ambiente que nos cerca nos afeta fortemente, especialmente o urbano. E, assim como Liu, quantas vezes já nos sentimos invisíveis no caos da cidade? Será que enxergamos os produtos e não as pessoas? Os questionamentos são ótimos, e as imagens melhores ainda. Confira!


São milhares de celulares, mas tem uma pessoa ali. Se era exatamente a intenção, não sabemos, mas isso nos faz pensar sobre nossa relação com os smartphones. 
[FONTE: Telegraph]


De acordo com Liu Bolin, quando está pronto para ser fotografado, nem mesmo os pedestres o enxergam na rua. 
[FONTE: Gorila polar]


Se é verdade o que dizem as más línguas sobre o abandono das bibliotecas (não acreditamos!), Liu passaria despercebido nessa estante por muitos anos.
[FONTE: G1]


As abelhas não devem ter curtido essa enganação toda. 
[FONTE: Gorila polar]

Uma das coisas mais interessante na obra de Liu Bolin é a fusão de técnicas. Embora o grande charme seja a pintura corporal, irrepreensível, a fotografia tem um papel importantíssimo na concepção final da obra, e não apenas em sua divulgação. Imaginem se o ângulo da imagem fica um centímetro mais para a esquerda? Estraga tudo, não é? E Liu é, ao mesmo tempo, fotógrafo e fotografado. Afinal, embora não aperte o botão, é ele quem cria e imagina a composição da foto. Confuso?  De acordo com Michael Freeman, a origem da fotografia não é a câmera ou mesmo a cena: é a mente do fotógrafo. Pois é aí que o registro tem sua origem criativa, como percebemos na exposição de Liu Bolin. 


Confessamos que, nessa imagem, demoramos mais que o usual para encontrar o artista. 
[FONTE: Telegraph]


Aí tudo que você quer é comprar uma saladinha e, tchanam!, lá está um artista chinês. Mas, pensando bem, não é frequente demais querermos apenas comprar alguma coisa?
[FONTE: Telegraph]


Se não fossem os pezinhos à mostra de Liu, teríamos tentado arrancar seu nariz achando que era uma garrafa de refrigerante. 
[FONTE: Telegraph]


Teriam os chineses barrado seus inimigos mais facilmente com assustadores soldados camuflados na Grande Muralha? Fica a dúvida
[FONTE: Telegraph]

Embora façamos brincadeiras (porque, convenhamos, camuflagem é uma coisa muito divertida), a série foi concebida a partir de um momento triste: Liu Bolin teve seu estúdio destruído após ter sido despejado, em sua cidade natal. E foi por meio de uma performance, realizada em 2005, que as fotografias se originaram. Liu pretendia questionar as relações entre sociedade e Estado na China. A partir daí, deu a volta por cima. Hoje, é um artista renomado, extremamente cool e é capaz de nos trazer reflexões tão legais acerca da sociedade em que vivemos. Além de, é claro, ser a fonte da nossa inspiração de hoje. E você, já se sentiu invisível alguma vez?

Restaurantes em cenários espetaculares

1 9 junho 2014 | 15:07

Vem se aproximando o Dia dos Namorados, e um dos programas favoritos dos apaixonados é fugir da dieta e aproveitar sem culpa uma receita bem calórica, sobremesa com chocolate e bebidas alcoólicas. Mas lembre-se de que no dia 13 de junho a vida volta ao normal, e sua alimentação tem que voltar pros trilhos. Se precisar de uma ajudinha, a gente recomenda o livro Nutrição, que traz as últimas descobertas na área como conhecimentos científicos gerais. E, se na próxima quinta-feira, for impossível fugir do jantar romântico com menu completo, que tal procurar um restaurante incrível num lugar inusitado? Talvez vocês não possam viajar para um destes, mas sempre se pode sonhar ou achar inspiração ;)

Havia uma pedra no meio do caminho


O restaurante não poderia ter outro nome: o The Rock ocupa uma imensa pedra na costa de Zanzibar e surgiu no que costumava ser apenas um ponto de pesca. Hoje, é um dos mais tradicionais restaurantes de frutos do mar do país. Esta dica de local e todas as outras deste post são uma compilação da revista Condé Nast Traveler.

Castelo de gelo


Que tal fazer uma refeição dentro de um edifício de gelo? Essa ideia disparatada de fato atrai muitos turistas a cidade Keni, na Finlândia. O restaurante LumiLinna Snowcastle tem que ser reconstruído todos os anos a partir de moldes de gelo, já que derrete no verão. Não sabemos se o cardápio inclui pratos quentes (como usar o fogão sem derreter a parede?) ou se a casa é adepta do crudivorismo

Sob as águas do mar


Nas Ilhas Maldivas, você tem a chance de jantar mais de 5 metros abaixo do nível do mar no Ithaa Undersea, dentro de uma cúpula de vidro que coloca os clientes no meio da vida aquática. A vista permite a observação de recifes de corais, peixes e até tubarões. Nesse cenário, talvez você se sinta culpado de pedir um prato com frutos do mar debaixo dos olhares de outros animais marinhos. No caso, apostar numa refeição vegetariana pode ser uma boa saída.

Casa na árvore


Quem gosta de se alimentar com adrenalina precisa conhecer o The Dining Pod, restaurante nos altos de uma floresta tailandesa. As cabines nas árvores são feitas de bambu e almofadas substituem as cadeiras. Claro, não se pode ter frescura para comer ao ar livre, pois você pode muito bem acabar com um besouro ou gafanhoto no prato. Mas veja pelo lado bom, há inúmeros benefícios em incluir insetos na dieta!

À beira de um penhasco


O caminho não vai ser fácil. O Aescher está no altos dos alpes suíços, o que lhe proporciona uma das vistas mais incríveis de montanhas nevadas. Mas, para aplacar o frio na barriga que você vai sentir ao comer na encosta de um penhasco, só com muito fondue e outras delícias da culinária suíça

Dentro da estufa


Mais de dez anos atrás, essa linda estrutura de vidro foi salva da demolição para se transformar no restaurante De Kas. Quem faz uma refeição na casa pode pedir pratos mais que frescos, com alimentos recém-colhidos das hortas ao redor da antiga estufa. Alimentação orgânica e saudável em um ambiente relaxante.

Na caverna


O italiano Grotta Palazzese só abre no verão e funciona desde o século 18. Apesar da ambientação, o lugar não tem nada a ver com a dieta paleolítica, inspirada nos homens das cavernas. Ao contrário, a Grotta costumava receber a nobreza local e hoje é um restaurante de altíssimo nível. 

Avião no chão


Usados nos anos 50 como um avião para transporte de combustível, este Boeing hoje recebe até 42 pessoas para refeições tipicamente norte-americanas. Se não gostar do menu, não dá para sair voando, mas temos certeza que vai ser bem melhor que comida de avião

Pendurado no guindaste


Esse já passou pelo Brasil. Os restaurantes pop-up pendurados em guindastes circulam o mundo e permitem a seus visitantes observar a cidade por novos ângulos. É tão moderno quanto a gastronomia molecular, e exige a mesma confiança cega do cliente. Os entendidos dizem que é uma experiência de elevar o espírito!

Como você viu, o mundo da alimentação não tem fim. Por isso o livro Nutrição ajuda o leitor a não se perder em modismos e entender melhor o funcionamento do corpo humano e como ter uma relação saudável com a comida. Você pode estar pendurando num guindaste ou no meio da floresta, o importante mesmo é garantir a saúde, mesmo com escapadelas tradicionais como pede o Dia dos Namorados!

Tapetes voadores para a imaginação

1 2 junho 2014 | 13:29

De todos os meios de transporte que a mente humana já ousou sonhar, o tapete voador é certamente um dos que mais desperta curiosidade. Por mais insano que possa parecer, temos certeza de que aquele pedaço de tecido flutuante que leva o Aladin para cima e para baixo já ocupou os pensamentos de muita gente. Especialmente de quem mora nas grandes cidades e encara seus engarrafamentos: em dias de sol e vento, um tapete voador seria muito útil. Os tapetes mágicos de Miguel Chevalier não saem do chão, mas são tão lúdicos quanto o do conto árabe e encantaram centenas de visitantes que passaram pela catedral Sacré Coeur, ou Sagrado Coração, em Casablaca, no Marracos, durante o mês de abril.


Um tapete de ladrilhos projetado na catedral de Casablanca
[FONTE: The Creators Project]


Projeções de Chevalier tinha um quê de psicodelia

Nascido no México e radicado na França há anos, Chevalier, de 55 anos, é um dos pioneiros da chamada arte digital. Na exposição denominada Magic Carpets 2014, o artista fez projeções multicoloridas no chão da catedral, transformando completamente a experiência daqueles que visitaram o espaço. De uma forma totalmente inovadora, o artista faz referência à tradição islâmica de tapetes e mosaicos em uma igreja católica. Construída em 1930 em estilo neogótico, a Catedral do Sagrado Coração de Casablanca deixou de ser igreja em 1965, quando o Marrocos se tornou independente, e hoje é um centro cultural. Vale lembrar que naquele país a religião dominante é a muçulmana. E assim como os espaços se transformaram, as projeções do artista também mudavam, formando novas e efêmeras padronagens


Quem não gostaria de um tapete em constante transformação na sala de casa?


Muitas projeções faziam referência a tradição dos mosaicos da região 

Em Os Usos da Imagem, Ernst Hans Gombrich, um grande expoente dos estudos sobre arte e comunição visual, usa seu imenso conhecimento para discutir questões fundamentais e controversas, que tem tudo a ver com o trabalho de Chevalier. Como e por que a arte muda e se desenvolve? O que a ideia de progresso significa na arte? A arte pode ser usada como evidência do espírito de uma era?. Essas e muitas outras perguntas nos ajudam a refletir sobre a exposição e a respeito de outras intervenções artísticas de Chevalier, disponíveis em seu site. Afinal, tem algo mais da nossa era que a arte digital? 


Pixels se transformavam em arte no chão do hoje centro cultural


Exposição Magic Carpets chamou atenção do mundo todo por sua simplicidade e irreverência

Se você, como nós, não teve a chance ver o trabalho de Miguel Chevalier no Marrocos, pode se deliciar com esse vídeo de Claude Mossessian, um realizador independente que registrou algumas das projeções artísticas do amigo. Ainda que os tapetes de Chevalier não sejam do tipo que voa, são obras capazes de levar a imaginação para bem longe.

Miguel CHEVALIER Tapis magiques 2014 Casablanca (Version courte) from Claude Mossessian on Vimeo.

Os incríveis fenômenos naturais

0 25 maio 2014 | 17:11

A Terra é, de fato, uma fonte interminável de inspiração. Seja fazendo arte involuntária, seja participando ativamente das criações de seus habitantes. Mas se tem algo que não cansa de nos surpreender são os fenômenos naturais, climáticos ou atmosféricos. São criações da natureza que, mesmo explicadas pela ciência, não perdem a aura quase mágica que as cerca. O site Distractify fez uma incrível coletânea desses eventos fantásticos do planeta que nos enchem os olhos. Confira!

#1 Pedras redondas. Essas rochas que parecem ter sido feitas por compassos são obra da sedimentação da areia no fundo do mar. Após 60 milhões de anos, a erosão da costa acabou mostrando ao mundo as chamadas Moeraki Boulders, na Nova Zelândia.


Nos matamos para fazer círculos redondinhos com o uso de instrumentos e a natureza vai lá e, pimba, sem usar nem régua.
[FONTE: Distractify]

#2 O portão do inferno, Sim, esse é o simpático apelido do fenômeno geológico que ocorre no Turcomenistão. A cratera tem cerca de 70 metros de diâmetro e se transformou nesse buraco quente e flamejante devido à constante queima espontânea de gases naquele local, que é uma reserva natural do elemento. A cratera está em chamas desde 1971, sem intervalos. 

Quer saber mais sobre os processos de formações rochosas, além de outros fenômenos que tornam possíveis as pedras redondinhas neozelandesas e uma cratera flamejante no deserto? Recomendamos fortemente a leitura de Princípios de Geologia, também disponível em e-book.


Haja coragem pra caminhar no entorno da porta do inferno, vai que tropeça.

#3 Especialidade nacional. O fenômeno da Pororoca é alvo de nove entre dez piadas geográficas na época da escola, não só devido ao nome, mas pelos inúmeros trocadilhos possíveis com o encontro das águas fluviais com o oceano. Pois nosso mais famoso evento natural agora é tipo exportação: surfistas de todo o mundo vão à Amazônia tentar pegar a onda mais longa do mundo. Mas o recorde até o momento é nosso. O surfista brasileiro Adilton Mariano conseguiu ficar 37 minutos seguidos surfando na Pororoca. Que disposição. 


A onda acontece apenas duas vezes ao ano, mas quando começa parece que não vai terminar nunca mais. 


Definitivamente surge um contexto totalmente novo para os surfistas. Tubarão vira jacaré e mãe d’água vira piranha. 

#4 Revoada colorida. Se nós fôssemos borboletas monarcas, estaríamos nos preparando para fugir do Brasil nesse momento, com a chegada do inverno. Porém, como são habitantes do hemisfério norte, é em outubro que elas migram dos Estados Unidos para o México a fim de escapar do frio e quem sabe tomar umas margueritas. Em seu percurso, as borboletas colorem o céu e tornam a paisagem quase de sonho. 


Confete e serpentina? Ou apenas um dos insetos mais populares e adorados garantindo a fama e a preservação da espécie?

#5 Micróbios que brilham. Falando assim, não fazemos jus à beleza do fenômeno. Mas o efeito causado pela bioluminescência do fitoplâncton das Ilhas Vaadhoo, nas Maldivas, é de tirar o fôlego. 

Para entender não só o processo de migração das populações, mas as características de determinados ecossistemas, como o riquíssimo bioma amazônico ou o plâncton, é essencial a leitura de Ecologia, um guia ilustrado e completíssimo, que pretende ser uma fonte única sobre o tema.


Após a onda mais longa, a onda mais luminosa.

#6 Castelo de cristal: Uma mistura de claustrofobia e de fascinação é o que causa a visão de uma caverna de gelo. Elas são formações temporárias que ocorrem nas beiradas das geleiras, quando o fluxo da água forma buracos em sua estrutura (é o bom e velho água mole em pedra dura). Essa cor incrível é resultado da absorção de toda a luz, exceto a azul, pelo gelo extremamente compacto. 


A caverna parece um túnel feito de água que ignora a gravidade. 

#7 Raios! Na foz do rio Catatumbo, na Venezuela, um fenômeno climático faz com que uma incrível tempestade elétrica ocorra durante 160 noites do ano, por cerca de dez horas por dia. A cada hora, os raios são visualizados 280 vezes. Lindo e retumbante. 

Os processos atmosféricos, como os raios de Catatumbo, e as variações climáticas que permitem a existências de glaciares nos pontos mais frios do planeta são a temática de Atmosfera, Tempo e Clima. O livro, que também está disponível em e-book, explica os princípios químicos e físicos da atmosfera e traz descrições de climas regionais e suas mudanças, apresentando uma cobertura abrangente da meteorologia e da climatologia global.


Essa é para quem gosta de mitologia: podemos dizer que é aqui que Zeus faz sua terapia anti-stress?

#8 Alienígenas aquáticos. As formações conhecidas como crop circles e cuja autoria muitas vezes é atribuída a seres extraterrestres não são exclusividade das plantações. No Japão, foram encontrados alguns desses misteriosos círculos no fundo do oceano.


Agora ficou ainda mais difícil encontrar o artista responsável. 

#9 Paisagem invernal de mentirinha. Um belo campo coberto pela geada? Errado! O que causa esse efeito branquinho não é gelo, não, são teias de aranha! Na Austrália, é isso que acontece quando os aracnídeos estão fugindo de enchentes. Podemos repensar quando dizemos que algo abandonado cria teias de aranha, pois o cachorrinho parece bem ativo na segunda foto. Quem gostaria de estar em seu lugar?


A paisagem é linda, mas nada recomendada a quem tem aracnofobia. 


Será que o cãozinho vai achar a saída?

Crop circles subaquáticos são um mistério e campos cobertos por teia são, no mínimo, uma curiosidade. Para acalmar o espírito de descoberta de nosso leitor, só podemos indicar uma leitura com o sugestivo nome Para entender a Terra. Também disponível em e-book, a obra é um aclamado livro de introdução às ciências da Terra que vem sendo constantemente atualizado e apresenta uma concepção do planeta como sistema interativo, analisando sua dinâmica e a evolução da vida. Hoje, oferecemos aqui os 5% de inspiração com essas belas imagens. Os 95% de transpiração deixaremos com vocês, mas duvidamos que a tarefa seja árdua com as ótimas leituras indicadas. ;)

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