O que é meu é seu
Poucas coisas estão me chamando tanto a atenção aqui nos Estados Unidos quanto o consumo colaborativo. A prática foi considerada, na semana passada, uma das 10 tendências mais importantes do futuro pela revista "Time".
Em poucas palavras, o consumo colaborativo é composto por um mercado mundial de trocas e aluguel de tudo o que se possa imaginar: carros, máquina de lavar, quartos em casa.
Isso é estimulado por algumas razões: a crise deixou as pessoas com menos dinheiro no bolso, as novas tecnologias permitem que se façam mais trocas entre pessoas desconhecidas e, por fim, existe a preocupação com o ambiente (menos consumo, menos pressão ambiental).
Gosto muito da ideia. Vai contra essa obsessão histérica do consumo. A grande guru desse movimento chama-se Rachel Botsman, formada aqui em Harvard, que mostra, em detalhes, como o consumo colaborativo está virando um negócio bilionário e em escala planetária. Ela é autora do livro "What Is Mine is Yours" (O que é meu é seu), que está virando leitura obrigatória para quem discute os caminhos do consumo e os impactos das novas tecnologias.
"O que você está fazendo hoje não é nada quando as crianças, que já nasceram num ambiente de rede social, viraram consumidoras", me diz Rachel.
Leia o comentário de Gilberto Dimenstein no site da Folha.